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Friday, 25 November 2011

Tá tudo bem



#1
Câmara escura, madeira e brim, 3m x 5m x3m, projeção, sistema de videotracking, banco de imagens (45 min.)

No interior da Caixa, quando não há ninguém, uma cena acontece. Mas se o sistema detecta a presença de alguém no corredor de acesso, a cena se altera.

Caso seja possível entrar sem se fazer notar a cena continuará a mesma?

Visitação
Foyer do Teatro Glauce Rocha, 25 a 30/11
15h às 21h

Wednesday, 17 August 2011

Remix

Moana Mayall dando uma dica fenomenal que rima casual e audiovisual - hahahaha!

Monday, 4 April 2011

Aterro do Flamengo

Tá lá o corpo estendido no chão.
O flagrante é a indiferença das pessoas.
O cooper, o alongamento, o polichinelo, o abdominal.
Todos estes, sinais de um vitalismo, de uma necessidade de pôr o corpo em marcha, contrastando com aquele corpo inerte, esquecido, profanado pois não ritualizado.
O morto no meio da cena da vida: não monta.
Estranheza que beira o surrealismo.
Surrealismo em uma cena tão real quanto pode ser real uma imagem de vigilância.
Para a diretora é o olhar do espectador de teatro que dá sentido ao filme, e é por meio da lógica da tragédia que a edição divide o acontecimento em episódios.
O quão de encenação podemos perceber de uma observação atenta, demorada e distanciada do espaço público?
Pela distância e pela duração, e a insistência na imagem, a insistência no quadro, as pessoas parecem miniaturas, brinquedos, marionetes. Parecem meio ridículas, risíveis, escrotas.
E o corpo no chão.
A Guarda Municipal chega, e mantém o mesmo physique de rôle dos que lá já estavam: hesitacão, inércia. Nada se resolve. Inépcia, ineficiência, desamor.
Quando o corpo é enfim coberto,
o filme acaba.
Acho que a diretora é italiana, e se enrolou um pouco com as palavras na hora de falar sobre o próprio trabalho.
Acho meio caído a pompa e circunstância de "um filme de" e também só ter crédito para fotografia e não ter pra som.
Enfim, detalhes. Mas que causam um certo desconforto - o dispositivo não é "um filme de". Tanto que ela própria comentou que pretende começar seca assim como já acaba seca. No entanto quando ela agradece pelos comentários sobre a movimentação das pessoas, se trai. Não foi orquestrado por ela, mas testemunhado por sua câmera.
Valeu. Bom ir ao cinema domingo à noite.

Aterro do Flamengo

Competição Brasileira - Longa e Média-Metragem

ALESSANDRA BERGAMASCHI

BRASIL - RJ / BRAZIL - RJ

46', cor, HD CAM, 2010

Diálogos: SEM DIÁLOGOS / NO DIALOGUES


  • CINE LIVRARIA CULTURA (SÃO PAULO - SP): 02/04 - 19H00M
  • CINE LIVRARIA CULTURA (SÃO PAULO - SP): 04/04 - 15H00M
  • UNIBANCO ARTEPLEX (RIO DE JANEIRO - RJ): 03/04 - 21H00M
  • UNIBANCO ARTEPLEX (RIO DE JANEIRO - RJ): 04/04 - 15H00M

Uma câmera estática flagra, em tempo real, uma cena urbana, seguindo as reações de um grupo de pessoas a uma tragédia em plena rua, em espaço público. Pessoas param, olham, intervêm. Ou não percebem nada, continuando sua rotina inalterada. A espera de providências, o vai-e-vém, a curiosidade, a surpresa, a exasperação, os sons da rua, a expectativa, tudo isso entra na composição de um filme que se identifica com a onipresença e a impessoalidade de uma câmera de segurança, mas cuja intencionalidade flagra de longe mas de maneira profundamente reveladora um estado de coisas de uma grande cidade, de um país e de uma época.

R: ALESSANDRA BERGAMASCHI | DF: GABRIELE MARVASI | C: GABRIELE MARVASI | SD: ALESSANDRA BERGAMASCHI | M: ALESSANDRA BERGAMASCHI | Mu: ALESSANDRA BERGAMASCHI | Es: ALESSANDRA BERGAMASCHI | P: ALESSANDRA BERGAMASCHI | PE: ALESSANDRA BERGAMASCHI | CP: ALESSANDRA BERGAMASCHI |

Monday, 23 August 2010

Contemplação; image-temps x image-action

Mais uma referência despertada pela publicação de nosos vídeos, desta vez vinda da querida montadora e professora Aline Paiva.



O tempo estendido, dilatado, atua como um convite para se organizar o espaço e as combinações de linhas e movimento dentro do quadro. Características tão próprias deste tipo de cinema, que deposita toda ênfase na atividade do espectador, e que têm realmente muito que ver com nossa pesquisa na Coreografia.
Na outra margem do rio, as imagens publicadas neste domingo pelo jornal O Globo, captadas pelos leitores, de suas janelas, em São Conrado, também despertam analogias possíveis com nosso trabalho. A "cultura janeleira", como definida por João do Rio, aqui confunde-se com a "vigilância distribuída", na definição da Professora Fernanda Bruno para os novos tempos onde cada cidadão pode captar e distribuir imagens, de maneira descentralizada.

O cruzamento entre : o ato de observação, contemplação, e descoberta das potencialidades cênicas do cotidiano; e : o ato de registrar, coletar evidências, monitorar e levantar provas. Duas atividades tão distintas e contudo tão limítrofes.

Sunday, 6 June 2010

Chinatown Voyeur

"I think voyeurism is a good space to drop into from time to time. Only I haven't done much lately because it takes tremendous devotion and patience. But like a ready-made one works to fill in the blanks, the uncompleted silent actions framed in windows. It needs constant attention, like an illicit form of meditation. Good eyesight. Keen sense of change... Well, you know, you have to choose the right place at the right time or it's all over."
Gordon Matta-Clark, Interview 1974