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Monday, 4 April 2011

Aterro do Flamengo

Tá lá o corpo estendido no chão.
O flagrante é a indiferença das pessoas.
O cooper, o alongamento, o polichinelo, o abdominal.
Todos estes, sinais de um vitalismo, de uma necessidade de pôr o corpo em marcha, contrastando com aquele corpo inerte, esquecido, profanado pois não ritualizado.
O morto no meio da cena da vida: não monta.
Estranheza que beira o surrealismo.
Surrealismo em uma cena tão real quanto pode ser real uma imagem de vigilância.
Para a diretora é o olhar do espectador de teatro que dá sentido ao filme, e é por meio da lógica da tragédia que a edição divide o acontecimento em episódios.
O quão de encenação podemos perceber de uma observação atenta, demorada e distanciada do espaço público?
Pela distância e pela duração, e a insistência na imagem, a insistência no quadro, as pessoas parecem miniaturas, brinquedos, marionetes. Parecem meio ridículas, risíveis, escrotas.
E o corpo no chão.
A Guarda Municipal chega, e mantém o mesmo physique de rôle dos que lá já estavam: hesitacão, inércia. Nada se resolve. Inépcia, ineficiência, desamor.
Quando o corpo é enfim coberto,
o filme acaba.
Acho que a diretora é italiana, e se enrolou um pouco com as palavras na hora de falar sobre o próprio trabalho.
Acho meio caído a pompa e circunstância de "um filme de" e também só ter crédito para fotografia e não ter pra som.
Enfim, detalhes. Mas que causam um certo desconforto - o dispositivo não é "um filme de". Tanto que ela própria comentou que pretende começar seca assim como já acaba seca. No entanto quando ela agradece pelos comentários sobre a movimentação das pessoas, se trai. Não foi orquestrado por ela, mas testemunhado por sua câmera.
Valeu. Bom ir ao cinema domingo à noite.

Aterro do Flamengo

Competição Brasileira - Longa e Média-Metragem

ALESSANDRA BERGAMASCHI

BRASIL - RJ / BRAZIL - RJ

46', cor, HD CAM, 2010

Diálogos: SEM DIÁLOGOS / NO DIALOGUES


  • CINE LIVRARIA CULTURA (SÃO PAULO - SP): 02/04 - 19H00M
  • CINE LIVRARIA CULTURA (SÃO PAULO - SP): 04/04 - 15H00M
  • UNIBANCO ARTEPLEX (RIO DE JANEIRO - RJ): 03/04 - 21H00M
  • UNIBANCO ARTEPLEX (RIO DE JANEIRO - RJ): 04/04 - 15H00M

Uma câmera estática flagra, em tempo real, uma cena urbana, seguindo as reações de um grupo de pessoas a uma tragédia em plena rua, em espaço público. Pessoas param, olham, intervêm. Ou não percebem nada, continuando sua rotina inalterada. A espera de providências, o vai-e-vém, a curiosidade, a surpresa, a exasperação, os sons da rua, a expectativa, tudo isso entra na composição de um filme que se identifica com a onipresença e a impessoalidade de uma câmera de segurança, mas cuja intencionalidade flagra de longe mas de maneira profundamente reveladora um estado de coisas de uma grande cidade, de um país e de uma época.

R: ALESSANDRA BERGAMASCHI | DF: GABRIELE MARVASI | C: GABRIELE MARVASI | SD: ALESSANDRA BERGAMASCHI | M: ALESSANDRA BERGAMASCHI | Mu: ALESSANDRA BERGAMASCHI | Es: ALESSANDRA BERGAMASCHI | P: ALESSANDRA BERGAMASCHI | PE: ALESSANDRA BERGAMASCHI | CP: ALESSANDRA BERGAMASCHI |

Friday, 10 July 2009

smile, you're on tape

Google Street View started photographing some brazilian cities last week.
They announced their association with FIAT, that equiped dozens of cars with a camera dispositif to make the panoramas. I have seen no discussions nor debate around it.
I was planning to introduce some fiction on their documentation, following the idea proposed by the artists of a street with a view, and I talked to Enrique Diaz to stage something in Laranjeiras, Rua General Glicerio, where he lives with Mariana and lots of friends, artists, photographers, etc. He was not sure if he wanted to associate with Google, why should he? He said he has a feeling - and this is something difficult to translate - "de colocar azeitona na empada do google".
Why should we play for them? Are we going to be paid for that?
Well, before we could develop our considerations Fernanda Bruno got a hot contact telling that they're not interested in incorporating performances in their pages. They want to take pictures of the places "as they normally are".
But what is normallity? Is there any possibility of portraiting it? The act of portrating something means that something special is going on? What is special?
Well...

Tuesday, 24 February 2009

Fotonovela

Axis Communications, empresa líder no mercado de video vigilância mundial com atuação em 20 países promoveu recentemente um concurso de fotografias como parte das comemorações pelos seus 25 anos de existência. Pelo site da empresa somos informados dos critérios do concurso: to find high quality pictures from real life scenarios. The competition was fierce and we are proud to present the winners in the categories of “Retail” and “Axis network camera mounted in challenging environment.”

Publico abaixo a sequência vencera da categoria "retail". Quem quiser conferir a foto vencedora na outra categoria, segue o link.

Retail
Winner: Michael Lai, Camille Lucie Perth, Australia

Photo series taken by: AXIS 212 PTZ Network Camera

15:39 Guy in blue shirts steals a ring, while guy in black shirt distracts staff.







15:40 Staff is aware that the ring is missing and asks the guy in blue shirt for the ring.






15:41 Staff is reviewing footage while the guy in blue places the ring next to a display box.






15:42 Guy in black shirt takes the ring from display box from the blue guy.







15:43 Guy in black shirt puts back ring in original place.






15:43 Staff has seen the ring put back in place and have told the men to leave before she calls the police and are banned from the store.

Na galeria de imagens da Axis há uma página dedicada as webcams instaladas pela empresa mundo afora. Eu adoro.
As imagens do genial surveillance Screensaver (
Michael Zoellner) vêm dos sistemas operados pela Axis.

Tuesday, 30 December 2008

Saturday, 11 October 2008

CCTV Mapping Party



Que es una CCTV Mapping Party ?

Un encuentro donde se recorre la ciudad para descubrir, fotografiar, y documentar sistemas de seguridad de video-vigilancia, a través de la aplicación CameraMap, desarrollada por la plataforma addSensor en el segundo encuentro Inclusiva-net Redes digitales y espacio físico en Medialab-Prado.

El sábado 11 de Octubre a las 11:00h tendrá lugar la primera CCTV Mapping Party con motivo del día Europeo:
"Libertad sin miedo – ¡Detengan la vigilanciamanía!".

En nuestro entorno urbano proliferan vertiginosamente los sistemas de video-vigilancia formando ya parte de nuestro paisaje y de nuestro día a día. Debemos pararnos a reflexionar si todas estás cámaras y sistemas de seguridad son realmente necesarios, si están al servicio del ciudadano o para controlarlo, y sobr etodo, si están modificando nuestra forma de actuar y generando un nuevo patrón de conducta ciudadana.

Estas y muchas más preguntas podrán ser debatidas al finalizar
la jornada, amenizadas con un poquito de música.
Así que tráete tu cámara de fotos y descubre con nosotros el otro Madrid vigilado!!!
____________________________________________________

/ Lugar
Medialab Prado
Plaza de las Letras
C/ Alameda, 15.

/ Hora
11:00h a 14:00h

lamentavelmente só estarei em madrid daqui a um mês!

de toda forma a nossa CCTV party acontece dia 24/10 na ocupação do glaucio gil.
maiores infos em breve.

Tuesday, 9 September 2008

google alert 2 e otras cositas más

A Axis, empresa que desenvolve tecnologia de ponta em visão computacional, lança no mercado um modelo de IP câmera que acrescenta uma nova funcionalidade aos sistemas lançados até então:
o novo modelo 233D é capaz de seguir um objeto ou uma pessoa que adentrem o campo de monitoração ao seu alcance.

isto me lembra o belo trabalho de marie sester, em exposição permanente no Zenter für Kunst und Media in Karlshue, Deutschland.

nesta instalação, o visitante que entra na 'tracking zone' do trabalho é seguido por um holofote acompanhado de palavras de ordem, de incentivo, de provocação. o visitante escolhe se quer fugir dos holofotes ou se tornar o centro das atenções.


as pessoas literalmente have fun com esta obra.

abaixo reproduzo na íntegra a notinha que o google alert videosorveglianza mandou pra mim hoje. auf italienisch. mas dá pra entender.

Axis presenta sistema di videosorveglianza a rilevazione (deve ter a ver com relevância) automatica di oggetti e persone in movimento.

Questa funzione permette alla telecamera di rilevare (relevar, dar relevo, relevância) automaticamente una persona o un oggetto in movimento e di seguirli fino al limite di copertura. La funzione è pensata soprattutto per i sistemi di videosorveglianza automatizzati che devono rilevare l'eventuale presenza occasionale di persone o veicoli.

La videosorveglianza viene spesso effettuate a ore o in luoghi in cui il numero di attività da controllare è scarso o addirittura nullo, come accade, ad esempio, con i sistemi usati per sorvegliare le scuole dopo le ore di lezione, i punti vendita, i corridoi di hotel e i parcheggi durante le ore notturne. In questo caso si utilizza di solito un sistema di videosorveglianza configurato per effettuare automaticamente le registrazioni.

La nuova funzione di rilevamento automatica, integrata di serie nel modello AXIS 233D, garantisce un livello di scalabilità e flessibilità difficilmente ottenibile con la tecnologia analogica. L'aggiunta di questa nuova funzione riflette in pieno l'impegno di Axis nel continuare ad accrescere il valore dei propri prodotti con tecnologia video di rete mediante l'introduzione di nuove funzionalità.

Thursday, 28 August 2008

Thursday, 31 July 2008

videosorveglianza

aderi aos google alerts e fui parar na itália



Una spia nel taxi, arriva la telecamera
MILANO - Sotto la Madonnina il Grande Fratello prende il taxi। Da metà luglio 117 auto bianche in servizio nel capoluogo lombardo hanno installato a bordo una telecamera. In grado di riprendere tutto l' abitacolo, passeggero compreso. L' operazione è finanziata fifty fifty dal Comune. «L' intento è garantire la sicurezza dei tassisti e dei loro clienti», spiegano all' unisono conducenti e municipio. Ma l' occhio indiscreto della videosorveglianza sulle auto pubbliche fa riflettere l' autorità garante della privacy. Le telecamere sono già salite sui taxi fiorentini. E anche a Roma si va nella stessa direzione. Quella milanese ha le caratteristiche di un' operazione massiccia. Il Comune ha stanziato un milione di euro per finanziare al 50 per cento (fino a un massimo di mille euro a testa) i tassisti che vogliono essere rasserenati dalla presenza di un «terzo occhio». A tutto vantaggio della sicurezza. Ma a discapito della spontaneità dei passeggeri: stop alle effusioni clandestine, basta con le telefonate compromettenti, a bordo solo comportamenti ineccepibili sul fronte del bon ton. «Stiamo acquisendo il bando che il Comune di Milano ha rivolto ai tassisti, lo verificheremo con attenzione e senza pregiudizi», promette il garante della Privacy, Francesco Pizzetti. In generale, come avviene già con le telecamere installate nei negozi, per essere in regola basta esporre una vetrofania in cui si informa il cliente delle riprese in corso. Ma non è escluso che i tassisti milanesi possano fare a meno di avvisare i passeggeri. La vetrofania è dovuta quando le telecamere sono state installate a tutela del singolo, sia esso tassista o negoziante. Se il finanziamento pubblico ha come obiettivo la tutela generale della collettività, allora delle vetrofanie si può fare a meno. «Non è escluso che il caso milanese appartenga a quest' ultima tipologia. La zona grigia in cui il pubblico finanzia i privati perché installino dispositivi di videosorveglianza si sta allargando velocemente. Interverremo al più presto con una normativa ad hoc», promette Pizzetti. Il garante per la privacy invita il comune di Milano a riflettere sulla proporzionalità dell' intervento. «La privacy dei cittadini viene sacrificata in nome di un' adeguata contropartita in termini di maggiore sicurezza?», si chiede Pizzetti. «Sicuramente sì - risponde a distanza il vicesindaco di Milano e assessore alla Sicurezza Riccardo De Corato -. Siamo orgogliosi di essere la città più videosorvegliata d' Italia. Le telecamere mettono in crisi i delinquenti». A Milano il comune ha installato 900 telecamere. Occhi tecnologici per contrastare graffitari e spacciatori, professionisti del borseggio e della sosta vietata. Costo dell' operazione: 30 milioni di euro. In più Atm, la società che gestisce il trasporto locale sotto la Madonnina, vuole portare da 540 a 2.500 le telecamere in metropolitana entro la fine del 2009. I tassisti hanno accolto gli incentivi del Comune con entusiasmo moderato. Le domande di finanziamento ricevute da palazzo Marino consentiranno di spendere circa il 15 per cento dei fondi. I soldi che restano (oltre 800 mila euro) saranno messi a disposizione degli edicolanti. Per l' installazione di altre telecamere. «Molti nella categoria hanno temuto che i dispositivi elettronici servissero al Comune per controllare la regolare presenza in servizio», spiega Claudio, uno dei 117 tassisti milanesi che hanno installato la telecamera. Costo dell' operazione: 2.400 euro di cui mille finanziati da palazzo Marino. Più un canone annuo di 240 euro a carico del professionista. «In 24 anni di lavoro per le strade di Milano sono stato rapinato una sola volta. Mi hanno puntato un coltello alla gola: non vorrei ripetere l' esperienza», racconta il tassista. Veramente un' altra forma di deterrente rispetto alle rapine ci sarebbe: l' introduzione a bordo del Pos per il pagamento con bancomat e carta di credito. In modo da non tenere contatti in auto. Ma i tassisti si mettono di traverso: «Troppo alte le commissioni da pagare alle banche».

Querze' Rita

Pagina 25
(30 luglio 2008) - Corriere della Sera