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Wednesday, 4 April 2012

Matemática

A PÁSCOA ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir de 21 de março. A Sexta-Feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa. A terça-feira de CARNAVAL ocorre 47 dias antes da Páscoa e a quinta-feira do CORPUS CHRISTI ocorre 60 dias após a Páscoa. Domingo deRAMOS é o que antecede o domingo da Páscoa, a QUARESMA são os 40 dias entre o Carnaval e o domingo de Ramos, a quinta-feira da ASCENSÃO ocorre 39 dias após a Páscoa e o domingo de PENTECOSTES vem 10 dias depois da Ascensão.

Tuesday, 2 February 2010

hausaufagabe

Vigilância e Acesso: Um estudo comparativo da utilização de circuitos de vídeo por diferentes grupos no Rio de Janeiro

A crescente utilização de câmeras por sistemas de vigilância tem sido largamente observada nos âmbitos públicos, semi-públicos e privados no Brasil, como pudemos constatar no Simpósio Vigilância, Segurança e Controle Social, realizado em Curitiba.

É notório que em países como a Grã-Bretanha, os EUA, ou a França, o investimento em circuitos de vídeo se dá sobretudo como uma política governamental de segurança e controle social, amparada por marcos regulatórios que possibilitam a organização de grupos ativistas em torno de um discurso contra os significados simbólicos e efetivos da presença destes dispositivos. No Brasil, no entanto, a combinação entre a ausência de uma legislação específica e a ineficiência do poder executivo contribui para deformações diversas, sendo praticamente impossível compreender e responder ao fenômeno de maneira unificada.

No Rio de Janeiro, especificamente, este panorama mostra-se extremamente complexo, uma vez que o alarmante quadro de desigualdade social permite que os circuitos de vídeo sirvam a interesses de grupos variados, com objetivos claramente distintos, que vão de práticas criminosas à formação de condomínios ilegais, passando pelo policiamento preventivo de favelas e a exploração sensacionalista da mídia. Desta forma torna-se necessário analisar detidamente as particularidades das diferentes manifestações dos circuitos de vídeo, suas implicações e efeitos.

Neste artigo propomos a abordagem do fenômeno das câmeras de vigilância na cidade do Rio de Janeiro em 4 diferentes esferas, comparando suas semelhanças e diferenças. Como metodologia adotamos a pesquisa de campo com entrevistas e a consulta a artigos publicados em periódicos e revistas, mantendo uma perspectiva crítica atenta às liberdades civis.

Em primeiro lugar analisamos o circuito fechado de vídeo como prática da Secretaria Estadual de Segurança Pública, e nos detemos no caso específico do sistema de monitoramento instalado pela Polícia Pacificadora que ocupa a comunidade Santa Marta.

Em segundo lugar analisamos dois casos de centrais de monitoramento clandestinas operadas por facções criminosas, descobertas nas comunidades de Parada de Lucas e do Morro dos Macacos.

Em terceiro lugar, analisamos o impacto do circuito de vídeo instalado pela Milícia que dominava a comunidade do Batan, também recentemente ocupada pela Polícia Pacificadora.

E em último lugar nos voltamos para os sistemas de vigilância instalados em condomínios das classes média e alta nos bairros da Zona Sul carioca, aonde os circuitos de vídeo apresentam-se não como instrumentos de segurança pública, mas de segurança privada.

Desta forma o artigo propõe uma reflexão sobre a vídeo-vigilância articulada a questões de ordem e conflito entre classes sociais.

Vigilância por quem e para quem?

Friday, 23 January 2009

resumo

Os circuitos de vídeo-vigilância são uma presença cada vez mais comum e naturalizada nos espaços públicos, semi-públicos e privados nas cidades. Sua implantação e disseminação baseia-se em uma retórica de combate ao crime e à insegurança, que produz, a um só tempo, controle e normatizacão dos espaços vigiados. Este fenômeno, guardadas as devidas proporções, é global, e pode ser observado em diversos países ao redor do mundo.
Com esta investigação, que discute possibilidades de apropriação artística dos circuitos de vídeo-vigilância, discutimos não apenas liberdade civil e direito à privacidade, questões sempre em jogo quando o tema da sociedade de controle se impõe, mas também e sobretudo, como se dá a construção simbólica do espaço comum, do imaginário social e da função política da imagem, em um mundo cada vez mais midiatizado.
O grande volume de imagens “da realidade” produzidas hoje parece obedecer a duas lógicas, ligadas respectivamente ao consumo e à insegurança. Por um lado a espetacularização do cotidiano, com a conseqüente transformação da vida em mercadoria. Por outro lado a produção de imagens por circuitos de “segurança” que buscam o “controle” através do dispositivo de vigilância. Para o vigia, a visibilidade está relacionada com desvio. Para o capitalista a imagem está ligada ao lucro. Na busca por uma “poética do cotidiano”, o interesse pelas imagens pode não ser pautado pelo anormal, pelo desviante ou pelo flagrante, mas por um interesse genuíno pelas potencialidades cênicas do espaço comum, ordinário.