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Tuesday, 1 May 2012

campos sonoros - pontos de escuta


Duas performances sonoras esta semana produzindo experiências estéticas intensas com apropriações muito particulares do rock'n roll. Primeiro o lançamento do vinil Chelpa Ferro 3, no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. De uma bateria instalada no centro do palco,  saem dezenas de cabos, que conectam o instrumento a vasos de diversos formatos e tamanhos. A visão desta bateria-polvo, ligada a esta floresta de ceramicas, por si só já é um acontecimento. Quando o baterista Stephane começa a tocar, amplificado pelas caixas de som ocultas no interior dos vasos... delírio.  Poderia ter durado mais o dobro do tempo, no mínimo, para se estabelecer o transe.


A segunda performance aconteceu na programação do Arte.mov, no Palácio das Artes em Belo Horizonte. Na noite de encerramento do Festival, Leah Singer e Lee Ranaldo envolveram o público com Sight Unseen, um ritual cinético de tecnomagia. De um lado da sala retangular, uma projeção em vídeo duocanal com uma hora de duração. Ao pé da tela os pedais e amplificadores da guitarra de Lee. Evoluindo pelo espaço, o guitarrista do Sonic Youth faz um dueto com o instrumento que figura, transfigura e reconfigura de tantas formas... guitarra-bumbo, guitarra-pêndulo, guitarra-corpo, guitarra-bailarina, guitarra-guitarra.  Experiências xamânicas e rituais que criam um lugar interessante e potente, que ressignifica os instrumentos e as sonoridades... Om!

Sunday, 29 January 2012

Nelson Rodrigues contemporâneo

Ontem fui assistir aos 7 gatinhos, uma intervenção performática que a Cia. Dani Lima fez a partir da peça de Nelson Rodrigues, no contexto do projeto InDrama, que tem curadoria da Chris Jatahy.

Os bailarinos, completamente entregues, flutuam no universo do dramaturgo, criando um transe emocionante, hipnótico e delicioso. Os movimentos são ricos em significados, nuances, graça, humor, está tudo ali. Dança contemporânea fina e sofisticada e tão ao alcance do humano demasiado humano. 6 corpos tão distintos entre si em sua expressão e forma, e a presença de um japonês e uma francesa, expressando-se em seus próprios idiomas nos poucos momentos em que a fala se dá em cena, traz mais um tempero de estranheza e curiosidade ao espetáculo.

Fiquei muito comovida e cheguei em casa procurando os textos que tenho na minha estante.
Mas um dos aspectos mais interessantes foi justamente o recorte que o grupo fez do texto, ressaltando as rubricas do autor, com adjetivos e descrições que são "batata", absolutamente certeiros, no retrato no enlance amoroso dos corpos. De uma beleza rara, voluptuosa, desesperada, violenta. Fui ao blog da Dani e catei a lista de rubricas que é lida durante o espetáculo, que reproduzo abaixo.

Impossível não me reconhecer aqui.

Bibelot e Aurora se encontram pela segunda vez.
Voici as rubricas de Nelson pra essa cena. Dá pra imaginar do que se trata?

Baixo e carinhoso
Num alegre mesurar
Tentada
Num frêmito delicioso
Alegre
Achando graça
Sem saber explicar
Vacila
Pigarreia
Ri
Deleitada
Andam alguns passos
Estaca
Tirando um pigarro
Rápida
Com o pânico da distância
Com doce ironia
Um pouco incerto
Suspirando sôfrego
Doce e triste
Incisivo
Incisiva também
Com certo deslumbramento
Faz um gesto como se lavasse as mãos
Rápida, a queima roupa
Com breve hesitação
Muda de tom
ergue o rosto duro
sôfrego
ressentida
atônito
veemente
atarantado
enfática
com certa vaidade
com maior ênfase
completando a frase anterior
com novo interesse
com breve vacilação
animado
desconcertada
em brasas
amarelo
muda de tom
faz um aceno
afasta-se
aflita
agarra-lhe o braço
no seu brusco desejo
transfigurada
na sua vaidade
fascinada
mais taxativo
muda de tom
incerto
sem entender
feliz
na maior confusão
pausa
sôfrega
estrebucha
desesperada no desejo
quase chorando
despreende-se
no seu despeito de fêmea
brutal
tem uma pane de vontade
correm
estica eufórico
insultada
feliz
muda de tom
mordida de ciúmes
trocista
puxando-a
ralhando
muda de tom
eletriza-se em volúpia
no seu frenesi
ralha baixo
muda de tom
num meio sorriso sórdido
apruma-se
sôfrega, segurando-o pelo braço
sem ouvi-la, apontando
brutalmente
atônita
estupefata
deseperada
espera
na sua indignação
no seu despeito
param
sôfrego
asssutada, olha para os lados
já em abandono
com desesperado amor
no seu deslumbramento de fêmea
na impaciência do desejo
puxa
resiste
num apelo
brutal
desesperada
em volúpia
eufórico e brutal
desabotoando o sutiã
arquejando e rindo
feroz e triunfante
numa exibição do próprio nu
numa alucinação
trincado os dentes de volúpia
numa medonha histeria
em delírio

Friday, 25 November 2011

Tá tudo bem



#1
Câmara escura, madeira e brim, 3m x 5m x3m, projeção, sistema de videotracking, banco de imagens (45 min.)

No interior da Caixa, quando não há ninguém, uma cena acontece. Mas se o sistema detecta a presença de alguém no corredor de acesso, a cena se altera.

Caso seja possível entrar sem se fazer notar a cena continuará a mesma?

Visitação
Foyer do Teatro Glauce Rocha, 25 a 30/11
15h às 21h

Thursday, 16 June 2011

cadeados

atuar com uma projeção
ref. performance com projeção e muitas camadas

Thursday, 19 May 2011

18/05

introdução : outros cinemas : instalação - performance - intervenção
o dispositivo clássico : câmara escura, ótica geométrica, perspectiva central
tópicos
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, imagem.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.
1.5 Nossas respostas a estas questões
instalação
Sala escura.
Espectador imóvel (passivo?)
Projetor atrás e tela na frente.
Herança do palco italiano : 4ª. Parede
Espaço tempo newtoniano – contiguidade continuidade. Base da linguagem. É isso?
decomposição do movimento
decomposição do tempo
espectador/ obra
Escala: portabilidade x monumentalidade.
Oferta: escassez x excesso
Regime: visibilidade x invisibilidade
Esfera: pública x privada.
Experiência: coletiva x individual

corpo
uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade tátil, corpórea; e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista
projeção trompe-oeil
Peter Campus
Bill Viola

chaves
O discurso da opacidade e da transparencia se volta para a materialidade do suporte
Imagem como paisagem em lugar de representação - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira (uma imagem onde se pode habitar)
Imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista - imanência em lugar de transcendência - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem;
Espaços de habitação de troca – neste sentido arte política que pensa o comum – verdadeiro sentido da estética
Retrabalhar estruturas
Repensar a ambientação/ apresentacão da imagem - espacialização/ arquitetura.
Ambientação sonora e cenográfica

Arte Relacional
Lozano-Hemmer
Olafur Eliasson

Bases
Arte e Vida. Estética relacional.
Representacão x apropriação > criação > ressignificação
Implodir o cubo branco – a caixa preta – a câmara escura.
De que é feito o cinema? Uma pergunta que se estende de sua natureza maquínica, arquitetural, física, até os agenciamentos que põe em marcha nos espaços em que acontece
Máquina de decomposição do movimento/tempo
Percepcão?
Captação/ Registro como ruído
Interferência
Tempestades de imagens

Performance
Celebrar a dúvida e a instabilidade com relacão às fronteiras entre suportes e categorias artes plásticas/ cinema/ instalação
Pensar o espaço de projeção como um espaço de criação – experiência e experimentação
O olhar como um ato complexo
Perturbar as coordenadas da experiência sensível do mundo

Space is process
reconfigurar nossa relação com o espaço
fazer diferença
não tanto como fazemos mas porque fazemos
response hability
agenciando com a cidade
como se cria um espaço público - o quê significa público
Coletivo?
o espaço não é um container onde se podem colocar coisas dentro


textos ref:
DUGUET, Anne-Marie. Dispositivos. In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.
BOISSIER, Jean-Louis. A imagem-relação In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.

Sunday, 15 May 2011

Outros cinemas: instalação, performance, intervenção


Oficina prática e teórica que propõe o cruzamento entre linguagens, explorando novas formas e arquiteturas para o audiovisual

A partir da análise de uma seleção de trabalhos de cineastas e artistas contemporâneos o curso apresenta uma nova abordagem para a experiência audiovisual além do dispositivo clássico da sala escura de projeção.
Ao longo do curso o grupo será orientado no desenvolvimento de criações próprias, que respondam aos conceitos levantados e interpretem ferramentas como vídeo instalação, performance e intervenção, explorando formas pictóricas e escultóricas que colocam em cena o próprio cinema.

08 encontros – 1 vez por semana às 4a.s feiras - informações - http://www.escoladarcyribeiro.org.br/




Ementa

18/05 – 1. Introdução. Apresentação da proposta do curso. Exibição de trabalhos de diferentes períodos da historia do cinema e das artes visuais que contribuem para a reflexão sobre o cruzamento entre os campos da produção de imagens na instalação, na performance e na intervenção.
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, monitor.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.

25/05 – 2. Poéticas do espaço Experimentando a arquitetura da projeção – o filme-objeto e a materialidade do suporte. Mudanças na percepção do espaço a partir da relação com filmes/vídeos. Circuito de vídeo e espacialização do olhar. (Chris Marker, Agnes Varga, Douglas Gordon, Dan Graham, Bil Viola, Bruce Nauman etc)

01/06 – 3. Corpo e presença Performance e cinema: construção do filme a partir da presença do espectador-ator-autor : embaralhamento e troca de papeis. Estudos do corpo. Cinema e cena: dança, teatro. Riscos do acaso. (Neville de Almeida, Helio Oiticica, Cao Guimarães, Bruno Vianna, Christianne Jatahy etc)

08/06 – 4. Observação, ocupação, significação. Intervenção em espaços públicos e privados. Videomapping, projeções em larga escala, projeções em lugares precários. Projeções de filmes/ videos como formas de territorialização. (Rafael Lozano-Hemmer, Lucas Bambozzi, Michele Teran etc)

15/06 – 5. Prática. Propostas dos alunos para ocupação da escola e entorno a partir das estratégias estudadas. Mapeamento do espaço com câmeras. Cartografias. Divisão por grupos de trabalho.

22/06 – 6. Prática. Captações, testes e preparação dos projetos. Edição de materiais (possivelmente em dia extra)

29/06 – 7. Prática. Montagem e Apresentação pública dos projetos.

06/06 – 8. Conclusão. Avaliação/ revisão do processo.

Bibliografia básica:
BAMBOZZI, Lucas (Org). Mediação, tecnologia e espaço público: panorama crítico da arte em mídias móveis. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2010.
BOGART, Anne. A Director prepares: seven essays on art and theatre. London: Routledge, 2001.
DUBOIS, Philippe. Cinema, vídeo, Godard. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
DUGUET, Anne Marie. Déjouer l’image: créations électroniques et numériques.
Paris: CNAP et Éditions Jacqueline Chambon, 2002.
MACIEL, Kátia (Org) Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2009.
MACHADO, Arlindo. Pré-Cinemas & Pós-Cinemas. Campinas : Papirus, 1997.
RUSH, Michel. Novas mídias na arte conteporânea. São Paulo: Martins Fontes, 2006
YOUNGBLODD, Gene. Expanded Cinema. NY: E.P. Dutton & CO., Inc, 1970

Thursday, 7 April 2011

Ten Chi

Erotismo delicadeza ternura e tesão.

Woman's touch.

Translumbrantes tecidos caimentos nos corpos membros voando prolongando-se na escuridão do cenário, cauda de baleia fundo de um oceano primitivo de amor e sentimento superfície do mar de neve e sonho.

Carinhos, arroubos, lampejos e risos.

Força, leveza, rasgando, cortando, humor ironia brincadeira séria.

Oh, Pina!

Sunday, 3 April 2011

Pacman

enquanto não finalizamos o nosso, mais uma versão :

Thursday, 17 March 2011

Katarzyna Kosmala

The Rio visit in April 2011 focuses on precarious spaces and addresses a set of contemporary art practices situated within a dialogical paradigm, also referred to as relational aesthetics, in particular exploring its potential for resistance against the market-dominant art production and rather contentious creative industries discourse, in particular in relation to creative labour.

I intend to visit, document and engage with particular artistic projects executed in the context of Rio’s favelas and explore its outreach potential.

I want to engage with nuanced artistic treatments within a dialogic aesthetics frame, particularly in spaces born out of an experience of societal ‘displacement’ and especially within the context of precarious spaces in St American context and in particular in urban Brazil such as street, beach, Rio’s favela, urban void etc. I want to explore potential of these artistic interventions as well as participatory projects in altering subjectivity formation in multiple ways (transformative potential), including the processes of becoming as well as the paradigms of knowledge exchange and educational turn associated with artistic practice and research.

The book project associated with my visit Precarious Spaces: Art & Social/Organisational Change (Eds) is planned, aimed to address some of the promises as well as threats that unpredictability of precarious spaces and dis/placement hold for contemporary visual arts and social change.

Katarzyna Kosmala, PhD is a curator and freelance art writer, Reader at the Centre for Contemporary European Studies, University of the West of Scotland, UK and Visiting Research Fellow at GEXcel, Institute of Thematic Gender Studies, Linköping University & Örebro University, Sweden. She researches and writes on aspects of construction and representation of gender and identity politics in contemporary (visual) culture. She has published in Third Text, N.Paradoxa, Culture and Organization, International Journal of the Arts in Society, Opcje, Obieg, Sekcja Magazyn Artystyczny, Arts Margins. She is also working on her book Imagining Men, Imagining Masculinities.

Tuesday, 15 March 2011

Festival Performance

Semana que vem no Rio, evento organizado por Daniela Labra, vale conferir.

Thursday, 12 August 2010

Avançando a reflexão

Muitas questões éticas sobre a obra no espaço público.
É muito diferente fazer este trabalho dentro de um espaço fechado como a Caixa Cultural, o Circo Voador, ou a ECO, de realizá-lo no meio do caos do espaço aberto do Largo do Machado.
Me parece que a questão da vigilância sobre o espaço público, do monitoramento das ações, dos transeuntes e do televisionamento disto tem que ser muito mais problematizada e em um grau bem mais depurado do que o simples ato performático, estético, e mesmo brincalhão onde me situei até aqui.
Assim como os comerciantes estão colocando suas câmeras, nós, artistas, estamos colocando nossas câmeras.
O discurso dos comerciantes é claro: "não pegue as mercadorias sem pagar pois estamos de olho em você"
O discurso dos condomínios fechados é claro "só entre aqui após se identificar e se for autorizada a sua entrada"

E o nosso?

O Alex Cassal, certeiro, pergunta via e-mail (reproduzo trechos):

Estas propostas "invisíveis" que interferem com os passantes tem que ser colocadas sob uma perspectiva ética. As pessoas estão ali vivendo as suas próprias vidas, com suas preocupações e necessidades, e não se ofereceram para participar como figurantes em um trabalho de arte. Não falo de direito de imagem, mas em usar pessoas sem lhes dar nada em troca, sem lhes dar a opção de não participar da cena. No fim das contas, é a mesma lógica utilitarista das pegadinhas televisivas, do telemarketing e dos paparazzis.
Em termos de sustentabilidade, o que este trabalho está devolvendo ao meio-ambiente, o que ele oferece às pessoas que participam dele sem saber?

Marquei domingo um encontro com a Beth Formaggini, cabeça incrível, que já trabalhou com TVs comunitárias e viu no nosso projeto uma forma de mobilização da comunidade, vamos pensar algo mais potente para nossa dramaturgia...

Marquei para terça feira um teste com câmera IP, finalmente, eu já estava aflita deste aspecto técnico fundamental estar relegado a segundo plano, diante de tantas questãs!

Tuesday, 10 August 2010

Back to Bahia

Webcam Rua das Laranjeiras, altura da Rua Soares Cabral - Rio de Janeiro, Brasil - South America, Brazil, FlamengoFlamengo
Este blog tem estado bastante irregular, por conta da criação de um novo espaço para publicação dos trabalhos em andamento. Mas aos poucos vou voltar a compartilhar também aqui os avanços da pesquisa, que não é restrita a um projeto específico mas se espalha por ações diversas - entre elas o projeto de doutorado, o programa de curso do NAVE e eventualmente da UFF, cursos livres e outros bichos.
Após a intensidade da Oficina no FBCU, cujos resultados estou uploading no youtube aos poucos, neste final de semana me volto para o evento que acontece no Parque das Ruínas, o VideoAtaq, uma série de performances audiovisuais, oficinas e palestras sobre práticas de cinema ao vivo. Excelente oportunidade para entrar em contato com os softwares Monul8 e Isadora, próximo passo a ser galgado.
Em breve compartilho aqui tb gravação feita pela caneta espiã da Ana Pi, moça interessantíssima que conheci ontem aqui no Rio.

Friday, 9 July 2010

OFICINAS FBCU

Oficina Circuitos de vídeo: percepção, experiência e produção

Resumo da Oficina:

Esta oficina teórica e prática propõe o cruzamento entre linguagens de cinema, instalação e performance. O foco do trabalho volta-se para a ocupação do espaço público: como pode ser observado, reinterpretado e acessado. A partir de estratégias de vídeo-vigilância, mapeamento e intervenção urbana, o grupo desenvolverá um espetáculo de cinema ao vivo, a ser projetado nas imediações do local de realização da oficina.

Paola Barreto é cineasta e pesquisadora. Formada em Cinema pela UFF, é Mestre em Tecnologia e Estéticas pela UFRJ e Professora do Curso de Multimídia do NAVE. Realizou projeções para espetáculos de teatro, dança e música, colaborando com artistas como Dani Lima, Enrique Diaz e Christianne Jatahy, entre outros.

Mais informações:

paoleb.blogspot.com
coregothere.blogspot.com

Data:

31 de julho a 08 de agosto

Formato:

3 encontros teóricos de 3hs, 3 encontros práticos de 3hs e 2 apresentações de 20 min.

Vagas:

16

Processo de Seleção:

envio de dados (nome, telefone e e-mail) e MiniCV + vídeo de 1 minuto justificando interesse – pode ser gravado em qq mídia – celular, webcam, etc.

Envio das Inscrições:

oficinas@fbcu.com.br e anaizabelaguiar@terra.com.br

Envio dos Vídeos:

Festival Brasileiro de Cinema Universitário

Rua Álvaro Alvim, 24 / 1004

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20031-010
Oficina Cinema narrativo ao vivo
Resumo da Oficina:

A oficina pretende explorar o potencial narrativo do live cinema, modalidade audiovisual em que o vídeo é construído no momento da exibição, com a presença do autor. Serão vistos projetos e filmes que se relacionam com a ideia de uma montagem efêmera. Serão estudadas ferramentas livres (open source) para a execução dos projetos. Como trabalho final, os alunos vão preparar material para uma peça curta que será apresentada numa sessão dentro da programação do festival - uma sessão onde serão usadas as ferramentas de edição ao vivo.

Bruno Vianna trabalha com cinema, meios portáteis e suportes interativos. Dirigiu 4 curtas entre 1994 e 2003, e lançou o primeiro longa, Cafuné, em 2006. Em 2008 lançou o longa Ressaca, editado ao vivo. Tem trabalhos em mídias digitais como Palm Poetry e Invisíveis. É formado em cinema pela UFF e tem mestrado pelo ITP-NYU.

Data:

02 a 08 de agosto

Vagas:

10 a 20



Processo de seleção:

envio de MiniCV + link (se tiver) de algum trabalho audiovisual (vídeo, foto, etc).

Envio das Inscrições:

oficinas@fbcu.com.br e anaizabelaguiar@terra.com.br



Dúvidas sobre as oficinas:



Coordenação de Atividades Paralelas

Ana Izabel Aguiar

Tel: (21) 9993-2439

E-mail: oficinas@fbcu.com.br e anaizabelaguiar@terra.com.br

Tuesday, 29 June 2010

Message in a bottle

Recordo-vos o início do texto de Mathias no programa que versa assim: "onde há imagens, há supressão".

A linguagem das imagens: desde o início do processo criativo foram sendo criadas e recuperadas imagens (tanto pelo registo fotográfico como pelo registo vídeo) do desenrolar do trabalho (leituras, ensaios, trabalho de movimento-corpo, provas de figurino, chegada de objectos cénicos, etc). O registo vídeo dos ensaios, simplificou o registo das inadvertidas e genuínas interlocuções conseguidas pelas indómitas improvisações. Foi ainda criada uma instalação, nas divisões da sede da Cia dos Atores, com todas as imagens recolhidas das propostas iniciais dos directores-actores-criadores. Esta instalação permanece...

As projecções vídeo sempre estiveram no horizonte da construção da linguagem do espectáculo, porém, as prioridades como o domínio do texto completamente reestruturado, o jogo acidentado que esse mesmo texto convocava, as questões e opções cénicas foram compulsivamente tomando a frente das prioridades. Foi convocada a parceria com a criadora de vídeo e sendo feitas breves experiências de introdução de imagens em vários suportes em cena, mas tudo sempre ultrapassava o vídeo; não que ele se apresentasse dispensável, mas simplesmente não era o momento ou a urgência. Era uma quase, repito quase, supressão.

Quase, porque afinal a instalação-limbo do espectador pela qual, em tempo próprio e particular, optámos é um fenómeno curioso neste processo de criação: sempre foi desejado, mas nunca se consolidou sob os auspícios da eventual supressão; este facto, quanto a mim, justifica-se por uma vida própria que o vídeo exerce neste trabalho; o vídeo não aparece como comentário, não é ilustração de nada, muito menos desnecessário; o vídeo surge neste espectáculo, que assumidamente joga com as várias convenções de jogo e de estética teatral, como host e cicerone a toda uma experiência sensorial da qual o espectador fruirá; o vídeo, ao meu sentir, é a poção intravenal contrastante que o espectador terá de se administrar (ou não!) para que, uma vez na desarmante máquina de tomografia que é o espectáculo, possa redescobrir as ressonâncias em si do que testemunha na sala.

Eu posso fazer uma tomografia, mas sem solução contrastante não tenho definição na imagem final e as piores doenças podem permanecer. O vídeo pode preparar, potenciar e predispor o público à DEVASSA feita de sucessivas perguntas, referências e reconstituições; o vídeo faz do público um agente de inquirição ao assistir à investigação que em cena acontece; o vídeo reproduz fractalmente a repetição, resgata amnésias outras e favorece as perguntas fortes, aquelas que ficaram por fazer, aquelas que a proposta deste espectáculo legitimamente não contemplou e/ou desconsiderou, aquelas únicas perguntas que só o corpo em desastrada aporia sabe formular...

Pois que venha o vídeo porque eu estou a necessitar de um diagnóstico... ao meu coma emocional.

Berta Teixeira

Tuesday, 8 June 2010

MAPEAMENTO ARTISTAS/ATIVISTAS - VIGILANCIA

Estamos mapeando artistas (e/ou ativistas) latino-americanos que trabalham com o tema da vigilância e do controle.

Quem tiver trabalho(s) nesta área e/ou souber de outros trabalhos artísticos (e/ou ativistas) com câmeras de vigilancia, RFIDs, GPS, e afins no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela, Colombia, etc., favor entrar em contato: manifestese@manifesto21.com.br

Agradecemos a divulgação e colaboração desde já!

Sunday, 6 June 2010

Chinatown Voyeur

"I think voyeurism is a good space to drop into from time to time. Only I haven't done much lately because it takes tremendous devotion and patience. But like a ready-made one works to fill in the blanks, the uncompleted silent actions framed in windows. It needs constant attention, like an illicit form of meditation. Good eyesight. Keen sense of change... Well, you know, you have to choose the right place at the right time or it's all over."
Gordon Matta-Clark, Interview 1974

Surveillance and Society

Está no ar a nova edição da revista acadêmica de estudos de vigilância, Surveillance and Society, dedicada a Performance and New Media.
Além do meu paper sobre as experiências com as Composições para circuito de vídeo-vigilância, uma entrevista com a canadense Michelle Teran e um paper da arquiteta mineira Renata Marquez, entre outros, oferecem vasto material para pesquisa e reflexão sobre os cruzamentos possíveis entre estéticas da vigilância, videoarte, video instalação e ativismo.
Genial.

Wednesday, 28 April 2010

estética da vigilância



documentação do trabalho da milena, que ainda não conheci pessoalmente, mas com quem venho trocando algumas figurinhas.

Wednesday, 14 April 2010

panopticon performance way

Dear All

Thank you vey much for the messages.
This discussion is very important.
I had a similar one with Manu Luksh about my art work, which uses cctv images to create live cinema spectacles.
Brazilian coreographer Dani Lima, a friend of mine, is also having the same discussion with Leipziger Kamera group, once she is about to do a dance performance using cctvs in Leipzig in June.
As filmmakers, our struggle is not only against surveillance, but also for freedom in audiovisual language, and this is not a "smaller" fight.
Classic Narrative Codes are also a control tool, as we all know.
What is interesting, is that to "read" CCTV images, monitors are based on this codes - continuity, contiguity, linearity, realism (effect de réel).
For me, surveilance images ara a very intersting field to make experiments on this audiovisual codes - usually taken for granted - and break them, installing ambiguity inside an image always expected to be "real" - the surveillance image.
This doesn't mean that I am not against surveillance, but that I use surveillance as a platform to discuss filmmaking, cognition and perception.
I would like to publish this discussion in my blog, if you don't mind.

Hope to year from you soon,
Best
Paola



2010/4/12 Bill NOT BORED!

> Did I clarify your doubt? So, we are in favor of "democratized" media, but
> we can't be naif on its complex structure and process...

yes, thank you Milena.

2010/4/8 milena sz.
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Hi Bill,

when we talk about it during lectures and/or workshops, we use to tell about brazillian (sao paulo) streets and specific audience situations (and its feedback), i.e. a path about these last 7 years of this artwork.

During "Surveillance Wireless Vj'ing Performance" we tried to insert a discussion inside our community and society: The Panopticon Manifesto (printed one as audiovisual ones) used to talk about surveillance(control)+spectacle(media)=consumption(system). We used to dialogue with different audiences about surveillance, spectacle, new media and art-activism detournement issues on our everydayness (streets and festivals).

At that time we wrote also a linear text about it. I'll put an excerpt here:
(if you'd like I can send to you the whole text, but my english is not pretty well)

"Everywhere you walk there’s something spying you: since a surveillance public camera to your tracked-cellphone by a global position system or just by your mobile telecommunication service... An electronic and digital data machine eye and all we have to do is smile: “Smile, you are being taped”. Bentham — the panopticon inventor — presented his system based in control principles and productivity of a capitalist society. Foucault came after talking beyond population and security, but also circulation. Where you look and are looked, being tracked all time in. Who’s spy on whom? Who’s chasing who? The panopticon efficacy is realized when everybody participates of this in some way. That's the mechanism of this power.

...

In our online networked life, everything can appeared like a transparence, a kind of digital democracy in a naif perspective: it makes to believe that you're 'free' to manifest yourself to the world, on live. But these digital systems are tracking us not just at virtual but also at physical space...

..."

Did I clarify your doubt? So, we are in favor of "democratized" media, but we can't be naif on its complex structure and process... (...) please, take a look at http://blog.manifesto21.com.br/2008/09/25/panoptico/


On Wed, Apr 7, 2010 at 12:38 PM, Bill NOT BORED! wrote:

It isn't clear to me if these performances are arguing against
surveillance or in favor of "democratized" media.

clarification please?

thank you

On Tue, Apr 6, 2010 at 4:45 PM, milena sz. wrote:
> Hi art-surveillance/sousveillance friends!
>
> At least, we uploaded a short documentation about our 'old' surveillance
> performance:
> http://blog.manifesto21.com.br/2010/04/06/panopticon-performance-way/
>
> Cheers!
> Milena
> :)
>
> --
> MANIFESTO21.TV: THE AUDIOVISUAL RHETORIC SITUATIONS
> [ spectacle+surveillance=consumption >> http://manifesto21.com.br/ ]
>




--
MANIFESTO21.TV: THE AUDIOVISUAL RHETORIC SITUATIONS
[ spectacle+surveillance=consumption >> http://manifesto21.com.br/ ]