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Wednesday, 17 December 2008

dissertando

fechado para balanço

Monday, 29 September 2008

techniques of the observer, um ano depois

pg 5 , modernity and the problem of the observer:

Modernism is thus presented as the appearance of the new for an observer who remains perpetually the same, or whose historical status is never interrogated. (Crary, J.)

diferença entre observador e espectador. aquele que observa ao contrário do espectador, observa tb regras - observador: aquele que vê sob determinados conjuntos de regras, circunstâncias. ele vê dentro de um set prescrito de possibilidades.
visão de mundo - a very attitude de possuir uma visão de mundo é moderna - aqui linka com heidegger
onde os discursos filosófico, científico e estético fundem-se as técnicas mecânicas, solicitações institucionais e forças socieconomicas - parece até brecht

Friday, 19 September 2008

fenomenologia

Hoje foi o último encontro para leitura do potente texto "a época das imagens de mundo".
Reproduzo aqui um trecho da nota numero 8 - as notas do texto superam em número de páginas o próprio texto, uma coisa.

"Na sofística grega, todo subjetivismo é impossível, porque aqui o homem nunca pode ser sujeito; ele não pode sequer ser sujeito, pois o ser, aqui é presença e a verdade é desencobrimento. (o grifo é meu)
No desencobrimento ocorre a phantasia, o vir a aparecer do presente enquanto tal para um homem que se apresenta no que aparece. Por sua vez, o homem definido enquanto sujeito da representação é fantasia, isto é, move-se no domínio da imaginatio, conforme seu representar imagina o ente enquanto objetivável no mundo enquanto imagem."

Sunday, 14 September 2008

Wim Wenders' 1987 conversation with Alain Bergala


A. B. Do you have the same sense of preserving things by looking at them (re-garder) when you shoot a film take?

W. W. I think that films narrate history. Films especially.
All films are ultimately documentaries, because in passing, unintentionally, they record the clouds crossing the sky or a flock of birds somewhere in the background or someone walking by who doesn't notice he's being filmed. Or else animals: I'm always very affected when I see animals in a film. They are simply there, even more innocent than children, and they have no idea whatsoever that there are such things as cameras. But if you're making a film and you shoot the same scene ten times, the fact that the clouds cross the sky ten times devalues every one of those takes seen for itself just as much as the fact that it's been endlessly rehearsed does, or that it can be cut at any point during the editing. If you film landscape, the shots very often aren't in the final film and the negative will be destroyed. So film making is not as definitive an act as photography.

A. B. There are directors, such as Rohmer in some of his films, who take this idea to its logical conclusion. If every shot is unique, and if, given the sacrosanct value of each moment in the filming, there can be no progression from one take to another, then the response is to shoot any given take only once.

WW. I know. That impresses me greatly. I think Kurosawa films like that too. The editing and selection process really are pretty cruel: It's very unjust to take 200 hours of film material that record people, landscapes, the sky, animals or objects, and throw out 198 in order to keep two.

Tuesday, 3 June 2008

British Sounds (1970)

O pensamento em sons e imagens do Grupo Dziga Vertov vêm me servindo de provocação para apresentar aos alunos de direção uma outra possibilidade, para além dos manuais técnicos, do fazer 'audiovisual'. Certa urgência contemporânea em articular o discurso de modos não convencionais fica evidente nas obras que, para emprestar as palavras de Gorin, não utilizam a imagem para fornecer uma ilustração do que está sendo dito, e tampouco utilizam o som como explicação para o que está sendo visto. É impossível fazer uma leitura do som e da imagem em conjunção, e o ceticismo sobre a possibilidade de encontrar alguma 'verdade' na imagem se traduz no ataque feroz ao dogma do 'ver para crer' e as ideologias da visão.
Trecho do Texto de Colin Mac Cabe bo Catálogo da Mostra que ocupou o CCBB há alguns anos:
"em vez de representar uma grve específica em imagens específicas, o filme pergunta o que seria a representação de qualquer greve. Talvez a sequência-chave seja uma assembléia, não de mineradores grevistas, mas da equipe de produção discutindo a idéia de usar ou não uma imagem de Stalin no filme."

Wednesday, 2 January 2008

com a palavra, Diderot - 1749

Je lui demandai ce qu'il entendait par un miroir : « Une machine, me répondit-il, qui met les choses en relief loin d'elles-mêmes, si elles se trouvent placées convenablement par rapport à elle. C'est comme ma main, qu'il ne faut pas que je pose à côté d'un objet pour le sentir. » Descartes, aveugle-né, aurait dû, ce me semble, s'applaudir d'une pareille définition. En effet, considérez, je vous prie, la finesse avec laquelle il a fallu combiner certaines idées pour y parvenir. Notre aveugle n'a de connaissance des objets que par le toucher. Il sait, sur le rapport des autres hommes, que par le moyen de la vue on connaît les objets, comme ils lui sont connus par le toucher du moins, c'est la seule notion qu'il s'en puisse former. Il sait, de plus, qu'on ne peut voir son propre visage, quoiqu'on puisse le toucher. La vue, doit-il conclure, est donc une espèce de toucher qui ne s'étend que sur les objets différents de notre visage, et éloignés de nous. D'ailleurs, le toucher ne lui donne l'idée que du relief. Donc, ajoute-t-il, un miroir est une machine qui nous met en relief hors de nous-mêmes. Combien de philosophes renommés ont employé moins de subtilité, pour arriver à des notions aussi fausses ! mais combien un miroir doit-il être surprenant pour notre aveugle ? Combien son étonnement, dut-il augmenter, quand nous lui apprîmes qu'il y a de ces sortes de machines qui agrandissent les objets ; qu'il y en a d'autres qui, sans les doubler, les déplacent, les rapprochent, les éloignent, les font apercevoir, en dévoilent les plus petites parties aux yeux des naturalistes ; qu'il y en a qui les multiplient par milliers, qu'il y en a enfin qui paraissent les défigurer totalement ? Il nous fit cent questions bizarres sur ces phénomènes. Il nous demanda, par exemple, s'il n'y avait que ceux qu'on appelle naturalistes qui vissent avec le microscope et si les astronomes étaient les seuls qui vissent avec le télescope ; si la machine qui grossit les objets était plus grosse que celle qui les rapetisse ; si celle qui les rapproche était plus courte que celle qui les éloigne ; et ne comprenant point comment cet autre nous-même que, selon lui, le miroir répète en relief, échappe au sens du toucher : « Voilà, disait-il, deux sens qu'une petite machine met en contradiction : une machine plus parfaite les mettrait peut-être plus d'accord, sans que, pour cela, les objets en fussent plus réels ; peut-être une troisième plus parfaite encore, et moins perfide, les ferait disparaître, et nous avertirait de l'erreur. »

Monday, 31 December 2007

crime delicado

De Beto Brant, 2005

muito grata por ter chegado a este filme pelos olhos de carolina, querida e aplicada aluna.
a questão do olhar, do desejo, da representação e da arte são no filme abordadas de maneira muito perspicaz. cheio de entrelinhas, enredamentos, um filme que é um mapa, com diversas estradas abertas.
aqui reproduzo um trecho do trabalho nota 10 elaborado por carolina, a partir deste filne, para o final do curso:

"Antônio observa os detalhes da decoração do quarto e mais uma vez o espectador compartilha de seu ponto de vista, até o momento em que é visto de costas, sozinho, voltado para uma cortina em um plano fixo que enquadra todo o cômodo. Nesse mesmo plano, Inês abre a cortina, mas o plano que ocupava continua mantendo os dois separados, como se Antônio observasse sua encenação e procurasse dar sentido a ela. Seus corpos permanecem distribuídos dessa forma enquanto Antônio é inquirido por Inês, reservando-se a emitir opiniões tímidas até que é convidado por ela a adentrar seu cenário e participar da ação, até que ela, emocionada, desmaia em seus braços. Ao ultrapassar a simbólica cortina, Antônio abdica dos privilégios de observador e assume os riscos de entrar em cena, agora assistido pelo espectador que assume o papel de voyeur.
Antônio começa a envolver-se emocionalmente com Inês, especialmente após saber que ela é modelo de um artista plástico que usa seu apartamento como ateliê, descoberta que o faz perder o comportamento frio e racional que expunha até então, e que culmina com o crime aludido no título do filme. A cena do crime, ambientada no apartamento de Inês, é dessa vez observada da posição do voyeur assumido pelo espectador, protegido dos olhares por sua invisibilidade e na posição ideal do juiz que supostamente testemunha os fatos sob a forma real. Dentro do quadro limitado por um plano fixo que mantém uma distância respeitosa capaz de mostrar outros elementos da cena, de forma semelhante à posição do olhar do espectador teatral, desenrola-se o crime delicado cometido por Antônio, que força Inês a fazer sexo com ele."

Sunday, 9 December 2007

origens

How did the fundamental scientific concepts—e.g. number, force, heredity, probability—and practices—e.g. experiment, proof, classification—develop in specific historical contexts? How and why did everyday cultural experiences, such as counting, weighing, collecting, and describing, become specialized scientific techniques? And in what ways did originally local knowledge, devised to solve specific problems, become universalized? These questions form the basis of a theoretically-oriented history of science that seeks to understand the nature of scientific thought and practice as a historical phenomenon, at once dynamic and contingent.

achei um lugar que vai me ajudar a pensar vários aspectos da visão organizada pelo olho/câmera.

Friday, 16 November 2007

uma imagem onde se pode habitar

a partir do coneco, duas questões fornecendo um de onde e um para onde:

1 - pensar uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade háptica, corpórea;
e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista;

2 - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem; um primado da imanência e não da transcendência, etc e tal.

via:
simondon, deleuze, bergson, martins jay e heidegger, barthes, merleau ponty, entre outros.

névoa de nada
disse que sabe
tudo névoa nada.

Friday, 9 November 2007

dispositivo ótico : figura epistemológica


Leonardo da Vinci:

... Ora, não percebeis que com os olhos alcançais toda a beleza do mundo? O olho é o senhor da astronomia e o autor da cosmografia; ele desvenda e corrige toda a arte da humanidade; conduz os homens as partes mais distantes do mundo; é o príncipe da matemática, e as ciências que o têm por fundamento são perfeitamente corretas.

O olho mede a distância e o tamanho das estrelas; encontra os elementos e suas localizações; ele... deu origem a arquitetura, a perspectiva, e a divina arte da pintura.

...Que povos, que línguas poderão descrever completamente sua função! O olho é a janela do corpo humano pela qual ele abre os caminhos e se deleita com a beleza do mundo.

Friday, 19 October 2007

coneco a missão


bom agora estou eu, panovsky, ismail xavier, roland barthes, merleau-ponty e martin heidegger conversando pra chegar em algum lugar , estourando, na quarta feira 24 - ah, alumiados pelo jay, thanks fernanda. até lá num posto nada.

Thursday, 4 October 2007

bom dia blow up

blow up pós bom dia foi increible.

me gustó.

o quanto as palavras se tornaram obsoletas e não servem para comunicar, mas para ocultar ou para criar ruído. incrível ozu. depois escrevo com calma sobre agora a pressa, de sempre.




pas une image juste, juste une image


é louco que quando o fotógrafo volta, à noite, a cena do crime, não parece que ele está entrando em um jardim, mas em uma imagem... já experienciamos tanto aquela visão como picture que a quando ele adentra o jardim é como se adentrasse uma picture...
e passamos o filme inteira grudados nele, não nos descolamos dele um segundo o filme é isso a câmera grudada nele. quase um real time. me deu vontade de rever after hours. era isso tb , não?

Friday, 28 September 2007

Apitchatpong e Tsai

Mais uma vez o Oriente nos dando pistas. Digo: evaporando o sistema narrativo e instaurando uma organização imersiva dos acontecimentos, encarnada na experiência.
O tempo, que dura.
Os corpos, em sua ossatura, aparecem.
A pausa, suspensão. O instante.

O som que se descola da imagem, desloca ou quem sabe nunca fora pertencente à imagem.
O som como uma construção autônoma.
O discurso sonoro que é mais muito mais que um off.

O colchão que vem de outro lado da cidade e já esta associado ao “homeless”, sem estar.
E quando o homeless cai de dentro do colchão é uma aparição, materialização de uma tensão, imanente desde o início da narrativa.

Fazer filmes como quem faz uma instalação, coloca os corpos numa cidade, num cruzamento, num eixo, muito mais do que num quadro; como disse Greenaway:

Finally we are able to gather together a language for itself, which really becomes totally autonomous and is not a slave anymore to what I would call the tyranni: the tyrannus of text, the tyrannus of an actor, the tyrannus of frame and the most difficult of all, the tyrannus of the camera.


***

La Science des Rêves achei um filme lindo lírico irmão do Eternal Sunshine, e mesmo que em alguns momentos tenha sido um poquito mão pesada - estava tão genial que não tinha necessidade de apontar o dedo, escarafunchar pra dizer olha que legal; - mas mesmo assim, me vi muito ali, amar sem ser na nossa língua, imaginação, loucura e amor. uma coisa alice in wonderland, brincadeira ser criança e dormir pra esquecer, ou pra ser sonhar.
amar em alemão foi phoda, em francês tornou-se hábito. em inglês girl interrupted.