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Friday, 13 August 2010

da janela

Poli Paiva citou Playtime de Jacques Tati como referência, mas achei este trecho de Mon Oncle que também é uma delícia:

Saturday, 21 November 2009

A partilha das imagens:

Arte, visualidade e filosofia com Marie-José Mondzain

A Universidade Federal do Rio de Janeiro convida para um encontro com a filósofa francesa e historiadora da arte Marie-José Mondzain, através de duas conferências que serão realizadas nos dias 24 e 25 de novembro, entre 19:00 e 22:00h, na Central de Produção Multimídia (CPM) do campus da Praia Vermelha.

Marie-José Mondzain é professora da École des Hautes Études em Sciences Sociales (EHESC), diretora de pesquisa do CNRS (espécie de CNPq da França), membro do Conselho Científico do Collège International de Philosophie e diretora do grupo de pesquisas “Observatório das Imagens Contemporâneas”, onde colabora regularmente com realizadores de cinema, vídeo, diretores de teatro, artistas de circo e do campo da fotografia. Considerada um dos nomes mais respeitados dos estudos sobre a visualidade, Mondzain possui uma obra refinada, baseada em uma filosofia das imagens, que tem sido cada vez mais explorada pelos campos da arte, da filosofia e dos estudos de mídia. Passando por discussões que vão desde a iconofilia e a iconoclastia no império bizantino, aos recentes tratamentos das imagens pela mídia, pelo cinema e pelas novas tecnologias, o instigante trabalho de Marie-José Mondzain propõe identificar efeitos de continuidade e ruptura na administração das visibilidades, examinando suas diversas etapas desde a antigüidade até a atualidade.

As reflexões de Marie-José Mondzain tornaram-se fundamentais para todos aqueles que se propõem a pensar e debater o estatuto político e filosófico da imagem, do espectador e do espetáculo no mundo contemporâneo. Na primeira conferência Mondzain fará uma síntese de seu trabalho, esclarecendo os elementos principais que atravessam sua filosofia das imagens. Na segunda conferência, a filósofa fará uma discussão sobre arte, imagem e poder a partir de uma análise do filme “Das Stahltier” (O Animal), dirigido em 1936 por Willy Zielke, um dos fotógrafos mais conhecidos do cinema do expressionismo alemão e assistente de câmera de Leni Riefenstahl. Este raro filme de 71 min, dotado de uma sofisticada linguagem vanguardista, produzido na Alemanha nazista e proibido por Joseph Goebbels, será exibido antes da conferência, às 18:00h.

Inscrições: artefissil@gmail.com
O encontro é gratuito e os certificados serão emitidos para aqueles que comparecem nas duas conferências.
Haverá tradução nas duas conferências
Endereço : Av. Pasteur, 250 - fundos - Praia Vermelha - Rio de Janeiro / RJ

Realização:
Escola de Belas Artes e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (EBA/UFRJ)
Escola de Comunicação e Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ)
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e Programa de Pós-Graduação em Filosofia (IFCS/UFRJ)

Organização

Fernanda Bruno (ECO)

Tadeu Capistrano (EBA)
Frederico Carvalho (EBA)
Fernando Santoro (IFCS)

Tuesday, 22 July 2008

colóquio

colóquio:
França & Brasil

Poderiamos dizer que a imagem de seguraça no Brasil vem sendo até aqui usada no modo fotografia ou cinema - como prova do crime
e não ainda no modo vigilancia - imagem preventiva, preditiva e performativa - como modelagem de padrões;
(e aqui no cap III desenvolveremos as noções de imagens-passadas e imagens-futuras (respectivamente ligadas aos meus neo-logismos re-velar e sobre-velar - bergson será de valor)

é fundamental lembrar, quando falamos em Brasil, que aqui os sistemas são mais repressivos do que preventivos, uma realidade que muito difere do contexto internacional, europeu ou norte-americano (canada y compris);

artigo do vitalis, já mencionado por aqui, fala justamente desta dupla hélice.

O tema dos circuitos de video em vias públicas ainda não é tanto explorado em pesquisas nacionais, salvo alguns casos bem mapeados em posts de blogs amigos;

sendo assim, posto abaixo mais um link farto em estudo comparativo de CCTV - pardon me, mas ainda na europa.

Welcome to the Urbaneye Project
On the Threshold to Urban Panopticon?

For more than four decades we witness the proliferation of video surveillance (closed circuit television - CCTV) in Europe. During the 1990s its presence exploded in public accessible space in many European countries. It is this common trend which the URBANEYE project addresses.
It is a comparative research project analysing the employment of CCTV in public accessible space in Europe which shall assess its social effects and political impacts in order to finally outline strategies for its regulation.
The URBANEYE project was realised by a multidisciplinary team assembling criminologists, philosophers, political scientists, sociologists and urban geographers from six countries. It was co-ordinated by the Centre of Technology and Society at the Technical University of Berlin. Its overall duration was 30 months and the Final Report was submitted in August 2004.
The research is supported by the European Commission as part of the Key Action "Improving the Socio-Economic Knowledge Base" within the Fifth Framework Programme. However, the content of this website does not necessarily reflect the views of the European Commission regarding these issues.

oficina

oficina:
cinema - video - vigilancia

participação de artistas/engenheiros - desenhos de intelligent video

instalação

projeto andando. dead line dia 31.

instalação:
frança equinocial - projeção no palácio dos leões - ponte são luis - ploërmel
frança antártica - projeção no museu histórico nacional - ponte rio de janeiro-levallois -peret

Tuesday, 10 June 2008

Libération

Encontrei dois artigos, publicados em 2007 no Libération, que apresentam dados e comentários sobre o crescimento da video-vigilância na França, seguindo o exemplo britânico.
Destaco alguns trechos e imagens:

1.
Gare du Nord, à Paris. Ici, 247 caméras (chiffre de 2005) surveillent les allées et venues des passagers. En levant la tête, le piéton en compte treize, de l’entrée principale jusqu'à un quai de RER, 300 mètres et deux sous-sols plus loin. Un avant-goût d'une situation qui pourrait se généraliser à toute la France ? Nicolas Sarkozy, séduit par l'exemple britannique, a préconisé l’installation d’un vaste réseau de caméras dans les transports en commun français. En Grande-Bretagne, 2,5 millions de caméras couvrent l'ensemble du territoire, dont 150 000 implantées à Londres.

2.
Des 350 000 caméras présentes sur le territoire français, on pourrait passer, d’ici à 2012, au million. Michèle Alliot-Marie, ministre de l’Intérieur, installait vendredi (9/11/2007) la Commission nationale de vidéosurveillance, qui pourra contrôler déploiement des caméras et donner des avis sur leur emploi. Remis en septembre, le rapport de Philippe Melchior, de l’Inspection général de l’administration (IGA), serait à l’origine de ce déploiement.«C’est un document de travail», son auteur ne le commentera pas. Dommage. Car l’analyse sur ces systèmes fait cruellement défaut. En matière de vidéosurveillance, le volontarisme affiché contraste avec l’absence d’évaluation des dispositifs.

Notícias da America


Pesquisando para o projeto X, encontrei este curioso blog, de um empresário americano promotor e entusiasta da tecnologia a serviço da segurança.

It seems like a lot of cities are announcing large scale facial recognition systems these days, which will definitely require an increase in data storage capabilities to store more and better footage. What I find more interesting than the storage angle in this piece, is mention of combining Microsoft’s Virtual Earth (which could just as easily be Google Earth, for that matter) with surveillance video--presumably this will/could be used to map in real time the location of bad guys and dispatch law enforcement as appropriate. It’s an interesting approach and no doubt going to be much more useful than the giant video walls normally deployed.

As 'giant video walls' que ele considera pouco 'useful' podem ser justamente reconsideradas dentro de um projeto de intervencão artística no espaço urbano, que projete imagens em grandes dimensões em busca de uma experiência estética e não de controle.

Wednesday, 4 June 2008

France to increase video surveillance


Police stand near screens at the Paris Prefecture control room which display images from some 350 cameras which are used to monitor traffic circulation, principle monuments and public areas in the French capital, March 27, 2007. France will triple its number of video surveillance cameras by 2009 as part of the fight against terrorism and street crime, Interior Minister Michele Alliot-Marie said on Friday.

Sunday, 1 June 2008

França Equinocial

Fazer também alguma ação no maranhão

Tuesday, 27 May 2008

o caminho

Texto do Andre Vitalis publicado no Le Monde discute o panorama da vigilância na França há 10 anos atrás. Reproduzo abaixo trecho onde ele distingue dois modos de operar dos sistemas de vídeo-vigilância. Preventivo e repressivo.

Several surveys of systems installed in public places in France were published in 1995. They suggest the need to distinguish between two functions of video surveillance. The first is preventative and involves establishing a condition that induces conformity to required behaviour patterns. The other is repressive, producing its effects only after undesirable behaviour has occurred.

Levallois-Perret, on the outskirts of Paris, has one of the highest concentrations of street cameras of any town in France. It is one of the most densely populated municipalities in Europe.







Fernanda Bruno aponta para uma terceira via de acesso para este universo de video-vigilancia, nem repressiva e nem preventiva, a qual eu compartilho em post anterior, e que tem a ver, para mim, com uma desintegração da narrativa (audiovisual enquanto cinema clássico narrativo) proporcionada pelo dado novo de imagens serem gravadas incessantemente sem a necessidade de um 'roteiro', um script, um plot ou mesmo um 'diretor' no sentido estrito da função técnica. (isto faz com que o espectador seja levado a ele mesmo ser o roteirista e montador das imagens as quais assiste, em telas multiplas e tempos concomitantes- ou não)

Seriam estas mesmas as imagens do cinema moderno de um Antonioni ou um Wenders, com seus tempos mortos e seus espaços vazios. Em Wenders, e contemporaneamente com os orientais, o espaço vazio (no caso italiano da guerra, da reconstrução, da fábrica e da obra) se faz o não-lugar: o aeroporto, a highway, o shopping center, o estacionamento.

Sunday, 25 May 2008