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Wednesday, 28 March 2012

A origem do mundo


Gustave Courbet
L'origine du monde
1866
Esta tela só veio a ser exposta publicamente em 1995.
Está no Musée d'Orsay, em Paris.
Lembrei dela por conta do filme da Pina, livres associações.

Tuesday, 7 February 2012

pré-carnaval

uma pá de projetos pra ler para um comitê de seleção / as projeções de uma peça que estréia em um mês / uma instalação para montar em um mês / outra daqui a 6 meses/ um artigo acadêmico pra este mês /outro pra daqui a três / uma ideia para um livro / uma oficina para orientar / três disciplinas do curso de doutorado para frequentar / duas disciplinas técnicas de ensino médio para ministrar / um projeto de curta metragem pra escrever / um blog para manter - não necessariamente nesta ordem.

carnaval em retiro

Thursday, 19 May 2011

18/05

introdução : outros cinemas : instalação - performance - intervenção
o dispositivo clássico : câmara escura, ótica geométrica, perspectiva central
tópicos
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, imagem.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.
1.5 Nossas respostas a estas questões
instalação
Sala escura.
Espectador imóvel (passivo?)
Projetor atrás e tela na frente.
Herança do palco italiano : 4ª. Parede
Espaço tempo newtoniano – contiguidade continuidade. Base da linguagem. É isso?
decomposição do movimento
decomposição do tempo
espectador/ obra
Escala: portabilidade x monumentalidade.
Oferta: escassez x excesso
Regime: visibilidade x invisibilidade
Esfera: pública x privada.
Experiência: coletiva x individual

corpo
uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade tátil, corpórea; e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista
projeção trompe-oeil
Peter Campus
Bill Viola

chaves
O discurso da opacidade e da transparencia se volta para a materialidade do suporte
Imagem como paisagem em lugar de representação - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira (uma imagem onde se pode habitar)
Imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista - imanência em lugar de transcendência - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem;
Espaços de habitação de troca – neste sentido arte política que pensa o comum – verdadeiro sentido da estética
Retrabalhar estruturas
Repensar a ambientação/ apresentacão da imagem - espacialização/ arquitetura.
Ambientação sonora e cenográfica

Arte Relacional
Lozano-Hemmer
Olafur Eliasson

Bases
Arte e Vida. Estética relacional.
Representacão x apropriação > criação > ressignificação
Implodir o cubo branco – a caixa preta – a câmara escura.
De que é feito o cinema? Uma pergunta que se estende de sua natureza maquínica, arquitetural, física, até os agenciamentos que põe em marcha nos espaços em que acontece
Máquina de decomposição do movimento/tempo
Percepcão?
Captação/ Registro como ruído
Interferência
Tempestades de imagens

Performance
Celebrar a dúvida e a instabilidade com relacão às fronteiras entre suportes e categorias artes plásticas/ cinema/ instalação
Pensar o espaço de projeção como um espaço de criação – experiência e experimentação
O olhar como um ato complexo
Perturbar as coordenadas da experiência sensível do mundo

Space is process
reconfigurar nossa relação com o espaço
fazer diferença
não tanto como fazemos mas porque fazemos
response hability
agenciando com a cidade
como se cria um espaço público - o quê significa público
Coletivo?
o espaço não é um container onde se podem colocar coisas dentro


textos ref:
DUGUET, Anne-Marie. Dispositivos. In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.
BOISSIER, Jean-Louis. A imagem-relação In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.

Sunday, 15 May 2011

Outros cinemas: instalação, performance, intervenção


Oficina prática e teórica que propõe o cruzamento entre linguagens, explorando novas formas e arquiteturas para o audiovisual

A partir da análise de uma seleção de trabalhos de cineastas e artistas contemporâneos o curso apresenta uma nova abordagem para a experiência audiovisual além do dispositivo clássico da sala escura de projeção.
Ao longo do curso o grupo será orientado no desenvolvimento de criações próprias, que respondam aos conceitos levantados e interpretem ferramentas como vídeo instalação, performance e intervenção, explorando formas pictóricas e escultóricas que colocam em cena o próprio cinema.

08 encontros – 1 vez por semana às 4a.s feiras - informações - http://www.escoladarcyribeiro.org.br/




Ementa

18/05 – 1. Introdução. Apresentação da proposta do curso. Exibição de trabalhos de diferentes períodos da historia do cinema e das artes visuais que contribuem para a reflexão sobre o cruzamento entre os campos da produção de imagens na instalação, na performance e na intervenção.
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, monitor.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.

25/05 – 2. Poéticas do espaço Experimentando a arquitetura da projeção – o filme-objeto e a materialidade do suporte. Mudanças na percepção do espaço a partir da relação com filmes/vídeos. Circuito de vídeo e espacialização do olhar. (Chris Marker, Agnes Varga, Douglas Gordon, Dan Graham, Bil Viola, Bruce Nauman etc)

01/06 – 3. Corpo e presença Performance e cinema: construção do filme a partir da presença do espectador-ator-autor : embaralhamento e troca de papeis. Estudos do corpo. Cinema e cena: dança, teatro. Riscos do acaso. (Neville de Almeida, Helio Oiticica, Cao Guimarães, Bruno Vianna, Christianne Jatahy etc)

08/06 – 4. Observação, ocupação, significação. Intervenção em espaços públicos e privados. Videomapping, projeções em larga escala, projeções em lugares precários. Projeções de filmes/ videos como formas de territorialização. (Rafael Lozano-Hemmer, Lucas Bambozzi, Michele Teran etc)

15/06 – 5. Prática. Propostas dos alunos para ocupação da escola e entorno a partir das estratégias estudadas. Mapeamento do espaço com câmeras. Cartografias. Divisão por grupos de trabalho.

22/06 – 6. Prática. Captações, testes e preparação dos projetos. Edição de materiais (possivelmente em dia extra)

29/06 – 7. Prática. Montagem e Apresentação pública dos projetos.

06/06 – 8. Conclusão. Avaliação/ revisão do processo.

Bibliografia básica:
BAMBOZZI, Lucas (Org). Mediação, tecnologia e espaço público: panorama crítico da arte em mídias móveis. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2010.
BOGART, Anne. A Director prepares: seven essays on art and theatre. London: Routledge, 2001.
DUBOIS, Philippe. Cinema, vídeo, Godard. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
DUGUET, Anne Marie. Déjouer l’image: créations électroniques et numériques.
Paris: CNAP et Éditions Jacqueline Chambon, 2002.
MACIEL, Kátia (Org) Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2009.
MACHADO, Arlindo. Pré-Cinemas & Pós-Cinemas. Campinas : Papirus, 1997.
RUSH, Michel. Novas mídias na arte conteporânea. São Paulo: Martins Fontes, 2006
YOUNGBLODD, Gene. Expanded Cinema. NY: E.P. Dutton & CO., Inc, 1970

Thursday, 28 October 2010

Sunday, 17 October 2010

COREOGRAFIA PARA PREDIOS, PEDESTRES E POMBOS

intervenção_urbana live_streaming video_instalação cinema_ao_vivo

De 28 de Outubro a 13 de Novembro

quintas e sextas às 17 hs
sábados às 11:30 hs e 13:30 hs

Oi Futuro Flamengo 8º piso e Largo do Machado


Durante três meses onze bailarinos e uma equipe de pesquisa e gravação ocuparam o Largo do Machado com uma série de intervenções coreográficas camufladas.

Quatro câmeras foram instaladas no alto de edifícios que circundam a praça, produzindo, com suas vistas topográficas e seu olhar vigilante, imagens nas quais os bailarinos misturam-se aos pedestres, confundindo a distinção entre quem está “atuando” e quem está “vivendo”.

O material gravado, além de documentar um processo de criação ao longo do tempo, constitui um imenso banco de imagens do cotidiano do bairro.

Desta experiência de ocupação resulta um espetáculo que mistura dança e cotidiano, imagens gravadas e imagens em tempo real.

O material é editado, sonorizado e projetado em uma performance de “cinema ao vivo”.

O espectador pode escolher entre assistir a esta performance no 8º piso do Oi Futuro, ou através de live streaming na internet - ou ainda sair à procura das intervenções ao vivo no Largo do Machado.

Monday, 23 August 2010

Contemplação; image-temps x image-action

Mais uma referência despertada pela publicação de nosos vídeos, desta vez vinda da querida montadora e professora Aline Paiva.



O tempo estendido, dilatado, atua como um convite para se organizar o espaço e as combinações de linhas e movimento dentro do quadro. Características tão próprias deste tipo de cinema, que deposita toda ênfase na atividade do espectador, e que têm realmente muito que ver com nossa pesquisa na Coreografia.
Na outra margem do rio, as imagens publicadas neste domingo pelo jornal O Globo, captadas pelos leitores, de suas janelas, em São Conrado, também despertam analogias possíveis com nosso trabalho. A "cultura janeleira", como definida por João do Rio, aqui confunde-se com a "vigilância distribuída", na definição da Professora Fernanda Bruno para os novos tempos onde cada cidadão pode captar e distribuir imagens, de maneira descentralizada.

O cruzamento entre : o ato de observação, contemplação, e descoberta das potencialidades cênicas do cotidiano; e : o ato de registrar, coletar evidências, monitorar e levantar provas. Duas atividades tão distintas e contudo tão limítrofes.

Friday, 13 August 2010

campo de batalha

Hoje de manhã no Largo do Machado aconteceu uma disputa de território.

Os moradores de rua que ficam ali em frente a Igreja, debaixo das árvores, próximo à Gago Coutinho, partiram para cima dos performers, que estavam fazendo um jogo de cruzar o espaço em frente ao chafariz soltando bolsas no chão, um jogo que chegou a acontecer uma vez, mas que foi atravessado pela invasão dos mendigos, bêbados, revoltados, atacando, distribuindo tapas e xingamentos, tenso.

Estamos na rua, estamos à beira dos ataques, chama a policia, chamar a policia é pior, vem o mendigo articulado "quando a policia vem aqui dar porrada na gente vocês não vêm filmar".

Subimos para a galeria Condor, com licença, vocês tem autorização para estar aqui?

Thursday, 12 August 2010

Avançando a reflexão

Muitas questões éticas sobre a obra no espaço público.
É muito diferente fazer este trabalho dentro de um espaço fechado como a Caixa Cultural, o Circo Voador, ou a ECO, de realizá-lo no meio do caos do espaço aberto do Largo do Machado.
Me parece que a questão da vigilância sobre o espaço público, do monitoramento das ações, dos transeuntes e do televisionamento disto tem que ser muito mais problematizada e em um grau bem mais depurado do que o simples ato performático, estético, e mesmo brincalhão onde me situei até aqui.
Assim como os comerciantes estão colocando suas câmeras, nós, artistas, estamos colocando nossas câmeras.
O discurso dos comerciantes é claro: "não pegue as mercadorias sem pagar pois estamos de olho em você"
O discurso dos condomínios fechados é claro "só entre aqui após se identificar e se for autorizada a sua entrada"

E o nosso?

O Alex Cassal, certeiro, pergunta via e-mail (reproduzo trechos):

Estas propostas "invisíveis" que interferem com os passantes tem que ser colocadas sob uma perspectiva ética. As pessoas estão ali vivendo as suas próprias vidas, com suas preocupações e necessidades, e não se ofereceram para participar como figurantes em um trabalho de arte. Não falo de direito de imagem, mas em usar pessoas sem lhes dar nada em troca, sem lhes dar a opção de não participar da cena. No fim das contas, é a mesma lógica utilitarista das pegadinhas televisivas, do telemarketing e dos paparazzis.
Em termos de sustentabilidade, o que este trabalho está devolvendo ao meio-ambiente, o que ele oferece às pessoas que participam dele sem saber?

Marquei domingo um encontro com a Beth Formaggini, cabeça incrível, que já trabalhou com TVs comunitárias e viu no nosso projeto uma forma de mobilização da comunidade, vamos pensar algo mais potente para nossa dramaturgia...

Marquei para terça feira um teste com câmera IP, finalmente, eu já estava aflita deste aspecto técnico fundamental estar relegado a segundo plano, diante de tantas questãs!

Friday, 2 July 2010

trabalho pra fora

a cada montagem a organização dos corpos é diferente, mas permanece a idéia de fragmentação da imagem, e de deformação da imagem pelo volume do corpo.
permanece ainda a ideia de que a leitura só e possível mediante um esforço e uma dedicação daquele que olha, em uma operação de restabelecer a imagem bidimensional que se perde e ressignifica pela superfície do corpo.


assim como cada homem faz de lulu um nova - eva, katia, neli - a partir de suas próprias projeções, nós propomos, com esta instalação, uma tomada do corpo pela imagem - ou o contrário.

o que está em questão não é somente a mordacidade da imagem, mas o jogo que se dá entre a superfície de projeção - o corpo - e a imagem que se projeta sobre ele.

Monday, 19 April 2010

exagero


confeitaria colombo, posto 6, forte de copacabana

Friday, 19 March 2010

PROJETO DE LEI Nº 109, DE 2004

Este projeto de Lei já é um pouco melhor, mas ainda incompleto. No entanto é Estadual. Marquei algumas partes que me interessam mais em negrito e em vermelho minhas anotações.

Dispõe sobre a proteção da individualidade do consumidor nos estabelecimentos comerciais que utilizam sistemas de vigilância equipados com câmeras de vídeo, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - São regidos por esta lei todos os estabelecimentos comerciais e edificações similares situados no Estado de São Paulo, que disponham de sistemas de vigilância equipados com câmeras de vídeo instaladas no seu interior e nas entradas e saídas do prédio.

Artigo 2º - Os estabelecimentos especificados no artigo anterior devem, para o zelo e respeito à vida privada do consumidor, bem como efetiva prevenção de danos morais, informá-lo, de maneira ostensiva e adequada, sobre a existência e utilização no recinto de sistema de vigilância equipado com câmeras de vídeo, e sobre a privacidade de suas imagens, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. - IMPORTANTE INCLUIR O DIREITO DE ACESSO DOS CONSUMIDORES A ESTAS IMAGENS NESTES CASOS, cf legislação britânica

Artigo 3º - O não cumprimento dos dispositivos desta lei implicará na aplicação de multa ou, em caso de reincidência, no fechamento do estabelecimento, sem prejuízo da responsabilidade do proprietário e/ou demais agentes do estabelecimento.

Artigo 4º - Caberá à Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor, através de seus órgãos vinculados, proceder com a fiscalização e o estabelecimento dos meios necessários e viabilizadores da aplicação da presente Lei.

Artigo 5º - As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias existentes, suplementadas se necessárias e obrigatoriamente incluídas nos orçamentos futuros.

Artigo 6º - O Poder Executivo regulamentará esta Lei

Artigo 7º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

O Projeto de Lei que ora submetemos à apreciação desta Casa de Leis tem como finalidade precípua a proteção integral da individualidade humana, buscando a constitucionalmente assegurada inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, as quais, por sua vez encontram-se esquadrinhadas e inteiramente devassadas em decorrência do intenso e complexo desenvolvimento da tecnologia.

Sob esse mesmo ângulo de observação e principalmente levando-se em consideração a competência estadual para promover a defesa dos direitos básicos do consumidor (artigo 275, da Constituição do Estado), promove-se através da propositura em tela e com base no disposto no artigo 6º, VI, do Código de Defesa do Consumidor, a efetiva prevenção de danos morais, sejam individuais, coletivos ou difusos.

Ora, não há dúvidas quanto ao fato de que a fundamentação e os objetivos norteadores da elaboração deste projeto de lei carregam em seu bojo a mesma preocupação com a segurança e bem-estar do usuário que o nobre Deputado Vitor Sapienza de forma brilhante demonstrou ter ao apresentar Projeto de Lei que deu origem à Lei n.º 9.502, de 11/03/1997, a qual, também adotando medida de caráter preventivo, conseguiu alertar os passageiros sobre os cuidados que devem ser tomados antes de utilizarem elevadores.

Diante desse exemplo, e principalmente levando-se em consideração a competência estadual concorrente para tratar do assunto supra citado e devidamente elencado no artigo 24, inciso VIII, da Constituição Federal, não se pode fechar os olhos para o prejuízo que tais câmeras de vídeo podem acarretar aos usuários de estabelecimentos comerciais, tais como hospitais, escolas, centros de compras, dentre outros.

Nota-se que, sob a alegação de controle da violência, o uso de câmeras de vídeo tem se tornado recorrente em lugares públicos, invadindo a privacidade das pessoas, muitas vezes ficando evidente o caráter de controle exorbitante do qual qualquer cidadão deve ser protegido.

É preciso desenvolver algum tipo de controle sobre os estabelecimentos públicos que utilizam tal tipo de tecnologia. Todavia, ressalta-se que não é a tecnologia em si que ameaça a privacidade, mas sim as pessoas que utilizam essa tecnologia e principalmente as condutas por elas adotadas, que acabam por violar a individualidade humana. Ou seja, a instalação de câmeras de vídeo em estabelecimentos comerciais pode e deve ser utilizada para inúmeros e benéficos fins, trazendo comodidade para os proprietários e até mesmo para os próprios consumidores, sem que haja violação da individualidade. No entanto, o uso irrestrito da tecnologia elimina a individualidade, viola a intimidade, convertendo-se em forte arma para espreitar a privacidade alheia.

Sendo assim, e principalmente tendo em vista o fato de que a instalação e o uso adequado de câmeras por si só não ofendem a dignidade do consumidor, resta ao Poder Legislativo o papel de preservar a sua individualidade, prevenindo danos morais através da publicidade dos mecanismos utilizados - E DA POSSIBILIDADE DE ACESSO DA POPULACAO A ESTES VIDEOGRAMAS EM CASOS CONCRETOS

Por fim, ressalta-se que, diante de tal contexto, não há como deixar de se destacar e analisar o conteúdo do disposto no artigos 15 e 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que afirma que o direito da criança e do adolescente ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo, dentre outros, a preservação da sua imagem.

Mais do que nunca o momento atual e assuntos dessa natureza exigem esforços e ações sinérgicas, de tal sorte que, tratando-se essa matéria de relevada importância à grande parcela da população paulista, os Nobres Pares hão de compreender os objetivos ora vislumbrados e acompanhar este autor para a aprovação da propositura em tela.

Sala das Sessões, em 4/3/2004

a) Marquinho Tortorello - PPS

Saturday, 6 March 2010

duas notas sobre o globo de hoje 2

Christ-Cam
Deu também no Globo de hoje: o monumento ao Cristo no Rio de Janeiro ganhará câmeras para transmissões de eventos on-line. O Redentor, braços abertos sobre a Guanabara, terá também olhos abertos sobre a cidade. As imagens serão disponibilizadas no site da Arquidiocese, mostrando, ao vivo, “tudo o que acontece no Cristo”, nas palavras do representante da Cúria Metropolitana. Quem souber dos prazos da licitação para contratação da empresa que será responsável pela realização deste serviço me avisa!

Thursday, 28 January 2010

about my angle

Correspondência intensa com Manu Luskch sobre o foco do meu trabalho.
Manu provoca com algumas questões após ler a proposta que eu e Dani enviamos a Leipzig.
No debate me vi de certa forma seduzida pelo aparato da vídeo-vigilância...
o desejo e o fetiche
(talvez pelo projeto para a Forum mais ainda ... ou a câmera axis que produz imagens térmicas cujo video promocional pode ser visto no final desta postagem)
O fato é que, em minha prática artística, estou cada vez mais desenhando e projetando estes sistemas - e não necessariamente me colocando criticamente diante deles...

No artigo que proponho ao Mexico
faço uma análise crítica de como os CFTV's são utilizados no RJ não como uma prática de controle social exercido por um Estado de maneira uniforme com todos os cidadãos (caso de Londres), mas como se adequa a interesses de diferentes discursos securitários - Policia, Milicia, Traficantes, Classes Média e Alta.

Desafio: realizar um trabalho artístico / crítico a partir desta reflexão teórica?

Thursday, 1 October 2009

e agora josé?

na dúvida sobre os rumos que devo dar aos meus estudos

Saturday, 12 September 2009

pupa

este blog irá se auto-destruir em x segundos.

Sunday, 6 September 2009

notas de leitura de huyssen, a.

a obsessiva auto musealização através da câmera de vídeo

negociações entre fato e ficção

cultura da memória - passado mítico e passado real (vivido) em abismo

cultura da cópia

benjamin : atribui ao retrô uma dimensão que dá cognitividade à memória

Monday, 3 August 2009

elementar meu caro watson

antes de encontrar a solução técnica para o meu problema,
delimitar o quê exatamente eu quero fazer.
depois disso, a solução virá.

Thursday, 2 July 2009

work in progress

composition for cctv during dance on focus festival - rio de janeiro 2009
workshop by paola barreto

the workshop will take place on the second weekend of july

first i will present a selection of different works on video, performance, film, theater and dance that explores surveillance images through different art dispositifs (luksch, teran, viola, nauman, calle, graham, paik, etc.) the idea is to place my proposal in a context of contemporary art and academic discussion.

on the second half, we will organize the ideas and concepts raised during the analisys of the works presented: insecurity, fear, terrosism, melancholia, voyeurism, attention, suspicion, stereotypes, curiosity, doubt, fact&fiction and others (i need some time to organize it better, hope i'll get it in paraty!)

on the second day of the workshop we we will develop a partiture and a grammar of moves, actions and behaviors over wich we could develop a choreography for spaces under surveillance.

horizon is more clear. (i hope)