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Monday, 7 June 2010

Ex-Alunos pelo mundo

Lucas Canavarro enviando fotos da Polônia.

Surpreendente bug em Auschwitz

E para bom entendedor meia palavra basta!

Saturday, 21 November 2009

A partilha das imagens:

Arte, visualidade e filosofia com Marie-José Mondzain

A Universidade Federal do Rio de Janeiro convida para um encontro com a filósofa francesa e historiadora da arte Marie-José Mondzain, através de duas conferências que serão realizadas nos dias 24 e 25 de novembro, entre 19:00 e 22:00h, na Central de Produção Multimídia (CPM) do campus da Praia Vermelha.

Marie-José Mondzain é professora da École des Hautes Études em Sciences Sociales (EHESC), diretora de pesquisa do CNRS (espécie de CNPq da França), membro do Conselho Científico do Collège International de Philosophie e diretora do grupo de pesquisas “Observatório das Imagens Contemporâneas”, onde colabora regularmente com realizadores de cinema, vídeo, diretores de teatro, artistas de circo e do campo da fotografia. Considerada um dos nomes mais respeitados dos estudos sobre a visualidade, Mondzain possui uma obra refinada, baseada em uma filosofia das imagens, que tem sido cada vez mais explorada pelos campos da arte, da filosofia e dos estudos de mídia. Passando por discussões que vão desde a iconofilia e a iconoclastia no império bizantino, aos recentes tratamentos das imagens pela mídia, pelo cinema e pelas novas tecnologias, o instigante trabalho de Marie-José Mondzain propõe identificar efeitos de continuidade e ruptura na administração das visibilidades, examinando suas diversas etapas desde a antigüidade até a atualidade.

As reflexões de Marie-José Mondzain tornaram-se fundamentais para todos aqueles que se propõem a pensar e debater o estatuto político e filosófico da imagem, do espectador e do espetáculo no mundo contemporâneo. Na primeira conferência Mondzain fará uma síntese de seu trabalho, esclarecendo os elementos principais que atravessam sua filosofia das imagens. Na segunda conferência, a filósofa fará uma discussão sobre arte, imagem e poder a partir de uma análise do filme “Das Stahltier” (O Animal), dirigido em 1936 por Willy Zielke, um dos fotógrafos mais conhecidos do cinema do expressionismo alemão e assistente de câmera de Leni Riefenstahl. Este raro filme de 71 min, dotado de uma sofisticada linguagem vanguardista, produzido na Alemanha nazista e proibido por Joseph Goebbels, será exibido antes da conferência, às 18:00h.

Inscrições: artefissil@gmail.com
O encontro é gratuito e os certificados serão emitidos para aqueles que comparecem nas duas conferências.
Haverá tradução nas duas conferências
Endereço : Av. Pasteur, 250 - fundos - Praia Vermelha - Rio de Janeiro / RJ

Realização:
Escola de Belas Artes e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (EBA/UFRJ)
Escola de Comunicação e Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ)
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e Programa de Pós-Graduação em Filosofia (IFCS/UFRJ)

Organização

Fernanda Bruno (ECO)

Tadeu Capistrano (EBA)
Frederico Carvalho (EBA)
Fernando Santoro (IFCS)

Friday, 3 April 2009

Apresentação

Apresentação de Dissertação de Mestrado
dia 06/05/09 as 15hs
sala 142

Título:

Composição para circuito de vídeo-vigilância:

Do circuito fechado de televisão às redes abertas do cinema ao vivo

LEBLANC, Paola Barreto

Banca Examinadora:

Profª. Drª. Fernanda Glória Bruno – Orientadora
Doutora em Comunicação e Cultura (UFRJ), ECO/UFRJ

Prof. Dr. João Luiz Vieira
Doutor em Cinema Studies (New York University), UFF

Profª. Drª. Andrea França
Doutora em Comunicação e Cultura (UFRJ), PUC


Resumo

Os circuitos de vídeo-vigilância são uma presença cada vez mais comum e naturalizada nos espaços públicos, semi-públicos e privados nas cidades. Sua implantação e disseminação baseiam-se em uma retórica de combate ao crime e à insegurança, que produz, a um só tempo, controle e normatizacão dos espaços vigiados. Este fenômeno, guardadas as devidas proporções, é global, e pode ser observado em diversos países ao redor do mundo.
Com esta investigação, que discute possibilidades de apropriação artística dos circuitos de vídeo-vigilância, discutimos não apenas liberdades civis e direito à privacidade, questões sempre em jogo quando o tema da sociedade de controle se impõe, mas também e sobretudo como se dá a construção simbólica do espaço comum, do imaginário social e da função política da imagem, em um mundo cada vez mais midiatizado.

Wednesday, 17 December 2008

dissertando

fechado para balanço

Thursday, 6 November 2008

Hidra de Lerna

Ontem, no debate da ECO, minha digníssima orientadora, Profa. Dra. Fernanda Bruno, comentou o quanto o trabalho dos alunos da graduação lembrava os atos do Surveillance Camera Players, o que é ótimo, mas acredito que um dos desafios de nossa pesquisa está justamente em buscar ultrapassar o gênero do 'ativismo'.
Pedro Montillo, Ana Benevides e Ana Carolina

Como pontuou Ivana em dado momento, é interessante como podemos questionar paradigmas da linguagem audiovisual dominante a partir da edicão de imagens destas câmeras. Dito de forma simplificada, quando colocamos em cena a qualidade do interesse do espectador e a relação entre imagem e do som, por exemplo, jogamos com construcões de imagem-movimento e imagem-tempo, sublinhando tempos mortos e procurando redefinir a própria noção de acontecimento. A meu ver o trabalho dos alunos pecou por um excesso de atividade, o que não permitiu que esta dimensão delicada do trabalho pudesse vir à tona. Ficamos na 'palhaçada' como disse a aluna Flávia. Para refletir para próximas apresentações.

Um ponto que chamou a atenção no debate foi o fato de a presença das câmeras ter sido apresentada por Ivana como uma demonstração de zelo e proteção. Esta associação entre presença de câmera e zelo me interessa bastante, não no sentido da segurança e do monitoramento policial que visa ao controle, mas no sentido da ausculta, atenção, dedicação, abertura que me são tão caros. Neste sentido me interessa pensar a potência do dispositivo e estou feliz que o grupo de estudo com o Professor Fragozo tenha fortalecido minha leitura heideggeriana.

Enfim, não houve tempo de mergulharmos em todos os assuntos despertados pelo trabalho, mas o debate foi bastante bom, com participação intensa dos alunos.

Thursday, 30 October 2008

valendo nota

composição para circuito de vigilância # 3

é cinema ao vivo?
é video-instalação?
é vídeo-arte?

Performance na CPM da ECO dia 05 de novembro, quarta feira, às 19hs.

Apresentação dos alunos das disciplinas de direção de atuação, estética da vigilância e edição de áudio e vídeo.
Coordenação: Profa. Paola Barreto Leblanc

19:30h Debate com a Diretora da ECO, Profa. Dra. Ivana Bentes e a Coordenadora do IDEA, Profa. Dra. Fernanda Bruno
. o discurso midiático da vídeo-vigilância - sobre as bases de uma cultura do medo e da paranóia
. a presença cada vez mais naturalizada destes dispositivos, especificamente nas escolas - o caso da CPM
. possibilidades estéticas e políticas na lida com imagens de vigilância - a desconstrução do discurso da suspeita e a construção de novos imaginários sociais

Wednesday, 1 October 2008

aula de estética da vigilância

deconstruir el discurso mediático de la videovigilancia es una responsabilidad del debate público en su búsqueda acerca de qué significa ser ciudadano hoy, ser político. En esta actitud se encuentra la vida de la ciudad y en ella reside la fuerza para construir de manera colectiva el espacio público.

in: http://www.paneldecontrol.cc/

Saturday, 13 September 2008

Toninho Malvadeza, Neto

A discussão sobre a segurança nas campanhas políticas sempre me intriga.
Porque, se devemos proteger e dar segurança a uns, isto significa que há outros que estão excluídos desta 'segurança', outros que são justamente a 'ameaça' a ser contida.
Se determinamos desde já quem são estes outros, contribuímos para um desequilíbrio social que é uma bola de neve; em nome da segurança, o exército e a polícia ocupam as 'áreas de risco' trazendo justamente medo e insegurança às populações que habitam nestes locais.
Vendo o video do projeto Big Brother Bairro, para o qual me chamou a atenção a Flora, lembro-me do filme La Zona, indicado por Vinicius e comentado por Fernanda. O filme, que retrata um condomínio de luxo vigiado por um sistema de videomonitoramento - que busca justamente trazer segurança às famílias abastadas de um região dominada por favelas - mostra como a tecnologia é colocada a serviço de uma elite descompromissada com a cidadania, que perpetra formas arcaicas de opressão e injustiça.
Abaixo o video de campanha de ACM Neto. Selecionei um trecho do post do Carnet para apresentá-lo:
"O projeto tem o infeliz nome de "Big Brother Bairro" (será que ele não leu o livro nem viu o filme para entender a dimensão autoritária e opressora desse nome? Ou acha que Big Brother é apenas um reality show da Globo?) que vai vigiar, com câmeras móveis, os moradores dessas localidades (mais pobres, negros, com pouca escolaridade e que serão alvo dos olhares sempre desconfiados e curiosos)."

Thursday, 11 September 2008

hupo-keímenon

a imagem do mundo, entendida de modo essencial, não significa uma imagem do mundo, mas o mundo concebido enquanto imagem

Thursday, 4 September 2008

anne bogart

pra aula de direção de atuação: great performances exude both exactness and a powerful sense of freedom. This freedom can only be found within certain chosen limitations. The limitations serve as a lens to focus and magnify the event for the audience as well as to give the actors something to measure themselves against.

Thursday, 14 August 2008

Schaulust

Como uma extensão da minha pesquisa de mestrado, vou apresentar com o músico David Cole a performance Cabine de Pensamentos, que conta com a colaboração de um coletivo de amigos, atores e alunos.
Vamos fazer uma experimentação com câmeras de segurança, incorporando técnicas de improvisação teatral e video-instalação.
É a primeira vez que apresentamos este trabalho de 'cinema instantâneo' que terá a duração de um curta metragem e integra a programação da Mostra Nacional Live Cinema.
As apresentações acontecem na Caixa Cultural/ Cinema 2, nos dias 15 e 16 de agosto, às 19:30h.
A Caixa Cultural fica na Rua Almirante Barroso, no Centro, esquina com a Avenida Rio Branco.

CABINE DE PENSAMENTOS
com a participação de
Ana Benevides
Cris Larin
Daniel Zarvos
Fabricio Belsoff
Fernando Velasco
Joana Lerner
João Paulo Quintela
Pedro Henrique Monteiro
Patricia Barbara
Thiare Maia

Um grupo de atores improvisa composições para 04 câmeras dispostas no Centro Cultural. As imagens, com resolução e número de quadros por segundo típicos de um registro de segurança, não deixam dúvidas quanto à sua origem vigilante.

Outros acontecimentos flagrados pelo circuito interno de TV no momento da apresentação são incorporados à 'narrativa' - eventuais interações com o público, contemplação de espaços vazios e falhas no sistema de vigilância.

Na sala de projeção, às imagens supostamente frias, mecânicas e impessoais, adicionamos camadas de sons contendo narrações em primeira pessoa, gravadas em tom confessional, de diário, segredo, pensamento. Estes textos, quase sussurrados, expressam vontades, sentimentos e desejos particulares, contrapostos às imagens distanciadas, tornadas públicas.

Ao projetar na sala de exibição as imagens captadas pelas câmeras de segurança, trazemos o material produzido no âmbito do controle e do monitoramento para a esfera da fruição e do espetáculo, ressignificando a vigilância e expandindo-a a uma dimensão narrativa.

Assim pretendemos produzir um inquietamento que lembre que as câmeras de segurança gravam, incessantemente, não só potenciais suspeitos, mas histórias de pessoas que sentem, sofrem, sonham, e involuntariamente se transformam em atores de um filme secreto.

Desta forma, de uma 'imagem sob suspeita' chegamos a uma 'imagem de compartilhamento', aonde a atenção do espectador é guiada não pelo medo de uma potencial ameaça, mas pela identificação com sentimentos e ações comuns a todos nós.

Paola Leblanc é cineasta e David Cole é músico.

Saturday, 2 August 2008

viewpointão

it is significant that the french word for re-hearsal is 'répétition'. certainly it can be argued that the art of theatre is the art of repetition. (the english word 'rehearsal' proposes to re-hear. the german 'probe', suggests an investigation. in japanese, 'keiko' translates to practice. and so on.)
anne bogart a director prepares pg 45

Wednesday, 2 July 2008

Mireille Rosello

De uma cultura da inseguraça a uma subjetividade da vulnerabilidade

Negando-se a tomar partido da discussão que opõe liberdade civil e segurança,
esta pensadora procura entender o fenômeno da expansão da video-vigilância nos espaços públicos de um ponto de vista cultural - no sentido do que é o comum a todos.
nossa cultura parte do pressuposto político de que o risco deve ser banido, a segurança é algo a ser atingido, e a vulnerabilidade é um mal.

estou ouvindo sua clara exposição e lembrando da entrevista da Fernanda, que aponta para a mesma necessidade de abraçar a questão em suas dimensões afetivas, cognitivas, relacionais, enfim -no sentido dado ao termo por Mireille Rosello- culturais.

um pouco sobre isto neste post, escrito há alguns dias.

Sunday, 29 June 2008

máquinas inteligentes?

capitulo 3 - efeitos colaterais do estado de videovigilancia
abaixo a desobediência de hal no filme de stanley k. space odissey

- a precoupação da empresa que vende technology solutions é de firmar que não está 'espionando' mas prevendo um crime (valendo-se do que o jornal da tarde chama de 'crime tool')
- modos de subjetivação que este software de face recognition cria:
1- 'suspects' ou 'investigators'.
assim num duplo efeito, o sistema cria relação de suspeição com a imagem, como se esta guardasse, potencialmente, algo oculto, ou por outra, uma revelacão.
(ver ismail xavier - cinema: revelação e engano in o olhar e a cena cosac&naify)

Monday, 23 June 2008

fim de semestre

indiquei um texto para o orientando guilherme guerreiro
e ele me devolveu a leitura com um link para este video.
poderosa via de mão dupla que é ensinar/aprender.
veloz hélice giratória.


é na lida com meus alunos que me faço professora.
cada turma é uma;
cada aluno uma relação individual, intensa, de troca e aprendizado mútuo.

Tuesday, 3 June 2008

British Sounds (1970)

O pensamento em sons e imagens do Grupo Dziga Vertov vêm me servindo de provocação para apresentar aos alunos de direção uma outra possibilidade, para além dos manuais técnicos, do fazer 'audiovisual'. Certa urgência contemporânea em articular o discurso de modos não convencionais fica evidente nas obras que, para emprestar as palavras de Gorin, não utilizam a imagem para fornecer uma ilustração do que está sendo dito, e tampouco utilizam o som como explicação para o que está sendo visto. É impossível fazer uma leitura do som e da imagem em conjunção, e o ceticismo sobre a possibilidade de encontrar alguma 'verdade' na imagem se traduz no ataque feroz ao dogma do 'ver para crer' e as ideologias da visão.
Trecho do Texto de Colin Mac Cabe bo Catálogo da Mostra que ocupou o CCBB há alguns anos:
"em vez de representar uma grve específica em imagens específicas, o filme pergunta o que seria a representação de qualquer greve. Talvez a sequência-chave seja uma assembléia, não de mineradores grevistas, mas da equipe de produção discutindo a idéia de usar ou não uma imagem de Stalin no filme."

Tuesday, 6 May 2008

notas de aula de direção de atuação

O Ponto de partida é : não tomar nada por certo.
Desenvolver a capacidade de ser surpreendido pelo que é familiar.

Poema de Brecht em livre tradução
Para observar
Deve-se aprender a comparar.
Para comparar
Deve-se ter observado.
Através da observação
A sabedoria é gerada.
Por outro lado sabedoria
é necessária para a observação.

Este curto circuito é o que move a cena, a encenação e a arte de atuar.

Ver o óbvio claramente - e desconfiar disto.

Como uma atitude comum como fumar pode trair a classe social de quem fuma?

Para Brecht é menos uma questão de psicologia e mais uma questão de história e de conflito social.
A atuação envolvida com o mundo lá fora e capaz de fazer relações entre a “cena” e a vida.

Não se pode ser sempre guiado pelo que se diz.

Sonoridade das palavras -
A sentença é para uso de quem?
Quem a reclama para seu uso?
O que está em jogo?
A que ação prática corresponde o que é dito?
Que tipos de sentenças resultam daí? Que tipos de sentenças a suportam?
Em que situações é dita? Por quem?

O que pode ser visto pode também ser dirigido, domesticado.
O ator brechtiano representa mais do que o self, o ser do personagem.
Coração social de um episódio, que Brecht chama de Gestus é dependente da disposicão dos atores em cena.
Performances stanislavskianas em dramas aristotélicos empobrecem a audiência.
Gestus – é a um só tempo conteúdo e opinião sobre uma classe social.
Não é psicológico, mas social, contextual, ligado ao mundo, ao presente, à historia.

Exercício – o ensaio de cenas trágicas para um efeito cômico.
Contradizendo o texto os atores podem ganhar novos insights para a atuação.
Isto não está relacionado com subtexto, mas com algo que poderíamos chamar de metatexto, justamente as redes de relações possíveis, do mundo social, histórico e fora da cena, que estão em sintonia com a atuação.
Assim o ator é um Duplo agente, infiltrado em dois mundos – o mundo da cena, teatral, e o mundo social e histórico, fora da cena.
Não atua uma dada emoção, mas apresenta modos de comportamento – ligados a um contexto – social e histórico.
Tentar ver seu papel , seu personagem, do ponto de vista da sociedade.

Adicionar “ disse o homem” ao final de cada fala. Criar esta visão de fora, falar na terceira pessoa.

Não necessariamente a emoção do ator deve coincidir com a emoção do personagem. Distanciamento.

Cada palavra e cada gesto significam uma decisão.

Quero que vcs prestem atenção na apresentação dos outros e digam o que vcs discordam, não gostam, etc.

Pra entender que interessa não apenas o quê, mas porquê e como.
Pra ficar claro que existe muito mais do que uma maneira “certa” de fazer.

Wednesday, 30 April 2008

aprendendo com o aluno augusto


A estenotipia se originou com o objetivo de registrar depoimentos, audiências, debates, palestras ou mesmo uma simples conversa por escrito/digitalizado com a mesma velocidade em que é falado, de forma simultânea. O estenótipo tem um teclado especial com 23 teclas, as quais podem ser batidas ao mesmo tempo, oferecendo uma infinidade de combinações, ao contrário de um computador ou de uma máquina de escrever, nos quais se tecla um caractere por vez.
Outra diferença em relação ao computador pessoal é que no estenótipo a ordem em que se pressionam as teclas não importa, porque ele somente é acionado no momento em que elas são soltas e não apertadas, diferente do teclado comum.
O estenótipo traduz, com o auxílio de um software de transcrição, para a língua portuguesa, todos os códigos, abreviaturas e contrações que são digitadas. Nesse software há um dicionário atualizável, de forma que se pode acrescentar-lhe novas palavras, melhorando o desempenho do estenotipista.

Tuesday, 29 April 2008

o corpo-vida

ana paula sobre grotowski:
"É necessário dar-se conta de que o nosso corpo é a nossa vida. No nosso corpo, inteiro, são inscritas todas as experiências. São inscritas sobre a pele e sob a pele, da infância até a idade presente. E talvez também antes da infância, mas talvez também antes do nascimento da nossa geração. O corpo-vida é algo de tangível. Quando no teatro se diz: procurem recordar um momento importante da sua vida, e o ator se esforça pra reconstruir uma recordação, então o corpo-vida está como em letargia, morto, ainda que se mova e fale... é puramente conceitual. Volta-se às recordações, mas o corpo-vida permanece nas trevas."

Wednesday, 9 April 2008

imagem ausência

Se pudéssemos opor, ao espaço geométrico do teatro da consciência, um espaço geográfico onde algo se pode dar a ver; se pudéssemos opor um espaço da encenação ou da re-presentação, a um espaço da experiência e da experimentação, teríamos, no lugar de uma vista, um fazer ou um jogo. No lugar de um olho organizador, pancrator que tudo vê, a ambigüidade da fenda. Este olho, que é fenda que esconde e mostra, se abre da carne do mundo. Este olhar, que deseja, não é organizado por um ponto de vista privilegiado, sujeito que se situa fora da cena, num lugar ideal, separado daquilo que vê, mas ele é constituído pelo próprio objeto a que o impele a ver, em um sentido eminentemente afetivo, para não dizer erótico. Um olhar corpóreo, no sentido de uma abertura, uma rede de relações, um Umwelt, uma função de onda.