Parangolé Olho from cinthia on Vimeo.
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Friday, 3 June 2011
Thursday, 7 April 2011
Ten Chi
Erotismo delicadeza ternura e tesão.Woman's touch.
Translumbrantes tecidos caimentos nos corpos membros voando prolongando-se na escuridão do cenário, cauda de baleia fundo de um oceano primitivo de amor e sentimento superfície do mar de neve e sonho.
Carinhos, arroubos, lampejos e risos.
Força, leveza, rasgando, cortando, humor ironia brincadeira séria.
Oh, Pina!
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teatro municipal,
theater,
zen
Sunday, 17 October 2010
COREOGRAFIA PARA PREDIOS, PEDESTRES E POMBOS
intervenção_urbana live_streaming video_instalação cinema_ao_vivo
De 28 de Outubro a 13 de Novembro
quintas e sextas às 17 hs
sábados às 11:30 hs e 13:30 hs
Oi Futuro Flamengo 8º piso e Largo do Machado

Durante três meses onze bailarinos e uma equipe de pesquisa e gravação ocuparam o Largo do Machado com uma série de intervenções coreográficas camufladas.
Quatro câmeras foram instaladas no alto de edifícios que circundam a praça, produzindo, com suas vistas topográficas e seu olhar vigilante, imagens nas quais os bailarinos misturam-se aos pedestres, confundindo a distinção entre quem está “atuando” e quem está “vivendo”.
O material gravado, além de documentar um processo de criação ao longo do tempo, constitui um imenso banco de imagens do cotidiano do bairro.
Desta experiência de ocupação resulta um espetáculo que mistura dança e cotidiano, imagens gravadas e imagens em tempo real.
O material é editado, sonorizado e projetado em uma performance de “cinema ao vivo”.
O espectador pode escolher entre assistir a esta performance no 8º piso do Oi Futuro, ou através de live streaming na internet - ou ainda sair à procura das intervenções ao vivo no Largo do Machado.
De 28 de Outubro a 13 de Novembro
quintas e sextas às 17 hs
sábados às 11:30 hs e 13:30 hs
Oi Futuro Flamengo 8º piso e Largo do Machado

Durante três meses onze bailarinos e uma equipe de pesquisa e gravação ocuparam o Largo do Machado com uma série de intervenções coreográficas camufladas.
Quatro câmeras foram instaladas no alto de edifícios que circundam a praça, produzindo, com suas vistas topográficas e seu olhar vigilante, imagens nas quais os bailarinos misturam-se aos pedestres, confundindo a distinção entre quem está “atuando” e quem está “vivendo”.
O material gravado, além de documentar um processo de criação ao longo do tempo, constitui um imenso banco de imagens do cotidiano do bairro.
Desta experiência de ocupação resulta um espetáculo que mistura dança e cotidiano, imagens gravadas e imagens em tempo real.
O material é editado, sonorizado e projetado em uma performance de “cinema ao vivo”.
O espectador pode escolher entre assistir a esta performance no 8º piso do Oi Futuro, ou através de live streaming na internet - ou ainda sair à procura das intervenções ao vivo no Largo do Machado.
Tuesday, 28 September 2010
No TEMPO FESTIVAL
1) Em "Coreografia para prédios, pedestres e pombos" vocês propõem um formato singular e híbrido, que mescla as linguagens da dança e do "cinema ao vivo"(este último muito pautado pelas novas tecnologias). Quais são as possíveis relações entre dança e cinema ao vivo, como vocês as investigam? Quais são os desafios em apostar em uma linguagem híbrida?
Comecei a trabalhar com cinema ao vivo em 2008. Já fiz documentários e curtas, mas nunca tinha experimentado o formato ao vivo além das transmissões comerciais de televisão. Minha aproximação com os circuitos de vídeo veio por uma inquietação com a presença silenciosa e avassaladora das câmeras de vigilância, uma espreita constante a qual estamos submetidos cada vez mais nos espaços pelos quais circulamos nas cidades. De que forma poderiamos aproveitar esta ideia disseminada do panoptico para criar videos, não com o objetivo de "vigiar e punir", mas produzindo uma especie de pan cinema permanente, para parafrasear o titulo do filme do Carlos Nader?
Descobri que existem muitos artistas, sobretudo na Inglaterra, trabalhando com imagens de vigilância e CFTVs, que captam, ininterruptamente, ao vivo, todos os dias, os fluxos nas cidades. E comecei a fazer as "Composições para circuito de video-vigilância", que além de pesquisa artística resultou em pesquisa acadêmica, com minha tese de Mestrado defendida na ECO/UFRJ em 2009.
Realizei com o músico David Cole algumas performances utilizando CFTVs na Caixa Cultural, no Glaucio Gil, no Circo Voador, no Oi Futuro. Contudo estava claro que não tínhamos tido tempo para desenvolver uma dramaturgia, um trabalho de corpo, de ator. Acabava que a montagem das câmeras e da mesa de mixagem consumia todo o trabalho.
Re encontrei a Dani Lima em processos de trabalho de outros colegas e nos aproximamos, com o interesse comum de despertar o olhar para uma poética do cotidiano, de percepção das potências estéticas do dia-a-dia, de entendimento do ordinário como matéria do trabalho. O primeiro fruto do nosso encontro foi seu espetáculo "Pequeno Inventário de Lugares Comuns". Tempo e movimento são elementos chave para o cinema e para a dança. É interessante quando experimentamos juntas nestes campos, cada uma com as ferramentas de que dispõe - na dança o corpo, no cinema a montagem - para produzir estranhamentos, deslocamentos e revelações sobre o tempo e o movimento cotidianos.
Ali começamos a gestar a "Coreografia". Neste projeto estamos tendo a oportunidade de sistematizar o trabalho: mapeamos, revisamos, observamos, produzimos. O olhar de cima, ponto de vista privilegiado - olho de deus, olho que tudo vê - nos ajuda a visualizar os padrões de chão, a topografia, nos leva para outro lugar que nos permite ver de fora, aquilo que de dentro nem enxergamos mais. O paisagismo do Largo é Burle Marx, ninguém se lembra disso! Com a estratégia do circuito de video acessamos o espaço publico, estamos dentro do cotidiano, enfim, as coisas parecem se encaixar.
2) O processo deste novo trabalho parece reavaliar a questão do público: a intervenção urbana que faz com que performers e platéia estejam misturados. Os performers, por sua vez, executam ações a partir de uma observação prévia dos pedestres (a partir do mapeamento do Largo). Vocês poderiam falar um pouco mais sobre essa relação entre espaço fechado (teatro) - espaço público?
O público na verdade tem várias formas de assistir ao espetáculo: seja na praça ao nivel do chão em meio aos performers; seja no café do Oi Futuro, onde faremos uma mixagem ao vivo das imagens e sons; seja pelo streaming na internet. A discussão sobre a ocupação do espaço público é fundamental. Um espaço que é ocupado pela lógica do comércio - outdoors, banners etc - pela indústria da segurança - grades, câmeras de vigilância, alarmes - e onde as manifestações artísticas encontram cada vez mais restrições. Ocupar o Largo com a Coreografia é uma forma de afirmar a rua como espaço de experimentação, valorizando a experiência cotidiana e a construção do comum, da comunidade como potência.
3) O "cinema ao vivo" é uma linguagem que está em plena efervescência. Quais são os elos e diálogos entre este novo gênero e a forma cinema tradicional, a videoarte e o cinema experimental?
Nos primeiros anos do cinema, quando ainda não havia uma codificação estabelecida para a linguagem, as vanguardas russas já afirmavam a máxima : "cinema é montagem". Na explosão dos novos cinemas dos anos 60, JLG afirmava não se preocupar em filmar as coisas, mas o que está entre elas. Esta idéia de imagem-relação, de entendimento do cinema não como representação de algo dado, mas como rede de relacões entre imagens e sons que se recombinam e reconfiguram, enfim, uma idéia de processo para o cinema, o acompanha desde a sua origem. Já virou clichê dizer que o filme se faz no encontro com o público, e a videoarte explorou este lugar com obras inquietantes, aonde só há video se há espectador, ou é a própria atividade do espectador que produz imagem para ser vista (Dan Graham, Peter Campus, Bruce Nauman, entre outros) Esta idéia de imersão na obra, de relação do corpo e da presença do corpo com a imagem lançou mão muitas vezes de circuitos de video, espelhos, múltiplas projeções, parangolés. As experiências de Live Cinema hoje são, de certa forma, herdeiras destas correntes que sempre correram paralelas ao cinema "tradicional", clássico narrativo, pautado por lógicas de causalidade. A possibilidade de "navegação" pelas imagens, uma maneira muito contemporânea de acessar os conteúdos, vai sendo facilitada pelas novas tecnologias, sem dúvida, mas suas raízes estão bem antes, acredito que na gênese mesmo do cinema.
4) Como está sendo o processo de construção deste novo espetáculo? (especificamente em relação à dramaturgia)
Está sendo uma loucura! Obra aberta e em processo!
Thursday, 12 August 2010
Avançando a reflexão
Muitas questões éticas sobre a obra no espaço público.
É muito diferente fazer este trabalho dentro de um espaço fechado como a Caixa Cultural, o Circo Voador, ou a ECO, de realizá-lo no meio do caos do espaço aberto do Largo do Machado.
Me parece que a questão da vigilância sobre o espaço público, do monitoramento das ações, dos transeuntes e do televisionamento disto tem que ser muito mais problematizada e em um grau bem mais depurado do que o simples ato performático, estético, e mesmo brincalhão onde me situei até aqui.
Assim como os comerciantes estão colocando suas câmeras, nós, artistas, estamos colocando nossas câmeras.
O discurso dos comerciantes é claro: "não pegue as mercadorias sem pagar pois estamos de olho em você"
O discurso dos condomínios fechados é claro "só entre aqui após se identificar e se for autorizada a sua entrada"
E o nosso?
O Alex Cassal, certeiro, pergunta via e-mail (reproduzo trechos):
Estas propostas "invisíveis" que interferem com os passantes tem que ser colocadas sob uma perspectiva ética. As pessoas estão ali vivendo as suas próprias vidas, com suas preocupações e necessidades, e não se ofereceram para participar como figurantes em um trabalho de arte. Não falo de direito de imagem, mas em usar pessoas sem lhes dar nada em troca, sem lhes dar a opção de não participar da cena. No fim das contas, é a mesma lógica utilitarista das pegadinhas televisivas, do telemarketing e dos paparazzis.
Em termos de sustentabilidade, o que este trabalho está devolvendo ao meio-ambiente, o que ele oferece às pessoas que participam dele sem saber?
Marquei domingo um encontro com a Beth Formaggini, cabeça incrível, que já trabalhou com TVs comunitárias e viu no nosso projeto uma forma de mobilização da comunidade, vamos pensar algo mais potente para nossa dramaturgia...
Marquei para terça feira um teste com câmera IP, finalmente, eu já estava aflita deste aspecto técnico fundamental estar relegado a segundo plano, diante de tantas questãs!
É muito diferente fazer este trabalho dentro de um espaço fechado como a Caixa Cultural, o Circo Voador, ou a ECO, de realizá-lo no meio do caos do espaço aberto do Largo do Machado.
Me parece que a questão da vigilância sobre o espaço público, do monitoramento das ações, dos transeuntes e do televisionamento disto tem que ser muito mais problematizada e em um grau bem mais depurado do que o simples ato performático, estético, e mesmo brincalhão onde me situei até aqui.
Assim como os comerciantes estão colocando suas câmeras, nós, artistas, estamos colocando nossas câmeras.
O discurso dos comerciantes é claro: "não pegue as mercadorias sem pagar pois estamos de olho em você"
O discurso dos condomínios fechados é claro "só entre aqui após se identificar e se for autorizada a sua entrada"
E o nosso?
O Alex Cassal, certeiro, pergunta via e-mail (reproduzo trechos):
Estas propostas "invisíveis" que interferem com os passantes tem que ser colocadas sob uma perspectiva ética. As pessoas estão ali vivendo as suas próprias vidas, com suas preocupações e necessidades, e não se ofereceram para participar como figurantes em um trabalho de arte. Não falo de direito de imagem, mas em usar pessoas sem lhes dar nada em troca, sem lhes dar a opção de não participar da cena. No fim das contas, é a mesma lógica utilitarista das pegadinhas televisivas, do telemarketing e dos paparazzis.
Em termos de sustentabilidade, o que este trabalho está devolvendo ao meio-ambiente, o que ele oferece às pessoas que participam dele sem saber?
Marquei domingo um encontro com a Beth Formaggini, cabeça incrível, que já trabalhou com TVs comunitárias e viu no nosso projeto uma forma de mobilização da comunidade, vamos pensar algo mais potente para nossa dramaturgia...
Marquei para terça feira um teste com câmera IP, finalmente, eu já estava aflita deste aspecto técnico fundamental estar relegado a segundo plano, diante de tantas questãs!
Thursday, 28 January 2010
about my angle
Correspondência intensa com Manu Luskch sobre o foco do meu trabalho.
Manu provoca com algumas questões após ler a proposta que eu e Dani enviamos a Leipzig.
No debate me vi de certa forma seduzida pelo aparato da vídeo-vigilância...
o desejo e o
fetiche
(talvez pelo projeto para a Forum mais ainda ... ou a câmera axis que produz imagens térmicas cujo video promocional pode ser visto no final desta postagem)
O fato é que, em minha prática artística, estou cada vez mais desenhando e projetando estes sistemas - e não necessariamente me colocando criticamente diante deles...
No artigo que proponho ao Mexico faço uma análise crítica de como os CFTV's são utilizados no RJ não como uma prática de controle social exercido por um Estado de maneira uniforme com todos os cidadãos (caso de Londres), mas como se adequa a interesses de diferentes discursos securitários - Policia, Milicia, Traficantes, Classes Média e Alta.
Desafio: realizar um trabalho artístico / crítico a partir desta reflexão teórica?
Manu provoca com algumas questões após ler a proposta que eu e Dani enviamos a Leipzig.
No debate me vi de certa forma seduzida pelo aparato da vídeo-vigilância...
o desejo e o
(talvez pelo projeto para a Forum mais ainda ... ou a câmera axis que produz imagens térmicas cujo video promocional pode ser visto no final desta postagem)
O fato é que, em minha prática artística, estou cada vez mais desenhando e projetando estes sistemas - e não necessariamente me colocando criticamente diante deles...
No artigo que proponho ao Mexico faço uma análise crítica de como os CFTV's são utilizados no RJ não como uma prática de controle social exercido por um Estado de maneira uniforme com todos os cidadãos (caso de Londres), mas como se adequa a interesses de diferentes discursos securitários - Policia, Milicia, Traficantes, Classes Média e Alta.
Desafio: realizar um trabalho artístico / crítico a partir desta reflexão teórica?
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Tuesday, 14 July 2009
april
choreography for pedestrians, buildings and pigeons - 2 weeks workshop to prepare a choreography in real time in a public space. presented also as a live cinema performance, to be seen in a viewing area (can be a theatre, a gallery or a museum).
in colaboration with dani lima
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Wednesday, 8 July 2009
mix brasil 2000
Preparing the Classes for the Dance Festival and thinking about the proposal to London at the same.
Chelsea
Camberwell
Wimbledon
Laban Centre
London Contemporary Dance School
Chelsea
Camberwell
Wimbledon
Laban Centre
London Contemporary Dance School
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