
Sunday, 22 May 2011
chegando...

Thursday, 19 May 2011
18/05

Wednesday, 17 December 2008
Monday, 15 September 2008
Saturday, 13 September 2008
Toninho Malvadeza, Neto
Porque, se devemos proteger e dar segurança a uns, isto significa que há outros que estão excluídos desta 'segurança', outros que são justamente a 'ameaça' a ser contida.
Se determinamos desde já quem são estes outros, contribuímos para um desequilíbrio social que é uma bola de neve; em nome da segurança, o exército e a polícia ocupam as 'áreas de risco' trazendo justamente medo e insegurança às populações que habitam nestes locais.
Vendo o video do projeto Big Brother Bairro, para o qual me chamou a atenção a Flora, lembro-me do filme La Zona, indicado por Vinicius e comentado por Fernanda. O filme, que retrata um condomínio de luxo vigiado por um sistema de videomonitoramento - que busca justamente trazer segurança às famílias abastadas de um região dominada por favelas - mostra como a tecnologia é colocada a serviço de uma elite descompromissada com a cidadania, que perpetra formas arcaicas de opressão e injustiça.
Abaixo o video de campanha de ACM Neto. Selecionei um trecho do post do Carnet para apresentá-lo:
"O projeto tem o infeliz nome de "Big Brother Bairro" (será que ele não leu o livro nem viu o filme para entender a dimensão autoritária e opressora desse nome? Ou acha que Big Brother é apenas um reality show da Globo?) que vai vigiar, com câmeras móveis, os moradores dessas localidades (mais pobres, negros, com pouca escolaridade e que serão alvo dos olhares sempre desconfiados e curiosos)."
Thursday, 11 September 2008
hupo-keímenon
Tuesday, 19 August 2008
Mesa de Debate
Da Janela a Rede: o Espaço como Tela
20/08 – quarta – 19h30
Um debate sobre as possibilidades de expansão do audiovisual para além dos limites físicos do meio: a tela.
MEDIADOR: Luiz Duva
PARTICIPANTES:
Patrícia Moran
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, professora da ECA-USP. Na direção e criação realiza pesquisa de linguagem em diversos meios expressivos audiovisuais explorando as possibilidades de jogos entre gêneros. O seu último trabalho é o filme de longa-metragem Ponto Org rodado em fevereiro/março de 2008. Como sugere o título o trabalho é um jogo com a liberdade de grupos informais consolidada pela internet. Desenvolve há alguns anos o projeto de pesquisa intitulado A metáfora dos sentidos, sobre a poética de projeções em tempo real no geral e dos VJs em particular.
Kátia Maciel
Artista, pesquisadora e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde coordena o Núcleo de Tecnologia da Imagem. Em 2001 realizou o pós-doutorado em artes interativas na Universidade de Walles na Inglaterra. Entre os livros publicados destacamos Transcinema (contracapa 2008) Redes sensoriais (em parceria com André Parente, contracapa 2003) e O pensamento de cinema no Brasil (2000). Katia Maciel realiza filmes, vídeos e instalações e participou de exposições no Brasil, na França, na Inglaterra, no México, na Alemanha e na China.
Paola Leblanc
Cineasta. Foi premiada pelo programa Transmídia do Instituto Itaú Cultural de São Paulo em 2002, com o projeto de instalação “Sorria, você está sendo filmado”. Em 2006 desenvolveu a vídeo-instalação cenográfica “GH através do Espelho”, no Instituto Oi Futuro no Rio de Janeiro. Atualmente leciona Direção de Audiovisual na Escola de Comunicação da UFRJ, onde cursa, no Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Tecnologia da Comunicação e Estética.
Saturday, 12 July 2008
antes de dormir
filme - imagens do passado
vídeo - imagens do presente
vigilância - imagens do futuro
insight #2
filme - um fim (arquivo, dado)
vídeo - um meio (atividade pulsante eletrônica - ondas matéria viva)
Friday, 11 July 2008
Dziga Vertov

“Eu sou um cine-olho. Eu sou um construtor.
Eu te coloquei num espaço extraordinário
que não existia até este momento.
Nesse espaço tem doze paredes
que eu registrei em diversas partes do mundo.
Justapondo a visão dessas paredes e alguns detalhes
consegui dispô-las numa ordem que te agrada e edifiquei,
da forma adequada, sobre os intervalos,
uma cine-frase que é, justamente, esse espaço.
Eu, cine-olho, crio um homem muito mais perfeito
que aquele que criou Adão, crio milhares de homens
diferentes segundo desenhos distintos
e esquemas pré-estabelecidos.
Eu sou o cine-olho.
Tomo os braços de um, mais fortes e hábeis,
tomo as pernas de outro, melhor construídas e mais velozes,
a cabeça de um terceiro, mais bonita e expressiva e,
pela montagem, crio um homem novo, um homem perfeito.”
Sunday, 18 May 2008
cartesiana
(uma imagem onde se pode habitar)
imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista- imanência em lugar de transcendência
imagens de 'cinema' se referem a um passado
imagens do circuito de tv se referem a um presente - circuito ABERTO de tv - it's not closed circuit!
imagens eletrônicas são grãos de poeira - névoa de nada de haroldo de campos
mãos a obra.
Thursday, 17 April 2008
panel de contrøl
Tuesday, 22 January 2008
arcaísmos
Sunday, 2 December 2007
realidade prêt-a-porter
Dia 14 estréia em NYC, após premiadas exibições em Festivais americanos, o longa Look. O filme de Adam Rifkin é uma compilacão de imagens de videovigilância autênticas editadas com encenações realizadas diante de circuitos fechados de TV. O Diretor plantou seus atores em situações "reais" e daí extraiu o material para seu filme. Até aí seu trabalho nos lembra o de muitos outros artistas que o precedem, em especial o cineasta alemão Michel Klier, que com "Der Riese", de 1983, realiza experiência semelhante e mais recentemente a austríaca Manu Luksch e seu Faceless. A diferença do longa americano, como se pode ver pelos traillers no site do Festival Cine Vegas, é que ao contrário de trabalhos que põem em cheque a vigilância, deslocando-a de seu lugar de controle, esvaziando-a de seu potencial normativo e trazendo-a para o campo da estética - ou seja desterritorializando-a - o diretor americano parece muito certo do espaço que a vigilância ocupa e cria, deleitando-se com um voyeurismo perverso de uma ética duvidosa. A quantidade de imagens de sexo e violência chama a atenção, repetindo um padrão buscado por certo tipo de produção fílmica na qual os EEUU se reconhecem e da qual atualmente são os maiores produtores. Exatamente aquilo que o cinema industrial de entretenimento americano quer produzir: explosões, corpos mutilados, boquetes e enrabações aparecem neste filme sob o incômodo carimbo de "realidade". A pergunta "O que você faz quando as pessoas não estão olhando?" é o mote. Me parece muito pouco e muito raso abordar este tema desta forma, estranha maneira de permanecer no terreno da representação, baseado num ideal de verdade completamente problemático.
Friday, 23 November 2007
Câmera de Vigilância produz Snuff film
O assalto e execução do cabo Cláudio Xavier, de 36 anos, foi gravado por uma câmera de circuito interno de um prédio da Rua Martins Pena, na Tijuca.O fato do ocorrido ter se dado diante das lentes de um CFTV demonstra a falácia de certo discurso que supõe que a presença maciça de câmeras é garantia de segurança.
Nesta caso serviu para produzir um vídeo que quem quiser pode assitir aqui, como típico snuff film que faz de atrocidades reais entretenimento.



