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Friday, 26 November 2010

globocop live show

Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos/ Dando porrada na nuca de malandros pretos/ De ladrões mulatos / E outros quase brancos/ Tratados como pretos/ Só pra mostrar aos outros quase pretos/ (E são quase todos pretos)

Tuesday, 23 November 2010

back to work

Fazendo o balanço do projeto Coreogthere chego à obra de Jon Rafman, que utiliza imagens do Google Streetview, selecionadas, ampliadas, expostas como instantâneos.
A descrição de seu projeto no blog The Photography Post cabe como uma luva nas inquietações enfrentadas pelo nosso trabalho:

"Calling into questions of authorship, ownership, traditional documentary practice and photography’s increasingly immaterial existence, Rafman’s project hits all of the critical hot spots in the discussion of contemporary photographic practice. Rarely does a project succeed so succinctly in hitting it’s mark. Moreover, in an age when immaterial or web based work so often falls short in the transition to the material world, Rafman’s prints add to the experience of the work by removing the Google content from its expected milieu and forcing the viewer’s reconsideration of contemporary public space in the digital age."

Sunday, 21 November 2010

weekend à inglesa

Na capa do jornal O Globo - imagem de passageiros sendo apalpados por agentes dos aeroportos.
No playground do condomínio - circuito de vídeo com mais de 20 câmeras apontadas para os espaços de lazer.
No metrô, a caminho da Rampa - imagens e câmeras na plataforma de embarque.


Thursday, 10 June 2010

VIGILANCIA PARA QUEM PRECISA!

SENADO FEDERAL

Secretaria-Geral da Mesa

Acompanhamento de Matérias


As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em: 07/06/2010


SF PLC 00119 2009


Ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de câmeras de filmagem nos centros comerciais e similares....

07/06/2010 SSCLSF - SUBSEC. COORDENAÇÃO LEGISLATIVA DO SENADO

Encaminhado ao Plenário para comunicação do término de prazo para interposição de recurso.

07/06/2010 ATA-PLEN - SUBSECRETARIA DE ATA - PLENÁRIO

Situação: REJEITADA


A Presidência comunica ao Plenário que se esgotou na última sexta-feira o prazo previsto no art. 91, § 3º, do Regimento Interno, sem que tenha sido interposto recurso no sentido da apreciação da matéria pelo Plenário, que tendo sido rejeitada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, vai ao Arquivo. À Sarq.

Wednesday, 14 April 2010

Um email aos professores do NAVE

Acabei de ler este texto da Dra. Paula Sibilia, Professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF, e gostaria de compartilhá-lo com vocês.
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3176,1.shl
A Professora chama a atenção para a presença de câmeras de vigilância em escolas públicas e faz uma análise sombria do que chama de 'fracasso da instituição'.
Não sei se compreendi inteiramente todas as idéias propostas pela Profa, nem se concordo com tudo o que ela expõe ali, mas resolvi compartilhar este texto pois as questões da segurança, vigilância e 'policialização' das relações no ambiente escolar são complexas e precisam ser debatidas.
Saudações Cordiais,

Sunday, 21 March 2010

Políticas Repressivas

O artigo Os avanços, limites e perigos das UPPs, escrito pelo sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva e publicado ontem no Caderno Prosa e Verso do Jornal Globo, propõe uma análise complexa da atuação da polícia no Rio. Merecia estar no primeiro caderno do jornal. Lamentável que tenha sido incluído na terceira página do suplemento literário, totalmente fora de contexto, e justo quando trata de um tema tão candente quanto as UPPs.
No primeiro caderno, na página 19, temos uma matéria assinada pela repórter Ana Cláudia Costa, outra por Elenice Bottari, além de um box de opinião do jornal, que reproduzem o discurso "eufórico da mídia" ao qual se refere o Dr. Machado da Silva no caderno Prosa e Verso.
A "criminalização da notícia" como definiu o Professor Nilo Batista em entrevista recente ao Professor Wood, demonstra que ali não interessa discutir política, mas se A ou B foi preso, se C ou D quebrou o vidro de um carro, se o PM era ou não irmão de um traficante. Valeria muito mais ter colocado as considerações do sociólogo lado a lado com os textos jornalístico e editorial; o jornal perdeu uma grande oportunidade.

Em seu texto o Professor Luiz Antonio chama a atenção para a importância de se fazer uma avaliação nuançada do projeto das UPPs, justamente para o aprimoramento do programa. O aplauso acrítico, no seu entender, apenas empobrece e não contribui para o aperfeiçoamento da iniciativa.
O Professor pondera ainda sobre o esvaziamento político das associações de moradores, e alerta também para o risco de as UPPs "policializarem a atividade político-administrativa nos territórios de pobreza".
Transcrevo aqui dois trechos que me tocaram mais profundamente. O artigo é brilhante e merece ser lido com atenção.
"A fraca capacidade reinvindicativa da população que mora nas áreas direta ou indiretamente afetadas pelas UPPs, resultante da convicção de que precisam ser pacificadas, impede sua aceitação plena como participantes legítimos das arenas públicas."

"Civilizar a polícia ou civilizar populações que devem ser "pacificadas"?

Friday, 19 March 2010

PROJETO DE LEI Nº 109, DE 2004

Este projeto de Lei já é um pouco melhor, mas ainda incompleto. No entanto é Estadual. Marquei algumas partes que me interessam mais em negrito e em vermelho minhas anotações.

Dispõe sobre a proteção da individualidade do consumidor nos estabelecimentos comerciais que utilizam sistemas de vigilância equipados com câmeras de vídeo, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - São regidos por esta lei todos os estabelecimentos comerciais e edificações similares situados no Estado de São Paulo, que disponham de sistemas de vigilância equipados com câmeras de vídeo instaladas no seu interior e nas entradas e saídas do prédio.

Artigo 2º - Os estabelecimentos especificados no artigo anterior devem, para o zelo e respeito à vida privada do consumidor, bem como efetiva prevenção de danos morais, informá-lo, de maneira ostensiva e adequada, sobre a existência e utilização no recinto de sistema de vigilância equipado com câmeras de vídeo, e sobre a privacidade de suas imagens, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. - IMPORTANTE INCLUIR O DIREITO DE ACESSO DOS CONSUMIDORES A ESTAS IMAGENS NESTES CASOS, cf legislação britânica

Artigo 3º - O não cumprimento dos dispositivos desta lei implicará na aplicação de multa ou, em caso de reincidência, no fechamento do estabelecimento, sem prejuízo da responsabilidade do proprietário e/ou demais agentes do estabelecimento.

Artigo 4º - Caberá à Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor, através de seus órgãos vinculados, proceder com a fiscalização e o estabelecimento dos meios necessários e viabilizadores da aplicação da presente Lei.

Artigo 5º - As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias existentes, suplementadas se necessárias e obrigatoriamente incluídas nos orçamentos futuros.

Artigo 6º - O Poder Executivo regulamentará esta Lei

Artigo 7º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

O Projeto de Lei que ora submetemos à apreciação desta Casa de Leis tem como finalidade precípua a proteção integral da individualidade humana, buscando a constitucionalmente assegurada inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, as quais, por sua vez encontram-se esquadrinhadas e inteiramente devassadas em decorrência do intenso e complexo desenvolvimento da tecnologia.

Sob esse mesmo ângulo de observação e principalmente levando-se em consideração a competência estadual para promover a defesa dos direitos básicos do consumidor (artigo 275, da Constituição do Estado), promove-se através da propositura em tela e com base no disposto no artigo 6º, VI, do Código de Defesa do Consumidor, a efetiva prevenção de danos morais, sejam individuais, coletivos ou difusos.

Ora, não há dúvidas quanto ao fato de que a fundamentação e os objetivos norteadores da elaboração deste projeto de lei carregam em seu bojo a mesma preocupação com a segurança e bem-estar do usuário que o nobre Deputado Vitor Sapienza de forma brilhante demonstrou ter ao apresentar Projeto de Lei que deu origem à Lei n.º 9.502, de 11/03/1997, a qual, também adotando medida de caráter preventivo, conseguiu alertar os passageiros sobre os cuidados que devem ser tomados antes de utilizarem elevadores.

Diante desse exemplo, e principalmente levando-se em consideração a competência estadual concorrente para tratar do assunto supra citado e devidamente elencado no artigo 24, inciso VIII, da Constituição Federal, não se pode fechar os olhos para o prejuízo que tais câmeras de vídeo podem acarretar aos usuários de estabelecimentos comerciais, tais como hospitais, escolas, centros de compras, dentre outros.

Nota-se que, sob a alegação de controle da violência, o uso de câmeras de vídeo tem se tornado recorrente em lugares públicos, invadindo a privacidade das pessoas, muitas vezes ficando evidente o caráter de controle exorbitante do qual qualquer cidadão deve ser protegido.

É preciso desenvolver algum tipo de controle sobre os estabelecimentos públicos que utilizam tal tipo de tecnologia. Todavia, ressalta-se que não é a tecnologia em si que ameaça a privacidade, mas sim as pessoas que utilizam essa tecnologia e principalmente as condutas por elas adotadas, que acabam por violar a individualidade humana. Ou seja, a instalação de câmeras de vídeo em estabelecimentos comerciais pode e deve ser utilizada para inúmeros e benéficos fins, trazendo comodidade para os proprietários e até mesmo para os próprios consumidores, sem que haja violação da individualidade. No entanto, o uso irrestrito da tecnologia elimina a individualidade, viola a intimidade, convertendo-se em forte arma para espreitar a privacidade alheia.

Sendo assim, e principalmente tendo em vista o fato de que a instalação e o uso adequado de câmeras por si só não ofendem a dignidade do consumidor, resta ao Poder Legislativo o papel de preservar a sua individualidade, prevenindo danos morais através da publicidade dos mecanismos utilizados - E DA POSSIBILIDADE DE ACESSO DA POPULACAO A ESTES VIDEOGRAMAS EM CASOS CONCRETOS

Por fim, ressalta-se que, diante de tal contexto, não há como deixar de se destacar e analisar o conteúdo do disposto no artigos 15 e 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que afirma que o direito da criança e do adolescente ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo, dentre outros, a preservação da sua imagem.

Mais do que nunca o momento atual e assuntos dessa natureza exigem esforços e ações sinérgicas, de tal sorte que, tratando-se essa matéria de relevada importância à grande parcela da população paulista, os Nobres Pares hão de compreender os objetivos ora vislumbrados e acompanhar este autor para a aprovação da propositura em tela.

Sala das Sessões, em 4/3/2004

a) Marquinho Tortorello - PPS

Tuesday, 2 February 2010

hausaufagabe

Vigilância e Acesso: Um estudo comparativo da utilização de circuitos de vídeo por diferentes grupos no Rio de Janeiro

A crescente utilização de câmeras por sistemas de vigilância tem sido largamente observada nos âmbitos públicos, semi-públicos e privados no Brasil, como pudemos constatar no Simpósio Vigilância, Segurança e Controle Social, realizado em Curitiba.

É notório que em países como a Grã-Bretanha, os EUA, ou a França, o investimento em circuitos de vídeo se dá sobretudo como uma política governamental de segurança e controle social, amparada por marcos regulatórios que possibilitam a organização de grupos ativistas em torno de um discurso contra os significados simbólicos e efetivos da presença destes dispositivos. No Brasil, no entanto, a combinação entre a ausência de uma legislação específica e a ineficiência do poder executivo contribui para deformações diversas, sendo praticamente impossível compreender e responder ao fenômeno de maneira unificada.

No Rio de Janeiro, especificamente, este panorama mostra-se extremamente complexo, uma vez que o alarmante quadro de desigualdade social permite que os circuitos de vídeo sirvam a interesses de grupos variados, com objetivos claramente distintos, que vão de práticas criminosas à formação de condomínios ilegais, passando pelo policiamento preventivo de favelas e a exploração sensacionalista da mídia. Desta forma torna-se necessário analisar detidamente as particularidades das diferentes manifestações dos circuitos de vídeo, suas implicações e efeitos.

Neste artigo propomos a abordagem do fenômeno das câmeras de vigilância na cidade do Rio de Janeiro em 4 diferentes esferas, comparando suas semelhanças e diferenças. Como metodologia adotamos a pesquisa de campo com entrevistas e a consulta a artigos publicados em periódicos e revistas, mantendo uma perspectiva crítica atenta às liberdades civis.

Em primeiro lugar analisamos o circuito fechado de vídeo como prática da Secretaria Estadual de Segurança Pública, e nos detemos no caso específico do sistema de monitoramento instalado pela Polícia Pacificadora que ocupa a comunidade Santa Marta.

Em segundo lugar analisamos dois casos de centrais de monitoramento clandestinas operadas por facções criminosas, descobertas nas comunidades de Parada de Lucas e do Morro dos Macacos.

Em terceiro lugar, analisamos o impacto do circuito de vídeo instalado pela Milícia que dominava a comunidade do Batan, também recentemente ocupada pela Polícia Pacificadora.

E em último lugar nos voltamos para os sistemas de vigilância instalados em condomínios das classes média e alta nos bairros da Zona Sul carioca, aonde os circuitos de vídeo apresentam-se não como instrumentos de segurança pública, mas de segurança privada.

Desta forma o artigo propõe uma reflexão sobre a vídeo-vigilância articulada a questões de ordem e conflito entre classes sociais.

Vigilância por quem e para quem?

Sunday, 10 January 2010

surveillance avec violence


estudo para um cftv em um cenário de cinema

Tuesday, 5 January 2010

Thursday, 17 December 2009

Bangu na era da tecnologia


Sabrina Netto

Paulo Nicolella

Rosinha Matheus e Anthony Garotinho testam o sistema de monitoramento por câmeras de Bangu 1: imagens serão gravadas em DVD

Quase dois anos depois de ser destruída por traficantes em uma rebelião no dia 11 de setembro de 2002, a penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1) ganhou tecnologia igual à encontrada na famosa Penitenciária de Presidente Bernardes, em São Paulo, onde está preso o traficante Fernandinho Beira-Mar. A obra, de R$ 2,2 milhões, levou cerca de 4 meses para ser concluída. Agora, os 34 internos da penitenciária - com capacidade para 48 - não podem mais ter contato direto com advogados, agentes ou policiais militares, que ficarão separados por vidros à prova de balas. Foram instaladas 72 câmeras, capazes de aproximar 300 vezes uma imagem a 500 metros de distância.

Para o secretário estadual de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, Bangu 1 é uma das mais seguras penitenciárias do país, superando Presidente Bernardes. Mesmo com toda a segurança, o traficante não é bem-vindo de volta ao Rio. A governadora repudia a idéia de ter Beira-Mar no Estado e Astério prefere sugerir possíveis trocas entre presos perigosos de outros estados.

- No enfrentamento do crime organizado, não se pode colocar um líder junto de seus principais associados. Isso gera o enfraquecimento da segurança. Mas o Rio tem condições de receber bandidos de alta periculosidade e está aberto a política de troca estabelecida pela Lei de Execução Penal - garantiu o secretário.

Segundo Astério, as imagens do presídio, exibidas em dois monitores e gravadas em DVD, poderão ser armazenadas por 30 dias. Os pacotes levados pelos visitantes deverão passar por aparelhos de raio X e detectores de metal.

O único contato físico dos presos será na visita familiar ou íntima, já que todas as 48 portas são automáticas e controladas por computador. De acordo com a secretaria, nem mesmo nas refeições ou na saída e entrada de presos nas celas - às 10h e às 17h - os agentes poderão ser vistos. Segundo Astério, um PM fica instalado em uma sala em cada uma das quatro galerias, onde há doze celas individuais.

De acordo com a governadora Rosinha Matheus, em dois meses, uma guarita e uma cerca dupla cortante deverão estar prontas, separando as 5 unidades do Complexo Penitenciário de Bangu dos demais presídios da área.

- Em Bangu 1 jamais acontecerá outro 11 de setembro. Mas não estamos livres disso em todas as 35 unidades. Para a substituição do Complexo da Frei Caneca já temos R$ 90 milhões liberados. Quanto ao Ary Franco, a arquitetura é desumana e o local inadequado. Mas para retirá-lo de lá, só com recursos do Governo Federal, que podem sair no ano que vem - disse Astério.

Para Paulo Ferreira, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, a modernização da unidade não passa de mera propaganda.

- Por que um presídio com capacidade para 48 presos tem tecnologia, 10 agentes e dois policiais militares, se outro ao lado abriga cerca de 1.400 internos monitorados por apenas 10 agentes ? - questiona Paulo, usando como exemplo o presídio Vicente Piragibe, uma área de 78 mil metros quadrados. Bangu 1 tem cerca de 4 mil metros quadrados.

Ontem, a secretaria de Controle e Gestão liberou R$ 14,9 milhões para a construção do Complexo Penitenciário de Japeri e do Presídio de Campos dos Goytacazes.

Wednesday, 16 December 2009

cámaras hasta en la sopa!

> ---------------------- Concentración contra la videovigilancia-------------
> -------------------------Viernes 18, 19h. Pza.Lavapiés-------------------
>
> hola a tod@s,
> en lo últimos meses hemos visto como sigilosamente se han ido instalando
> primero cables, luego soportes... que compondrán la red de 48 cámaras de
> videovigilancia que grabarán permanentemente parte de las calles y plazas
> de este barrio, nuestras caras, nuestros recorridos, seamos ancian@s,
> niñ@s, estemos paseando, camino del mercado, de bares o pegando carteles.
> A lo largo de estos últimos meses y desde que nos enteramos de su
> inminente instalación, algunas gentes hemos ido señalando nuestra
> disconformidad (con la medida pero también con el proceso por el que se ha
> puesto en marcha: por decreto, por imposición, sin contar -como siempre-
> con las que pensamos este barrio de otra manera)
> Su puesta en marcha, anunciaron que sería para este mes (aprovechando la
> navidad, claro), por eso pensamos es un bueno momento para manifestar
> públicamente el rechazo a una medida que hace de este barrio un escenario
> que no deseamos: de miedo y de control pero también de sospecha, limpiando
> las calles de toda actividad -da igual que sea delictiva o no, ¿como
> saberlo?-
> Si quieres expresar tu rechazo, o siquiera tus dudas, y encima pasarlo
> bien haciéndolo, nos vemos en la plaza de lavapiés, este viernes 18 a las
> 19h:
>
> ¡¡CONCENTRACIÓN LÚDICO-FESTIVA!!
> RECIBAMOS A LAS CAMARILLAS COMO SE MERECEN
>
> MÚSICA,PROYECCIONES,TESTIMONIOS,
> TABLAO FLAMENCO,
> ENTREVISTAS EN
> DIRECTO...
>
> Y ADEMÁS...
> ¡CASTING DE CAMARONES!
> AYÚDANOS A ENCONTRAR
> AL SUPERHÉROE O SUPERHEROÍNA DEL BARRIO
>
> VENTE DISFRAZADX
> DE CAMARÓN/A
> O TE
> PROPORCIONAREMOS
> UN DISFRAZ
>
> VIERNES 18 DICIEMBRE
> 19.30h.
> PLAZA DE LAVAPIÉS
> unbarriofeliz.net

Saturday, 5 December 2009

as imagens não falam por si

Vieram a público esta semana imagens captadas por uma micro-câmera escondida em um gabinete em Brasilia. Nas imagens pode-se ver alguns homens - entre eles o Governador Arruda - em transações espúrias, envolvendo grandes somas de dinheiro escondidas sob as vestes. Indagado por jornalistas, o Presidente Lula declarou que "as imagens não falam por si", e vem sendo duramente criticado por esta afirmação.

Contudo, que uma imagem não fala por si, isto me parece claro.

Uma imagem precisa de um contexto e de um discurso. Uma imagem, por si só, não fala nada. Acreditar que as imagens falam por si, significa atribuir às imagens um valor fora da linguagem, da cultura e da humanidade, tarefa impossível.

Foi infeliz o momento desta certeira declaração presidencial, no calor da hora de denúncias tão graves. No entanto, a precisa afirmação do Presidente é da mesma natureza do pensamento desenvolvido por Marie-José Mondzain, há cerca de dez dias em sua conferência na UFRJ.
A filósofa francesa traçou uma genealogia do pensamento sobre a imagem, da Grécia a contemporaneidade, nos encaminhando por um raciocínio aonde a imagem só pode ser pensada como um objeto de crise; a imagem não é nem ser e nem realidade.

A afirmação do nosso Presidente me lembra o caso citado por Andréa França em minha defesa de Mestrado. Nos EUA, um estudante negro foi barbaramente espancado por um grupo de estudantes brancos, e o episódio foi registrado por uma câmera de circuito interno. O caso foi a julgamento, e surpreendentemente as imagens captadas por esta camera foram utilizadas pelos advogados de defesa dos rapazes brancos! Eles ampliaram os videogramas para mostrar que o rapaz negro, mesmo deitado, estaria chutando contra o grupo, e que eles estariam apenas se defendendo. As imagens se prestaram a uma reinvenção dos fatos!

Perfeitamente, as imagens não falam por si. Elas servem a interesses políticos, financeiros, estratégicos, artísticos. Elas falam quando articuladas em um discurso, que baliza o que há para ser visto ali. Postular que as imagens falam por si é de uma ingenuidade não mais possível nos dias de hoje.

nota de esclarecimento: Abomino as redes de corrupção e enriquecimento ilícito tão observadas nas administrações públicas de nosso país. Indignação e vergonha são apenas alguns dos sentimentos de revolta que posso enumerar diante das denúncias dos esquemas de propina que mais uma vez tomam conta do nosso noticiário.

Tuesday, 1 December 2009

Big Brother no Santa Marta

Na edicão de hoje do Jornal O Globo, na página 17 , seção Rio, em um box intitulado saiba mais sobre as UPPs lê-se:
"Os moradores (da comunidade ocupada Santa Marta) elogiam o fim da violência na favela, que ganhou projetos sociais e câmeras de segurança".
Venho chamando a atenção para a inadequção deste termo, câmera de segurança. A segurança é apenas uma das aplicações destas câmeras de vigilância, e sua face mais palatável dentro de um discurso amplamente aceito de combate ao crime. As aplicações destes dispositivos são inúmeras, e vão desde o monitoramento de hábitos de consumo e comportamento ao controle do desempenho de funcionários em empresas que contam com estes sistemas, para citar apenas dois.
Outro dado importante: não é unanimidade entre os moradores da comunidade a presença destas câmeras, muito pelo contrário. Este vídeo postado no youtube mostra como um grupo de moradores se organizou para debater e questionar aquilo que seria um Big Brother compulsório, gerando medo, opressão e cerceamento da cidadania.

Sunday, 27 September 2009

tecnology gives it tecnology takes it

RIP - manifesto remix
marcinha me levou pra assistir a este filme da mostra dox que trata com muita irreverência da questão do direito autoral na contemporaneidade. mostra de maneira simples como a noção de 'autor' é uma noção moderna, que no século XX serve para multiplicar lucros de grupos economicos, e que no seculo XXI passa por uma redefinição, diante da cultura da mixagem, do sampler, e da internet. o filme é ingênuo em dados momentos, achei que meu filho precisava ver, ele fica meio perdido diante dos ataques da indústria à pirataria.

Friday, 27 March 2009

Conferência "Vigilância e Sociedade: Brasil, Japão e Grã-Bretanha"



O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura/UFRJ, o Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ e o CiberIDEA: Núcleo de pesquisa em tecnologias da comunicação, cultura e subjetividade/UFRJ convidam:

Conferência do Prof. Dr. David Murakami Wood (Newcastle University, Surveillance Studies Network - http://www.surveillance-studies.net/)
Tema: "Vigilância e Sociedade: um estudo comparativo entre Brasil, Japão e Grã-Bretanha"
A conferência será proferida em inglês.

Data: 07 de abril de 2009
Horário: 10:00 h
Local: Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ - Salão Moniz de Aragão.
Endereço: Av. Pasteur, 250 / 2º andar - Urca - RJ (esquina com Av. Venceslau Brás)
Informações: 2295-1595 / Ramais: 109, 113 e 11 ou www.forum.ufrj.br


Sunday, 8 March 2009

police officer and filmmaker?

David Cole enviando mais uma vez links para matérias do Guardian sobre our surveillance society.

Esta agora é simplesmente delirante.
Nos brinda com um vídeo de alguns minutos do material gravado pelos próprios oficiais da policia inglesa encarregados de cruzar as imagens com os dados de ativistas e jornalistas presentes em uma manifestacão ambientalista.
As imagens do video são acompanhadas de comentários em off dos policiais, o que nos lembra Landscape Theory, sendo que no video dos policiais as imagens são sincrônicas ao som (a edição é do jornalista do guardian).
Na mesma medida nos lembra ainda as imagens de THX 1138, de George Lucas, quando dois operadores da prisão onde encontra-se o personagem de Robert Duvall discutem sobre como funciona o painel de controle, atuando diretamente sobre o corpo do detento, subjugado como uma marionete.


Em um momento os policiais e os cinegrafistas independentes cruzam o eixo de gravação, e neste momento não podemos deixar de pensar em Sophie Calle in Double Blind (No Sex Last Night).

Mais uma vez chamamos a atencão para as formas audiovisuais do cinema, do vídeo e da arte contemporânea, que nos oferecem um vocabulário e um exemplo de maneiras potentes de lidar com o fato político de portar uma câmera -
para além da transformação da imagem em (1) produto para consumo (midia) e (2) ferramenta de controle social (policia)
.


Saturday, 7 March 2009

Call for Papers: Performance, New Media, and Surveillance

Duas dicas dadas em Curitiba por David Murakami Wood.
Uma para participar de um Seminário de Estudos da Vigilância no Canadá.
A outra é o call for papers da revista Surveillance and Society, reproduzido abaixo.
As duas estão tirando o meu sono.

Special Issue of Surveillance & Society, guest edited by John E. McGrath and Robert W. Sweeny.

The relationship between the visual arts and surveillance has been explored through large scale exhibitions (CTRL:Space, ZKM), and texts such as Loving Big Brother (McGrath, 2004) have introduced questions of performance and performativity into the surveillance debate. However, as the technological possibilities available to artists grow, and the social impact of surveillance is increasingly recognized, there is a need for a thorough examination of the uses of surveillance in the visual arts, particularly in the genres of new media and performance art, where issues regarding technological engagement and embodiment come to the fore. The editors of this special volume of Surveillance and Society are seeking papers that examine the complexities of surveillance in new media and performance art. We intent to acknowledge various issues including but not limited to:

  • (Re)Examination of New Media and Performance Art through surveillance themes and theories.
  • Modes of spectatorship and participation in New Media and Performance Art that are complicated through surveillance technologies.
  • Examples from technological and live artistic practices that present novel forms of interaction and engagement
  • Analysis of the gaze in its various forms (male, actuarial, scopic) as related to New Media and/or Performance Art.
  • Discussions regarding visualities produced in the spaces of surveillance, including the visual culture of technologies that measure gait, map surveilled populations, and monitor public spaces.
  • Examinations and articulations of surveillance space (including data space) through artistic practice
  • Explorations of the performative nature or surveillance society and space
  • Political, resistant and utopian currents in surveillance art practice

We are also open to related subjects not outlined above. Projects by artists working in new media would be of particular interest, particularly those that make use of the digital nature of Surveillance & Society. These might include media and methods such as hypertext, digital video, animation, videogames, and social/tactical/locative media.

Please contact the guest-editors in advance to discuss proposed topics. All papers must be completed and submitted electronically no later than March 31st, 2009. Please use standard formatting and submit the papers via the new automated system - see the instruction for authors - unless the submission is a multi-media piece, in which case contact the guest editors:

John E. McGrath or Robert W. Sweeny

Sunday, 1 March 2009

erosão das liberdades

querido charlie cole dando a dica da grande conferência organizada em londres para debater sobre os rumos que as práticas de vigilância estão tomando na inglaterra.
os palestrantes da convention on modern liberty lançam a questão: de que formas a combinação entre bancos de dados com filtros cada vez mais finos, desenvolvimento biotecnológico e erosão de liberdades civis e individuais moldam o que chamam de um "police state" no reino unido.
a matéria do guardian é uma boa porta de entrada para entender o evento.

More than 1,500 people, paying £35 a ticket, attended the Convention on Modern Liberty in Bloomsbury, central London, which was linked by video to parallel events in Glasgow, Birmingham, Belfast, Bristol, Manchester, Cardiff and Cambridge. They heard from more than 80 speakers, including author Philip Pullman; musicians Brian Eno and Feargal Sharkey; journalists Fatima Bhutto, Andrew Gilligan, Nick Cohen and Guardian editor-in-chief Alan Rusbridger; politicians Lord Bingham and Dominic Grieve; a former director of public prosecutions, Ken Macdonald; and human rights lawyer Helena Kennedy.

In her speech Kennedy said she felt that fear was being used as a weapon to break down civil liberties. "There is a general feeling that in creating a climate of fear people have been writing a blank cheque to government. People feel the fear of terrorism is being used to take away a lot of rights."

Friday, 12 December 2008

soy loco por ti america

Foi estendido para o dia 16/12 o prazo para envio de resumos para o Simpósio "Vigilância, Segurança e Controle Social na América Latina".
Lendo o texto de apresentação do evento volto a alguns pensamentos provocados pelo filme mexicano La Zona.
Pensar as formas como a vigilância é exercida nas sociedades pós-coloniais, marcadas pela atuacão de uma elite que busca perpetuar-se no poder a todo e qualquer custo, é pensar como o próprio conceito de cidadania não é de fato uma conquista estendida a todos na região.
A vigilância é exercida por quem e para quem?
O fato de a vigilância ter-se desenvolvido franca e primeiramente na esfera privada, para apenas em um segundo momento tornar-se parte de política pública é também um dado flagrante destas relações.
Enfim, uma comparação que pode parecer superficial mas que para mim diz muito: os avisos de presença de circuito de vigilância brasileiros 'sorria, você está sendo filmado' fazem uma graça 'cordial', ao passo que os espanhóis 'zona video-vigiada. podes exercer seus direitos de acordo com a Lei tal, perante o órgão tal no endereço tal' chamam a atenção para aspectos do direito de todos.

Espero conseguir amadurecer os pensamentos a tempo de submetê-los ao crivo dos organizadores, dentre os quais a querida orientadora Fernanda Bruno.
Agora com o fim (snif, snif...) das atividades docentes na ECO, terei mais tempo.