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Tuesday, 10 June 2008

Libération

Encontrei dois artigos, publicados em 2007 no Libération, que apresentam dados e comentários sobre o crescimento da video-vigilância na França, seguindo o exemplo britânico.
Destaco alguns trechos e imagens:

1.
Gare du Nord, à Paris. Ici, 247 caméras (chiffre de 2005) surveillent les allées et venues des passagers. En levant la tête, le piéton en compte treize, de l’entrée principale jusqu'à un quai de RER, 300 mètres et deux sous-sols plus loin. Un avant-goût d'une situation qui pourrait se généraliser à toute la France ? Nicolas Sarkozy, séduit par l'exemple britannique, a préconisé l’installation d’un vaste réseau de caméras dans les transports en commun français. En Grande-Bretagne, 2,5 millions de caméras couvrent l'ensemble du territoire, dont 150 000 implantées à Londres.

2.
Des 350 000 caméras présentes sur le territoire français, on pourrait passer, d’ici à 2012, au million. Michèle Alliot-Marie, ministre de l’Intérieur, installait vendredi (9/11/2007) la Commission nationale de vidéosurveillance, qui pourra contrôler déploiement des caméras et donner des avis sur leur emploi. Remis en septembre, le rapport de Philippe Melchior, de l’Inspection général de l’administration (IGA), serait à l’origine de ce déploiement.«C’est un document de travail», son auteur ne le commentera pas. Dommage. Car l’analyse sur ces systèmes fait cruellement défaut. En matière de vidéosurveillance, le volontarisme affiché contraste avec l’absence d’évaluation des dispositifs.

Tuesday, 27 May 2008

o caminho

Texto do Andre Vitalis publicado no Le Monde discute o panorama da vigilância na França há 10 anos atrás. Reproduzo abaixo trecho onde ele distingue dois modos de operar dos sistemas de vídeo-vigilância. Preventivo e repressivo.

Several surveys of systems installed in public places in France were published in 1995. They suggest the need to distinguish between two functions of video surveillance. The first is preventative and involves establishing a condition that induces conformity to required behaviour patterns. The other is repressive, producing its effects only after undesirable behaviour has occurred.

Levallois-Perret, on the outskirts of Paris, has one of the highest concentrations of street cameras of any town in France. It is one of the most densely populated municipalities in Europe.







Fernanda Bruno aponta para uma terceira via de acesso para este universo de video-vigilancia, nem repressiva e nem preventiva, a qual eu compartilho em post anterior, e que tem a ver, para mim, com uma desintegração da narrativa (audiovisual enquanto cinema clássico narrativo) proporcionada pelo dado novo de imagens serem gravadas incessantemente sem a necessidade de um 'roteiro', um script, um plot ou mesmo um 'diretor' no sentido estrito da função técnica. (isto faz com que o espectador seja levado a ele mesmo ser o roteirista e montador das imagens as quais assiste, em telas multiplas e tempos concomitantes- ou não)

Seriam estas mesmas as imagens do cinema moderno de um Antonioni ou um Wenders, com seus tempos mortos e seus espaços vazios. Em Wenders, e contemporaneamente com os orientais, o espaço vazio (no caso italiano da guerra, da reconstrução, da fábrica e da obra) se faz o não-lugar: o aeroporto, a highway, o shopping center, o estacionamento.

Sunday, 25 May 2008

Saturday, 1 December 2007

A pulsão do Lobo mau

"Cuidado com o lobo Gary" foi o livrinho que Frederico trouxe da biblioteca do maternal, em livre tradução. Cheio de ilustrações coloridas, comecei a contar a estorinha antes de dormir:

- Porque Gary morde as pessoas? pergunta Achille.
- É uma pulsão, diz Fennec.
- E o que é uma pulsão? diz Achille tomando nota.
- É alguma coisa que não conseguimos nos impedir de fazer, de forma alguma, diz Fennec.
- Como o quê por exemplo?
- Como morder bundas. Mais tarde as perguntas.

Como diria Asterix, eles são loucos, estes franceses.

Thursday, 4 October 2007

galicismos

Rever Belle de Jour será ótimo depois de ter visto este filme do Manoel de Oliveira.
Que coisa filmar um jantar assim onde nada nada se diz... Sorrisos constrangidos, não ditos e uma grande decepção no final. Tudo regado a champagne, entrée, sousplats, nappes.. ou la la.

São uns loucos estes franceses como diz Asterix. Eu que sei.