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Saturday, 21 April 2012

refs


é muito bonito o trabalho do vjsuave
vem de encontro ao micro cinema de meio-fio
micro projeções como micro climas
se infiltrando na pele da cidade
traçando uma teia filme-cidade.

ideias para desenvolver com moana em junho. cine-sarjeta
muito forte a intervenção da moana na manif. anti comemoração do golpe.

Thursday, 19 May 2011

18/05

introdução : outros cinemas : instalação - performance - intervenção
o dispositivo clássico : câmara escura, ótica geométrica, perspectiva central
tópicos
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, imagem.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.
1.5 Nossas respostas a estas questões
instalação
Sala escura.
Espectador imóvel (passivo?)
Projetor atrás e tela na frente.
Herança do palco italiano : 4ª. Parede
Espaço tempo newtoniano – contiguidade continuidade. Base da linguagem. É isso?
decomposição do movimento
decomposição do tempo
espectador/ obra
Escala: portabilidade x monumentalidade.
Oferta: escassez x excesso
Regime: visibilidade x invisibilidade
Esfera: pública x privada.
Experiência: coletiva x individual

corpo
uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade tátil, corpórea; e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista
projeção trompe-oeil
Peter Campus
Bill Viola

chaves
O discurso da opacidade e da transparencia se volta para a materialidade do suporte
Imagem como paisagem em lugar de representação - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira (uma imagem onde se pode habitar)
Imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista - imanência em lugar de transcendência - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem;
Espaços de habitação de troca – neste sentido arte política que pensa o comum – verdadeiro sentido da estética
Retrabalhar estruturas
Repensar a ambientação/ apresentacão da imagem - espacialização/ arquitetura.
Ambientação sonora e cenográfica

Arte Relacional
Lozano-Hemmer
Olafur Eliasson

Bases
Arte e Vida. Estética relacional.
Representacão x apropriação > criação > ressignificação
Implodir o cubo branco – a caixa preta – a câmara escura.
De que é feito o cinema? Uma pergunta que se estende de sua natureza maquínica, arquitetural, física, até os agenciamentos que põe em marcha nos espaços em que acontece
Máquina de decomposição do movimento/tempo
Percepcão?
Captação/ Registro como ruído
Interferência
Tempestades de imagens

Performance
Celebrar a dúvida e a instabilidade com relacão às fronteiras entre suportes e categorias artes plásticas/ cinema/ instalação
Pensar o espaço de projeção como um espaço de criação – experiência e experimentação
O olhar como um ato complexo
Perturbar as coordenadas da experiência sensível do mundo

Space is process
reconfigurar nossa relação com o espaço
fazer diferença
não tanto como fazemos mas porque fazemos
response hability
agenciando com a cidade
como se cria um espaço público - o quê significa público
Coletivo?
o espaço não é um container onde se podem colocar coisas dentro


textos ref:
DUGUET, Anne-Marie. Dispositivos. In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.
BOISSIER, Jean-Louis. A imagem-relação In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.

Sunday, 15 May 2011

Outros cinemas: instalação, performance, intervenção


Oficina prática e teórica que propõe o cruzamento entre linguagens, explorando novas formas e arquiteturas para o audiovisual

A partir da análise de uma seleção de trabalhos de cineastas e artistas contemporâneos o curso apresenta uma nova abordagem para a experiência audiovisual além do dispositivo clássico da sala escura de projeção.
Ao longo do curso o grupo será orientado no desenvolvimento de criações próprias, que respondam aos conceitos levantados e interpretem ferramentas como vídeo instalação, performance e intervenção, explorando formas pictóricas e escultóricas que colocam em cena o próprio cinema.

08 encontros – 1 vez por semana às 4a.s feiras - informações - http://www.escoladarcyribeiro.org.br/




Ementa

18/05 – 1. Introdução. Apresentação da proposta do curso. Exibição de trabalhos de diferentes períodos da historia do cinema e das artes visuais que contribuem para a reflexão sobre o cruzamento entre os campos da produção de imagens na instalação, na performance e na intervenção.
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, monitor.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.

25/05 – 2. Poéticas do espaço Experimentando a arquitetura da projeção – o filme-objeto e a materialidade do suporte. Mudanças na percepção do espaço a partir da relação com filmes/vídeos. Circuito de vídeo e espacialização do olhar. (Chris Marker, Agnes Varga, Douglas Gordon, Dan Graham, Bil Viola, Bruce Nauman etc)

01/06 – 3. Corpo e presença Performance e cinema: construção do filme a partir da presença do espectador-ator-autor : embaralhamento e troca de papeis. Estudos do corpo. Cinema e cena: dança, teatro. Riscos do acaso. (Neville de Almeida, Helio Oiticica, Cao Guimarães, Bruno Vianna, Christianne Jatahy etc)

08/06 – 4. Observação, ocupação, significação. Intervenção em espaços públicos e privados. Videomapping, projeções em larga escala, projeções em lugares precários. Projeções de filmes/ videos como formas de territorialização. (Rafael Lozano-Hemmer, Lucas Bambozzi, Michele Teran etc)

15/06 – 5. Prática. Propostas dos alunos para ocupação da escola e entorno a partir das estratégias estudadas. Mapeamento do espaço com câmeras. Cartografias. Divisão por grupos de trabalho.

22/06 – 6. Prática. Captações, testes e preparação dos projetos. Edição de materiais (possivelmente em dia extra)

29/06 – 7. Prática. Montagem e Apresentação pública dos projetos.

06/06 – 8. Conclusão. Avaliação/ revisão do processo.

Bibliografia básica:
BAMBOZZI, Lucas (Org). Mediação, tecnologia e espaço público: panorama crítico da arte em mídias móveis. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2010.
BOGART, Anne. A Director prepares: seven essays on art and theatre. London: Routledge, 2001.
DUBOIS, Philippe. Cinema, vídeo, Godard. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
DUGUET, Anne Marie. Déjouer l’image: créations électroniques et numériques.
Paris: CNAP et Éditions Jacqueline Chambon, 2002.
MACIEL, Kátia (Org) Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2009.
MACHADO, Arlindo. Pré-Cinemas & Pós-Cinemas. Campinas : Papirus, 1997.
RUSH, Michel. Novas mídias na arte conteporânea. São Paulo: Martins Fontes, 2006
YOUNGBLODD, Gene. Expanded Cinema. NY: E.P. Dutton & CO., Inc, 1970

Monday, 13 December 2010

Apontamentos de Live Cinema #1

Terra Nova: Sinfonia Antártica - DJ Spooky

O artista se apresenta no centro do palco, acompanhado por uma pianista à esquerda e um trio de cordas à direita. Suspensas, formando um angulo de 90 º atrás dos músicos, duas grandes telas.

As relações que se estabelecem entre estas telas são tão ou mais interessantes do que as imagens que exibem. Torna-se uma música à parte, ou uma dança, as dinâmicas que se criam nestas relações possíveis, que oscilam entre contraposição e contigüidade.

As telas hora se espelham, como em uma pintura produzida por um jato de tinta que jorra em direções opostas a partir de um mesmo centro; hora se duplicam, criando um efeito de redundância, onde um padrão se repete, aqui e ali; hora se complementam, exibindo fragmentos de uma única imagem que começa em uma e continua na outra.

Imagens de paisagens da Antártida, blocos imensos de gelo, placas que deslizam a um só tempo pesadas e leves sucedem-se ao som de uma música que soa quase romântica. As cordas atacam e silenciam, e quando voltam a preencher a sala não são os músicos que tocam, mas o DJ, que reproduz uma gravação do som que acabamos de ouvir, agora processado, manipulado, reinterpretado. Impressionante.

Um voil em primeiro plano sobe e desce marcando o início de cada ato da peça, e colabora com a criação de uma profundidade construída por planos bidimensionais, que se sobrepõem criando uma imagem sólida, mas frágil, como um bloco de gelo.

A imagem na tela se apresenta como um plano, uma malha de pontos, que se torce e coloca em perspectiva, um plano bidimensional que navega por um universo tridimensional, em camadas, mil folhas de cinema.

Por fim, lindas imagens documentais de expedições realizadas no continente em tempos distantes; pioneiros russos, chineses, americanos. Disputas em torno do território, discussões políticas, geográficas, ambientais. Mil folhas de cinema.

Espetáculo denso, belo e complexo.

Sunday, 17 October 2010

COREOGRAFIA PARA PREDIOS, PEDESTRES E POMBOS

intervenção_urbana live_streaming video_instalação cinema_ao_vivo

De 28 de Outubro a 13 de Novembro

quintas e sextas às 17 hs
sábados às 11:30 hs e 13:30 hs

Oi Futuro Flamengo 8º piso e Largo do Machado


Durante três meses onze bailarinos e uma equipe de pesquisa e gravação ocuparam o Largo do Machado com uma série de intervenções coreográficas camufladas.

Quatro câmeras foram instaladas no alto de edifícios que circundam a praça, produzindo, com suas vistas topográficas e seu olhar vigilante, imagens nas quais os bailarinos misturam-se aos pedestres, confundindo a distinção entre quem está “atuando” e quem está “vivendo”.

O material gravado, além de documentar um processo de criação ao longo do tempo, constitui um imenso banco de imagens do cotidiano do bairro.

Desta experiência de ocupação resulta um espetáculo que mistura dança e cotidiano, imagens gravadas e imagens em tempo real.

O material é editado, sonorizado e projetado em uma performance de “cinema ao vivo”.

O espectador pode escolher entre assistir a esta performance no 8º piso do Oi Futuro, ou através de live streaming na internet - ou ainda sair à procura das intervenções ao vivo no Largo do Machado.

Tuesday, 28 September 2010

No TEMPO FESTIVAL



1) Em "Coreografia para prédios, pedestres e pombos" vocês propõem um formato singular e híbrido, que mescla as linguagens da dança e do "cinema ao vivo"(este último muito pautado pelas novas tecnologias). Quais são as possíveis relações entre dança e cinema ao vivo, como vocês as investigam? Quais são os desafios em apostar em uma linguagem híbrida?

Comecei a trabalhar com cinema ao vivo em 2008. Já fiz documentários e curtas, mas nunca tinha experimentado o formato ao vivo além das transmissões comerciais de televisão. Minha aproximação com os circuitos de vídeo veio por uma inquietação com a presença silenciosa e avassaladora das câmeras de vigilância, uma espreita constante a qual estamos submetidos cada vez mais nos espaços pelos quais circulamos nas cidades. De que forma poderiamos aproveitar esta ideia disseminada do panoptico para criar videos, não com o objetivo de "vigiar e punir", mas produzindo uma especie de pan cinema permanente, para parafrasear o titulo do filme do Carlos Nader?
Descobri que existem muitos artistas, sobretudo na Inglaterra, trabalhando com imagens de vigilância e CFTVs, que captam, ininterruptamente, ao vivo, todos os dias, os fluxos nas cidades. E comecei a fazer as "Composições para circuito de video-vigilância", que além de pesquisa artística resultou em pesquisa acadêmica, com minha tese de Mestrado defendida na ECO/UFRJ em 2009.
Realizei com o músico David Cole algumas performances utilizando CFTVs na Caixa Cultural, no Glaucio Gil, no Circo Voador, no Oi Futuro. Contudo estava claro que não tínhamos tido tempo para desenvolver uma dramaturgia, um trabalho de corpo, de ator. Acabava que a montagem das câmeras e da mesa de mixagem consumia todo o trabalho.
Re encontrei a Dani Lima em processos de trabalho de outros colegas e nos aproximamos, com o interesse comum de despertar o olhar para uma poética do cotidiano, de percepção das potências estéticas do dia-a-dia, de entendimento do ordinário como matéria do trabalho. O primeiro fruto do nosso encontro foi seu espetáculo "Pequeno Inventário de Lugares Comuns". Tempo e movimento são elementos chave para o cinema e para a dança. É interessante quando experimentamos juntas nestes campos, cada uma com as ferramentas de que dispõe - na dança o corpo, no cinema a montagem - para produzir estranhamentos, deslocamentos e revelações sobre o tempo e o movimento cotidianos.
Ali começamos a gestar a "Coreografia". Neste projeto estamos tendo a oportunidade de sistematizar o trabalho: mapeamos, revisamos, observamos, produzimos. O olhar de cima, ponto de vista privilegiado - olho de deus, olho que tudo vê - nos ajuda a visualizar os padrões de chão, a topografia, nos leva para outro lugar que nos permite ver de fora, aquilo que de dentro nem enxergamos mais. O paisagismo do Largo é Burle Marx, ninguém se lembra disso! Com a estratégia do circuito de video acessamos o espaço publico, estamos dentro do cotidiano, enfim, as coisas parecem se encaixar.

2) O processo deste novo trabalho parece reavaliar a questão do público: a intervenção urbana que faz com que performers e platéia estejam misturados. Os performers, por sua vez, executam ações a partir de uma observação prévia dos pedestres (a partir do mapeamento do Largo). Vocês poderiam falar um pouco mais sobre essa relação entre espaço fechado (teatro) - espaço público?

O público na verdade tem várias formas de assistir ao espetáculo: seja na praça ao nivel do chão em meio aos performers; seja no café do Oi Futuro, onde faremos uma mixagem ao vivo das imagens e sons; seja pelo streaming na internet. A discussão sobre a ocupação do espaço público é fundamental. Um espaço que é ocupado pela lógica do comércio - outdoors, banners etc - pela indústria da segurança - grades, câmeras de vigilância, alarmes - e onde as manifestações artísticas encontram cada vez mais restrições. Ocupar o Largo com a Coreografia é uma forma de afirmar a rua como espaço de experimentação, valorizando a experiência cotidiana e a construção do comum, da comunidade como potência.

3) O "cinema ao vivo" é uma linguagem que está em plena efervescência. Quais são os elos e diálogos entre este novo gênero e a forma cinema tradicional, a videoarte e o cinema experimental?

Nos primeiros anos do cinema, quando ainda não havia uma codificação estabelecida para a linguagem, as vanguardas russas já afirmavam a máxima : "cinema é montagem". Na explosão dos novos cinemas dos anos 60, JLG afirmava não se preocupar em filmar as coisas, mas o que está entre elas. Esta idéia de imagem-relação, de entendimento do cinema não como representação de algo dado, mas como rede de relacões entre imagens e sons que se recombinam e reconfiguram, enfim, uma idéia de processo para o cinema, o acompanha desde a sua origem. Já virou clichê dizer que o filme se faz no encontro com o público, e a videoarte explorou este lugar com obras inquietantes, aonde só há video se há espectador, ou é a própria atividade do espectador que produz imagem para ser vista (Dan Graham, Peter Campus, Bruce Nauman, entre outros) Esta idéia de imersão na obra, de relação do corpo e da presença do corpo com a imagem lançou mão muitas vezes de circuitos de video, espelhos, múltiplas projeções, parangolés. As experiências de Live Cinema hoje são, de certa forma, herdeiras destas correntes que sempre correram paralelas ao cinema "tradicional", clássico narrativo, pautado por lógicas de causalidade. A possibilidade de "navegação" pelas imagens, uma maneira muito contemporânea de acessar os conteúdos, vai sendo facilitada pelas novas tecnologias, sem dúvida, mas suas raízes estão bem antes, acredito que na gênese mesmo do cinema.


4) Como está sendo o processo de construção deste novo espetáculo? (especificamente em relação à dramaturgia)

Está sendo uma loucura! Obra aberta e em processo!

Tuesday, 10 August 2010

Back to Bahia

Webcam Rua das Laranjeiras, altura da Rua Soares Cabral - Rio de Janeiro, Brasil - South America, Brazil, FlamengoFlamengo
Este blog tem estado bastante irregular, por conta da criação de um novo espaço para publicação dos trabalhos em andamento. Mas aos poucos vou voltar a compartilhar também aqui os avanços da pesquisa, que não é restrita a um projeto específico mas se espalha por ações diversas - entre elas o projeto de doutorado, o programa de curso do NAVE e eventualmente da UFF, cursos livres e outros bichos.
Após a intensidade da Oficina no FBCU, cujos resultados estou uploading no youtube aos poucos, neste final de semana me volto para o evento que acontece no Parque das Ruínas, o VideoAtaq, uma série de performances audiovisuais, oficinas e palestras sobre práticas de cinema ao vivo. Excelente oportunidade para entrar em contato com os softwares Monul8 e Isadora, próximo passo a ser galgado.
Em breve compartilho aqui tb gravação feita pela caneta espiã da Ana Pi, moça interessantíssima que conheci ontem aqui no Rio.

Tuesday, 13 July 2010

Sunday, 6 June 2010

Surveillance and Society

Está no ar a nova edição da revista acadêmica de estudos de vigilância, Surveillance and Society, dedicada a Performance and New Media.
Além do meu paper sobre as experiências com as Composições para circuito de vídeo-vigilância, uma entrevista com a canadense Michelle Teran e um paper da arquiteta mineira Renata Marquez, entre outros, oferecem vasto material para pesquisa e reflexão sobre os cruzamentos possíveis entre estéticas da vigilância, videoarte, video instalação e ativismo.
Genial.

Wednesday, 28 April 2010

estética da vigilância



documentação do trabalho da milena, que ainda não conheci pessoalmente, mas com quem venho trocando algumas figurinhas.

Monday, 26 April 2010

corte seco is back again

corte seco de volta aos palcos do rio
o teatro de arena do planetário é pequeno



as dimensões do teatro são diminutas, e a peça pede espaçamento, espacializações, diagonais, diagramas, etc.

ali apertado o corte ainda está achando o seu tamanho, tá meio alice, mas é bom, é vivo, hj a chris entrou em cena, o du desobedeceu, foi louco, intenso, bom.

queria que as tvs pudessem ser menores, os totens tb, e fiquei arrasada com o que fizeram com os cabos, enfim, amém...

Saturday, 6 February 2010

no reverse angle


mudei o eixo de uma das câmeras do corredor. ambas ficaram do mesmo lado, no reverse angle.
o personagem sai de uma câmera e entra em cena em outra > próxima.

o ponto cego foi eliminado pela perspectiva > bom.

Tuesday, 17 November 2009

Experiências Teatrais e Espaços Televisionados

Inicio minha apresentação no ABCiber mostrando algumas imagens de trabalhos de live cinema que realizei, nos quais técnicas de improvisação de teatro e dança nortearam as criações com circuitos de vídeo em espaços públicos.

Em seguida apresento algumas imagens do trabalho que estou desenvolvendo atualmente, no qual, inversamente, é a cena de teatro que está sendo contaminada pela presença do circuito de vídeo, incorporado ao palco.

As composições para circuito de vídeo-vigilância consistiram em uma série de performances de cinema ao vivo que apresentei no Rio em 2008, em 4 ocasiões distintas. Embora fossem realizadas em locais diferentes, todas partiam de um mapeamento físico do espaço, integrando a geometria e a geografia deste espaço à proposta. As imagens captadas pelas câmeras eram ligadas a uma mesa de corte instalada na sala de projeção, e ao espectador cabia decidir se as assistiria por meio da edição efetuada ao vivo pelo operador/vigia (em cena abaixo da tela de cinema) ou se adentraria o circuito de imagens percorrendo o espaço vigiado.
Este estudo de formas de ocupação cênica das zonas vídeo-vigiadas foi empreendido por um coletivo de colaboradores, entre alunos, técnicos e atores, e se pautou pelo levantamento dos fluxos de movimento, dos comportamentos habituais, e das práticas cotidianas observadas nos locais sob vigilância. As relações espaciais dos corpos com este espaço e a possibilidade da criação de micro narrativas convivendo nos ambientes vigiados – trabalhamos com no mínimo 4 câmeras distribuídas no entorno da sala de projeção – orientaram os trabalhos.

Estas formas de ocupação do espaço foram construídas a partir de técnicas de improvisação teatral e de dança, onde buscamos produzir acordos coletivos em consonância com o que acontece no ambiente aonde a performance se dá – não circunscrito a um palco ou espaço de espetáculo, mas acontecendo em espaços públicos e de circulação.

Como resultado foram desenvolvidos, junto ao grupo de performers, repertórios de ações, produzindo relações de espelhamento, perturbação, repetição, fantasia, banalidade, risco, riso, entre tantas outras possibilidades, ampliando a percepção da imagem de vigilância para além das esferas policiais, do marketing e do reality show.

Embora a intenção inicial do trabalho fosse trabalhar uma estética de vigilância, com seus tempos mortos em diálogo com o conceito de imagem-tempo de Deleuze, em diversos momentos prevaleceu uma lógica espetacular na produção de movimentos e sentidos, e a busca por uma poética do cotidiano se fragilizou.

A pesquisa desdobrou-se então por outros caminhos, não mais necessariamente com imagens sendo geradas ao vivo.

Jogo dos 7 erros, trabalho desenvolvido a partir de uma oficina do Dança em Foco, é o primeiro trabalho produzido nesta virada.

Pane na temporalidade da imagem: ela é sempre agora-e-antes: ao vivo impossível! pista para trabalhar c/ hierarquias temporais alteradas.

A questão fundamental é que a imagem, seja na tela ou no monitor, é um lugar irremediável de ficção > sobretudo quando se quer “ao vivo”

O lugar da imagem: é não-aqui, mesmo sendo aqui. Quando se enquadra o espaço, a imagem surge como um outro, como estranha.

a realidade ganha um status de estranheza pela imagem > mise-en-scène como mise-en-doute #Comolli

Estas questões me levam hoje a investir mais em técnicas cênicas do que cinematográficas e aí a situação se inverte: a cena não está dentro do monitor, é o monitor que está dentro da cena. Mas a cena está dentro do monitor também, então a pesquisa entra em espiral.

Corte-Seco

A imagem não como espaço da encenação; a imagem no centro da encenação. Jogo entre o proscênio e o que está fora da cena > ob-sceno.

A presença do monitor/ tela em cena : o que ativa? Aonde está o foco da atenção? Para onde olhar? Qual a necessidade da imagem? Saturação?

Wednesday, 14 October 2009

II Mostra Live Cinema

A Mostra Live Cinema publicou hoje a lista de 12 performances selecionadas para sua segunda edição, entre 80 inscritos, um recorde. O cineasta Beto Brant figura com uma versão de seu longa metragem “O amor segundo B. Schianberg” modo mixagem ao vivo, fiquei curiosa. Além dele Bruno Vianna apresenta nosso Ressaca e Alexandre Carvalho o projeto Fluidos.
Gostaria imensamente de acompanhar as sessões, Marcia e duVa são grandes promotores do cinema ao vivo por aqui e foi graças a pilha deles que me lancei neste universo.
Resolvi, aos 45 do segundo tempo enviar uma proposta, intitulada composição para cinema e serrote, que não foi escolhida, mas acabei de reler e acho-a bem simpática. Publico aqui, quem sabe não aparece alguém interessado em bancar uma apresentação off-mostra?

COMPOSICAO PARA CINEMA E SERROTE
Peça de Cinema ao vivo para três projetores DLP de 6.000 Ansi Lumens
18 minutos de duração

Sinopse
Durante a projeção de uma remixagem do clássico de Charlie Chaplin “Behind the Screen” (1916), Carlitos deixa o filme e invade a cena.
Roteiro
As telas são ordenadas em um painel tríptico, como em Napoleón de Abel Gance (1927), formando um panorama.
As imagens projetadas nas três telas compõe uma remixagem do filme “Behind the screen” de Charlie Chaplin, mas sem a preocupação de reconstituir o enredo do curta. Criando loops a partir de cenas pré-selecionadas esta mixagem vai trabalhar padrões de movimento, repetições, delays e outras experiências temporais, produzindo antes sensações do que encadeamento causal.
O som que acompanha esta projeção é composto por uma combinação de gravações de ruídos de trabalho com ferramentas manuais – serrotes, martelos, chaves de fenda – e operação de máquinas de manivela e corda, produzindo um tipo de música a partir de paisagem sonora semelhante a que Björk faz com a fábrica de Dançando no Escuro (2000).



Após 7 minutos de projeção, um ator, Fernando Alves Pinto, aparece por detrás de uma das telas, “deixando” o filme para estar ao vivo no palco. As imagens nas telas mudam uma a uma para imagens captadas ao vivo do ator no palco. A paisagem sonora vai aos poucos silenciando, dando lugar ao som direto da cena. Ele traz consigo um serrote e uma caixa de ferramentas. Ele abre a caixa de ferramentas e tira um microfone e um arco.
Inesperadamente ele faz do serrote um instrumento musical, tocando-o com arco de violino.
Três câmeras diferentes registram este momento e isto é projetado nos telões.
Ao final de 7 minutos de performance, ele volta pra dentro do filme, indo para trás de uma das telas.
Novamente o padrão de imagens da mixagem visual se altera, e a projeção remixa imagens da presença recente do ator no palco com imagens do filme de 1916. O som do serrote, ainda microfonado mas fora de cena, mescla-se aos sons de trabalho.

Resultados que espera-se obter com a obra proposta
Podemos estabelecer paralelos interessantes entre o “cinema dos primeiros tempos” e as mídias contemporâneas. Ambos situam-se em um terreno aonde a experiência do espectador é mais importante do que a organização em forma de narrativa, podendo ser definidos mais pelas sensações despertadas na platéia do que pela lógica narrativa clássica.
O chamado cinema dos primeiros tempos (1895-1908) era um cinema espetacular, um tipo de experiência visual oferecida em parques de diversões e feiras, com o intuito de maravilhar o espectador dos vaudevilles.
O filme realizado por Chaplin em 1916 encontra-se em um momento de passagem deste cinema de atrações para um cinema narrativo, que configurou-se como o padrão clássico dominante.
Ao nos apropriarmos de “Behind the Screen”, apresentando-o em uma configuração que privilegia o burlesco, o naïf, o fantástico e a trucagem, esperamos estabelecer um diálogo entre uma prática contemporânea de cinema ao vivo e a tradição de pioneiros como Georges Méliès.

Audio
Mesa de 16 canais
Microfone Shure SM 58
PA + 1 monitor de retorno
Laptop com arquivos sonoros variados – gravar martelo, prego, som de obra, som de construção.
Video
Tres projetores 6 mil Ansilumens
Tres telas dispostas uma ao lado da outra
Mixer de imagens 4 canais
3 cameras instaladas no palco
Laptop com loops de cenas do filme “Behind the Screen”

Obs
Precisaremos iluminar o ator no palco
Três projeções diferentes – delay? Três saídas independentes para cada uma.
O projeto é inédito

Thursday, 17 September 2009

diferença e repetição

O Luis duVa, que junto com Marcia Derraik é um dos idealizadores da Mostra Live Cinema, me apresentou ao trabalho do Alexandre Carvalho, “Fluidos”, que será exibido na Mostra Novos Rumos do Festival do Rio juntamente com o longa da Christiane Jatahy, “A falta que nos move”, entre outros títulos. Estou bastante curiosa para assistir a ambos, experiências radicais de encenação audiovisual em tempo real, cada um à sua maneira. O trabalho da Chris ainda terei a oportunidade de comentar por aqui, no momento me atenho ao projeto de Alexandre.

A interessante proposta de Alexandre possui, como duVa sugere, alguns pontos em comum com o trabalho que eu apresentei na Mostra Live Cinema do ano passado, Cabine de Pensamentos, sobretudo no que se refere à utilização de um sistema de televisão para transmissão de imagens ao vivo para uma sala de cinema. Me agrada bastante a idéia de que o filme só existe no momento da projeção e não está capturado por nenhum suporte, o que o aproxima do teatro e o coloca sob o risco do real – espaço e tempo.

Outro aspecto comum e a meu ver determinante em “Fluidos”: trata-se de uma intervenção urbana. Não é só o tempo 'ao vivo' que está em jogo. É um cinema que ocupa um espaço geográfico – e herziano - determinado, e como o próprio diretor explica: é o dispositivo criado que dita as locações e o alcance da transmissão – um cinema do lugar. A preocupação do realizador de desenvolver a dramaturgia a partir de um mapeamento do cotidiano de uma região me parece um dos pontos fortes do projeto, tornando-o site specific: um cinema que territorializa, audiovisualmente, um espaço. Gosto da idéia.

Contudo, se em minha proposta de curta-metragem a intenção era desconstruir ou confrontar a linguagem do cinema narrativo por meio de sua apropriacão pelo dispositivo de vídeo-vigilância, no trabalho de Alexandre, a julgar pelo texto de apresentação em seu blog, a aposta parece ser utilizar a transmissão de televisão para fazer um longa-metragem narrativo, com inspiração no Dogma 95, como Alexandre afirma, mas afinado com uma idéia de cinema clássico : “personagens, plots, cenas, planos, cenários, figurinos, fotografia, som direto, montagem, tal qual qualquer narrativa cinematográfica.”

Interessante notar que os personagens de seu filme definem-se por sua relação com dispositivos tecnológicos, o que os situa em um imaginário contemporâneo atravessado por apelos midiáticos, o que considero uma marca particular, mas o trailer filia-se a um padrão americano de oferta de drama que eu só consigo conceber como paródia.

Outro ponto de diferença: enquanto Alexandre afirma que o naturalismo é a base de seu filme, eu me colocaria na direção inversa, uma vez que são os processos de ficcionalização que orientam a minha pesquisa.

Infelizmente não assisti às exibições ao vivo em SP, e a sessão no Rio será um playback, mas como o duVa sugere que façamos um debate sobre nossos projetos vou ter a oportunidade de conhecer melhor o "cinevivo" e tirar estas dúvidas.

Um dado que me chamou a atenção no blog do projeto foi o anúncio de “todos os direitos reservados” logo abaixo do nome da produtora ASC. Fiquei intrigada, pois, uma vez que estamos falando de uma peça que é executada em espaço público e que se afirma como aberta a interaçoes que por ventura possam ocorrer por conta desta característica, fica complicado falar em reserva de direitos , seja direito de imagem de pessoas e lugares, seja o proprio direito sobre a transmissão de televisão – em que frequencia a plataforma cinevivo opera? É paga ou pública? Pode ser captada por canal UHF?

Isto me leva a pensar o trabalho do Bruno Vianna, outro artista de cinema ao vivo que investe em um pensamento de cultura colaborativa, de copyleft, de software livre. Acredito que quando estamos falando de ocupação de espaços publicos, de expansão de novas palataformas de exibição, transmissão e colaboração devemos estar atentos a um novo pensamento para direitos, acesso e troca.

Monday, 17 August 2009

a la recherche




cabine do vigia : sala de mixagem-montagem-mash up

Saturday, 15 August 2009

less is more


O pitching no Itaú Cultural trouxe novas perspectivas para avaliação de caminhos para o trabalho.
Ao esplanar minhas idéias percebi que o foco está muito aberto. É preciso trabalhar num ajuste mais fino para a Sonata...
A sugestão da banca avaliadora - Daniela Kutschat, Eduardo de Jesus e Patricia Moran - para que eu invista mais na conceituação da cabine do vigia trouxe bons insights.

Tuesday, 28 July 2009

dossier


preparando candidaturas múltiplas, moldando a massa.

Tuesday, 14 July 2009

april


choreography for pedestrians, buildings and pigeons - 2 weeks workshop to prepare a choreography in real time in a public space. presented also as a live cinema performance, to be seen in a viewing area (can be a theatre, a gallery or a museum).

in colaboration with dani lima