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Sunday, 22 May 2011

chegando...

O primeiro encontro apontou para várias direções, muitas referências em um panorama vasto do que está por vir. Os próximos encontros devem seguir uma sistemática mais (co)ordenada - ou não.
Relendo trechos de "Acasos e criação artística" de Fayga Ostrower:
"Jamais nossa posição no espaço e nosso olhar permanecem fixos. Jamais enfocamos de uma só vez, e nitidamente, largos campos visuais, campos circunscritos por margens e estruturados por eixos centrais - nem existem na natureza -, onde todas as formas recuam de um primeiro plano para confluírem num único ponto no horizonte."
"É este o sistema da perspectiva e são estes os seus princípios. Mas nossa percepção se dá em termos completamente diferentes. Os campos visuais são fluidos e se transformam constantemente um em outro. Nesses campos, o nosso enfoque ótico, com nitidez e precisão, cobre áreas mínimas; fora da pequena região enfocada, as áreas adjacentes já se tornam vagas e as periféricas permanecem indistintas. "
"Não nos damos conta disto, porque a vista percorre incessantemente, e com uma velocidade extradordinária, áreas diversas, maiores ou menores, focalizando sempre de novo e de novo. A cada enfoque correspondem distorções e simultâneos ajustes (na transmissão dos estímulos e na decodificacão nos centros visuais)."
Ela continua, mas eu paro por aqui.

Thursday, 19 May 2011

18/05

introdução : outros cinemas : instalação - performance - intervenção
o dispositivo clássico : câmara escura, ótica geométrica, perspectiva central
tópicos
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, imagem.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.
1.5 Nossas respostas a estas questões
instalação
Sala escura.
Espectador imóvel (passivo?)
Projetor atrás e tela na frente.
Herança do palco italiano : 4ª. Parede
Espaço tempo newtoniano – contiguidade continuidade. Base da linguagem. É isso?
decomposição do movimento
decomposição do tempo
espectador/ obra
Escala: portabilidade x monumentalidade.
Oferta: escassez x excesso
Regime: visibilidade x invisibilidade
Esfera: pública x privada.
Experiência: coletiva x individual

corpo
uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade tátil, corpórea; e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista
projeção trompe-oeil
Peter Campus
Bill Viola

chaves
O discurso da opacidade e da transparencia se volta para a materialidade do suporte
Imagem como paisagem em lugar de representação - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira (uma imagem onde se pode habitar)
Imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista - imanência em lugar de transcendência - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem;
Espaços de habitação de troca – neste sentido arte política que pensa o comum – verdadeiro sentido da estética
Retrabalhar estruturas
Repensar a ambientação/ apresentacão da imagem - espacialização/ arquitetura.
Ambientação sonora e cenográfica

Arte Relacional
Lozano-Hemmer
Olafur Eliasson

Bases
Arte e Vida. Estética relacional.
Representacão x apropriação > criação > ressignificação
Implodir o cubo branco – a caixa preta – a câmara escura.
De que é feito o cinema? Uma pergunta que se estende de sua natureza maquínica, arquitetural, física, até os agenciamentos que põe em marcha nos espaços em que acontece
Máquina de decomposição do movimento/tempo
Percepcão?
Captação/ Registro como ruído
Interferência
Tempestades de imagens

Performance
Celebrar a dúvida e a instabilidade com relacão às fronteiras entre suportes e categorias artes plásticas/ cinema/ instalação
Pensar o espaço de projeção como um espaço de criação – experiência e experimentação
O olhar como um ato complexo
Perturbar as coordenadas da experiência sensível do mundo

Space is process
reconfigurar nossa relação com o espaço
fazer diferença
não tanto como fazemos mas porque fazemos
response hability
agenciando com a cidade
como se cria um espaço público - o quê significa público
Coletivo?
o espaço não é um container onde se podem colocar coisas dentro


textos ref:
DUGUET, Anne-Marie. Dispositivos. In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.
BOISSIER, Jean-Louis. A imagem-relação In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.

Wednesday, 17 December 2008

dissertando

fechado para balanço

Monday, 15 September 2008

quote of the day

The mistery of the world is the visible, not the invisible.
Oscar Wilde

Piero della Francesca

Saturday, 13 September 2008

Toninho Malvadeza, Neto

A discussão sobre a segurança nas campanhas políticas sempre me intriga.
Porque, se devemos proteger e dar segurança a uns, isto significa que há outros que estão excluídos desta 'segurança', outros que são justamente a 'ameaça' a ser contida.
Se determinamos desde já quem são estes outros, contribuímos para um desequilíbrio social que é uma bola de neve; em nome da segurança, o exército e a polícia ocupam as 'áreas de risco' trazendo justamente medo e insegurança às populações que habitam nestes locais.
Vendo o video do projeto Big Brother Bairro, para o qual me chamou a atenção a Flora, lembro-me do filme La Zona, indicado por Vinicius e comentado por Fernanda. O filme, que retrata um condomínio de luxo vigiado por um sistema de videomonitoramento - que busca justamente trazer segurança às famílias abastadas de um região dominada por favelas - mostra como a tecnologia é colocada a serviço de uma elite descompromissada com a cidadania, que perpetra formas arcaicas de opressão e injustiça.
Abaixo o video de campanha de ACM Neto. Selecionei um trecho do post do Carnet para apresentá-lo:
"O projeto tem o infeliz nome de "Big Brother Bairro" (será que ele não leu o livro nem viu o filme para entender a dimensão autoritária e opressora desse nome? Ou acha que Big Brother é apenas um reality show da Globo?) que vai vigiar, com câmeras móveis, os moradores dessas localidades (mais pobres, negros, com pouca escolaridade e que serão alvo dos olhares sempre desconfiados e curiosos)."

Thursday, 11 September 2008

hupo-keímenon

a imagem do mundo, entendida de modo essencial, não significa uma imagem do mundo, mas o mundo concebido enquanto imagem

Tuesday, 19 August 2008

Mesa de Debate

Nesta quarta feira terei que faltar a aula de direção de audiovisual pois estarei participando da mesa de debates:
Da Janela a Rede: o Espaço como Tela
20/08 – quarta – 19h30
Um debate sobre as possibilidades de expansão do audiovisual para além dos limites físicos do meio: a tela.
MEDIADOR: Luiz Duva
PARTICIPANTES:
Patrícia Moran
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, professora da ECA-USP. Na direção e criação realiza pesquisa de linguagem em diversos meios expressivos audiovisuais explorando as possibilidades de jogos entre gêneros. O seu último trabalho é o filme de longa-metragem Ponto Org rodado em fevereiro/março de 2008. Como sugere o título o trabalho é um jogo com a liberdade de grupos informais consolidada pela internet. Desenvolve há alguns anos o projeto de pesquisa intitulado A metáfora dos sentidos, sobre a poética de projeções em tempo real no geral e dos VJs em particular.
Kátia Maciel
Artista, pesquisadora e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde coordena o Núcleo de Tecnologia da Imagem. Em 2001 realizou o pós-doutorado em artes interativas na Universidade de Walles na Inglaterra. Entre os livros publicados destacamos Transcinema (contracapa 2008) Redes sensoriais (em parceria com André Parente, contracapa 2003) e O pensamento de cinema no Brasil (2000). Katia Maciel realiza filmes, vídeos e instalações e participou de exposições no Brasil, na França, na Inglaterra, no México, na Alemanha e na China.
Paola Leblanc
Cineasta. Foi premiada pelo programa Transmídia do Instituto Itaú Cultural de São Paulo em 2002, com o projeto de instalação “Sorria, você está sendo filmado”. Em 2006 desenvolveu a vídeo-instalação cenográfica “GH através do Espelho”, no Instituto Oi Futuro no Rio de Janeiro. Atualmente leciona Direção de Audiovisual na Escola de Comunicação da UFRJ, onde cursa, no Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Tecnologia da Comunicação e Estética.

Saturday, 12 July 2008

antes de dormir

insight #1
filme - imagens do passado
vídeo - imagens do presente
vigilância - imagens do futuro

insight #2
filme - um fim (arquivo, dado)
vídeo - um meio (atividade pulsante eletrônica - ondas matéria viva)

Friday, 11 July 2008

Dziga Vertov


“Eu sou um cine-olho. Eu sou um construtor.
Eu te coloquei num espaço extraordinário
que não existia até este momento.
Nesse espaço tem doze paredes
que eu registrei em diversas partes do mundo.
Justapondo a visão dessas paredes e alguns detalhes
consegui dispô-las numa ordem que te agrada e edifiquei,
da forma adequada, sobre os intervalos,
uma cine-frase que é, justamente, esse espaço.

Eu, cine-olho, crio um homem muito mais perfeito
que aquele que criou Adão, crio milhares de homens
diferentes segundo desenhos distintos
e esquemas pré-estabelecidos.

Eu sou o cine-olho.

Tomo os braços de um, mais fortes e hábeis,
tomo as pernas de outro, melhor construídas e mais velozes,
a cabeça de um terceiro, mais bonita e expressiva e,
pela montagem, crio um homem novo, um homem perfeito.”


Sunday, 18 May 2008

cartesiana

imagem como paisagem em lugar de descricão - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira

(uma imagem onde se pode habitar)

imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista- imanência em lugar de transcendência

imagens de 'cinema' se referem a um passado
imagens do circuito de tv se referem a um presente - circuito ABERTO de tv - it's not closed circuit!

imagens eletrônicas são grãos de poeira - névoa de nada de haroldo de campos

mãos a obra.

Thursday, 17 April 2008

panel de contrøl

Dice Virilio en La Máquina de la Visón al referirse a la ojeada instintiva humana: "(...) El espacio de la mirada no es pues un espacio "newtoniano", un espacio absoluto, sino un espacio "minskovskiano", un espacio relativo. Tal como había comprendido Rudolf Arnheim, la visión viene de lejos, es una especie de travelling, una actividad perceptual que se inicia en el pasado para iluminar al presente, para poner a punto al objeto de nuestra percepción inmediata".

Tuesday, 22 January 2008

arcaísmos

Pela poesia da máquina, iremos do cidadão lerdo ao homem elétrico perfeito.
(...)

O novo homem, libertado da canhestrice e da falta de jeito, dotado de movimentos precisos e suaves da máquina, será o tema nobre dos filmes.

Dziga Vertov, 1922, Revista Kinophot.

Sunday, 2 December 2007

realidade prêt-a-porter

Dia 14 estréia em NYC, após premiadas exibições em Festivais americanos, o longa Look. O filme de Adam Rifkin é uma compilacão de imagens de videovigilância autênticas editadas com encenações realizadas diante de circuitos fechados de TV. O Diretor plantou seus atores em situações "reais" e daí extraiu o material para seu filme. Até aí seu trabalho nos lembra o de muitos outros artistas que o precedem, em especial o cineasta alemão Michel Klier, que com "Der Riese", de 1983, realiza experiência semelhante e mais recentemente a austríaca Manu Luksch e seu Faceless. A diferença do longa americano, como se pode ver pelos traillers no site do Festival Cine Vegas, é que ao contrário de trabalhos que põem em cheque a vigilância, deslocando-a de seu lugar de controle, esvaziando-a de seu potencial normativo e trazendo-a para o campo da estética - ou seja desterritorializando-a - o diretor americano parece muito certo do espaço que a vigilância ocupa e cria, deleitando-se com um voyeurismo perverso de uma ética duvidosa. A quantidade de imagens de sexo e violência chama a atenção, repetindo um padrão buscado por certo tipo de produção fílmica na qual os EEUU se reconhecem e da qual atualmente são os maiores produtores. Exatamente aquilo que o cinema industrial de entretenimento americano quer produzir: explosões, corpos mutilados, boquetes e enrabações aparecem neste filme sob o incômodo carimbo de "realidade". A pergunta "O que você faz quando as pessoas não estão olhando?" é o mote. Me parece muito pouco e muito raso abordar este tema desta forma, estranha maneira de permanecer no terreno da representação, baseado num ideal de verdade completamente problemático.

Friday, 23 November 2007

Câmera de Vigilância produz Snuff film

O assalto e execução do cabo Cláudio Xavier, de 36 anos, foi gravado por uma câmera de circuito interno de um prédio da Rua Martins Pena, na Tijuca.
O fato do ocorrido ter se dado diante das lentes de um CFTV demonstra a falácia de certo discurso que supõe que a presença maciça de câmeras é garantia de segurança.
Nesta caso serviu para produzir um vídeo que quem quiser pode assitir aqui, como típico snuff film que faz de atrocidades reais entretenimento.