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Friday, 17 February 2012

Tá tudo bem no arte.mov


Os doze trabalhos de Hércules I

Preparando a volta do Tá tudo bem ao Rio de Janeiro.
Desta vez a caixa preta será remontada em um nicho na galeria do Parque das Ruínas, reduzindo as metragem e pedindo uma lente de projetor wider...


Sunday, 25 December 2011

Arremate

O Edital mais interessante dos últimos tempos: Nuvem em Mauá.
Imperdjével! Inscrições para artistas residentes só até 02/01/12

Friday, 25 November 2011

Tá tudo bem



#1
Câmara escura, madeira e brim, 3m x 5m x3m, projeção, sistema de videotracking, banco de imagens (45 min.)

No interior da Caixa, quando não há ninguém, uma cena acontece. Mas se o sistema detecta a presença de alguém no corredor de acesso, a cena se altera.

Caso seja possível entrar sem se fazer notar a cena continuará a mesma?

Visitação
Foyer do Teatro Glauce Rocha, 25 a 30/11
15h às 21h

Friday, 4 November 2011

Gentil Vizinhança

Lindo o trabalho da Alessandra Bergamaschi que inspira nossa Gentil Correspondência.
Como disse o Marcio Botner, a contaminação da arte se dá a partir da vizinhança!

Caros Vizinhos,

A Galeria A Gentil Carioca lá, em parceria com o Festival Internacional de Curtas Metragens do Rio de Janeiro, Curta Cinema, está promovendo a exposição Curta Gentil, composta por trabalhos de video arte de artistas contemporâneos.

Desde o dia 28 de outubro estamos projetando em grande formato no espaço externo da Galeria, ocupando a parede vizinha ao nosso prédio na Avenida Epitácio Pessoa com uma seleção de trabalhos que expressam a tênue fronteira entre o audiovisual e as artes plásticas.

Dia 06 de novembro, domingo próximo, é o último dia de nossa mostra, e gostaríamos de convidá-los para a sessão de encerramento, seja em nosso terraço que fica acima do Bar Lagoa, ou mesmo da sacada de seus apartamentos, que como alguns já perceberam, possuem vista privilegiada para o paredão que está servindo como um cinema a céu aberto.

Pensando a arte como forma de expressão que não se restringe ao espaço institucional da galeria, mas que pode intervir da cidade, promovendo novos modos de habitar e desfrutar da paisagem, esperamos contar com a vossa gentil visitação.

Atenciosamente

A Gentil Carioca lá Curta Cinema


Thursday, 30 June 2011

Atelier aberto Outros Cinemas

Documentário - experimento - fantasmagoria

sexta 01 julho
segunda 04 de julho

tvs de tubo
microcâmeras
projetores
voil, tricoline, algodão cru, nylon, parafusos

Convidamos para o atelier aberto com
apresentação dos trabalhos produzidos pela
Oficina Outros Cinemas
na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.

Experimentando possibilidades e impossibilidades de ocupação da Escola, os trabalhos colocam em cena espaços reais e imaginados, utilizando diferentes dispositivos.

paoleb + Gabriel Bilig, Luang, Marianna Olinger, Julia Favoretto, Fernanda, Alice, Lia


FRANCISCO
Instalação 2 canais : Câmera de vigilância e projeção

Francisco é porteiro da Escola de Cinema Darcy Ribeiro há menos de um ano.





PORTARIA
Projeção e Edição ao vivo

Portas reais, portas de luz, portas trancadas, portas falsas, portas que não levam a lugar algum, portas às quais não se tem acesso... jogo de sombras.




REFORMORFE
Vídeo-instalação

Séries de fotografias captadas durante a reforma do prédio da Escola diluem-se umas nas outras.





QUARTO COM VISTA
Projeção

Da janela a vista da rua: streetview.

Esquina Rua da Alfândega com Primeiro de Março de 19h as 21h

paoleb + Gabriel Bilig, Luang, Marianna Olinger, Julia Favoretto, Fernanda, Alice, Lia

Thursday, 23 June 2011

Ruindo


Luang lembrou muito oportunamente do Gordon Matta Clark a partir das fotos que Gabriel tratou no after e levou para vermos ontem.

Já falei aqui do trabalho incrível desse artista.



Thursday, 19 May 2011

18/05

introdução : outros cinemas : instalação - performance - intervenção
o dispositivo clássico : câmara escura, ótica geométrica, perspectiva central
tópicos
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, imagem.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.
1.5 Nossas respostas a estas questões
instalação
Sala escura.
Espectador imóvel (passivo?)
Projetor atrás e tela na frente.
Herança do palco italiano : 4ª. Parede
Espaço tempo newtoniano – contiguidade continuidade. Base da linguagem. É isso?
decomposição do movimento
decomposição do tempo
espectador/ obra
Escala: portabilidade x monumentalidade.
Oferta: escassez x excesso
Regime: visibilidade x invisibilidade
Esfera: pública x privada.
Experiência: coletiva x individual

corpo
uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade tátil, corpórea; e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista
projeção trompe-oeil
Peter Campus
Bill Viola

chaves
O discurso da opacidade e da transparencia se volta para a materialidade do suporte
Imagem como paisagem em lugar de representação - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira (uma imagem onde se pode habitar)
Imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista - imanência em lugar de transcendência - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem;
Espaços de habitação de troca – neste sentido arte política que pensa o comum – verdadeiro sentido da estética
Retrabalhar estruturas
Repensar a ambientação/ apresentacão da imagem - espacialização/ arquitetura.
Ambientação sonora e cenográfica

Arte Relacional
Lozano-Hemmer
Olafur Eliasson

Bases
Arte e Vida. Estética relacional.
Representacão x apropriação > criação > ressignificação
Implodir o cubo branco – a caixa preta – a câmara escura.
De que é feito o cinema? Uma pergunta que se estende de sua natureza maquínica, arquitetural, física, até os agenciamentos que põe em marcha nos espaços em que acontece
Máquina de decomposição do movimento/tempo
Percepcão?
Captação/ Registro como ruído
Interferência
Tempestades de imagens

Performance
Celebrar a dúvida e a instabilidade com relacão às fronteiras entre suportes e categorias artes plásticas/ cinema/ instalação
Pensar o espaço de projeção como um espaço de criação – experiência e experimentação
O olhar como um ato complexo
Perturbar as coordenadas da experiência sensível do mundo

Space is process
reconfigurar nossa relação com o espaço
fazer diferença
não tanto como fazemos mas porque fazemos
response hability
agenciando com a cidade
como se cria um espaço público - o quê significa público
Coletivo?
o espaço não é um container onde se podem colocar coisas dentro


textos ref:
DUGUET, Anne-Marie. Dispositivos. In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.
BOISSIER, Jean-Louis. A imagem-relação In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.

Friday, 9 July 2010

OFICINAS FBCU

Oficina Circuitos de vídeo: percepção, experiência e produção

Resumo da Oficina:

Esta oficina teórica e prática propõe o cruzamento entre linguagens de cinema, instalação e performance. O foco do trabalho volta-se para a ocupação do espaço público: como pode ser observado, reinterpretado e acessado. A partir de estratégias de vídeo-vigilância, mapeamento e intervenção urbana, o grupo desenvolverá um espetáculo de cinema ao vivo, a ser projetado nas imediações do local de realização da oficina.

Paola Barreto é cineasta e pesquisadora. Formada em Cinema pela UFF, é Mestre em Tecnologia e Estéticas pela UFRJ e Professora do Curso de Multimídia do NAVE. Realizou projeções para espetáculos de teatro, dança e música, colaborando com artistas como Dani Lima, Enrique Diaz e Christianne Jatahy, entre outros.

Mais informações:

paoleb.blogspot.com
coregothere.blogspot.com

Data:

31 de julho a 08 de agosto

Formato:

3 encontros teóricos de 3hs, 3 encontros práticos de 3hs e 2 apresentações de 20 min.

Vagas:

16

Processo de Seleção:

envio de dados (nome, telefone e e-mail) e MiniCV + vídeo de 1 minuto justificando interesse – pode ser gravado em qq mídia – celular, webcam, etc.

Envio das Inscrições:

oficinas@fbcu.com.br e anaizabelaguiar@terra.com.br

Envio dos Vídeos:

Festival Brasileiro de Cinema Universitário

Rua Álvaro Alvim, 24 / 1004

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20031-010
Oficina Cinema narrativo ao vivo
Resumo da Oficina:

A oficina pretende explorar o potencial narrativo do live cinema, modalidade audiovisual em que o vídeo é construído no momento da exibição, com a presença do autor. Serão vistos projetos e filmes que se relacionam com a ideia de uma montagem efêmera. Serão estudadas ferramentas livres (open source) para a execução dos projetos. Como trabalho final, os alunos vão preparar material para uma peça curta que será apresentada numa sessão dentro da programação do festival - uma sessão onde serão usadas as ferramentas de edição ao vivo.

Bruno Vianna trabalha com cinema, meios portáteis e suportes interativos. Dirigiu 4 curtas entre 1994 e 2003, e lançou o primeiro longa, Cafuné, em 2006. Em 2008 lançou o longa Ressaca, editado ao vivo. Tem trabalhos em mídias digitais como Palm Poetry e Invisíveis. É formado em cinema pela UFF e tem mestrado pelo ITP-NYU.

Data:

02 a 08 de agosto

Vagas:

10 a 20



Processo de seleção:

envio de MiniCV + link (se tiver) de algum trabalho audiovisual (vídeo, foto, etc).

Envio das Inscrições:

oficinas@fbcu.com.br e anaizabelaguiar@terra.com.br



Dúvidas sobre as oficinas:



Coordenação de Atividades Paralelas

Ana Izabel Aguiar

Tel: (21) 9993-2439

E-mail: oficinas@fbcu.com.br e anaizabelaguiar@terra.com.br

Friday, 2 July 2010

trabalho pra fora

a cada montagem a organização dos corpos é diferente, mas permanece a idéia de fragmentação da imagem, e de deformação da imagem pelo volume do corpo.
permanece ainda a ideia de que a leitura só e possível mediante um esforço e uma dedicação daquele que olha, em uma operação de restabelecer a imagem bidimensional que se perde e ressignifica pela superfície do corpo.


assim como cada homem faz de lulu um nova - eva, katia, neli - a partir de suas próprias projeções, nós propomos, com esta instalação, uma tomada do corpo pela imagem - ou o contrário.

o que está em questão não é somente a mordacidade da imagem, mas o jogo que se dá entre a superfície de projeção - o corpo - e a imagem que se projeta sobre ele.

Tuesday, 29 June 2010

Message in a bottle

Recordo-vos o início do texto de Mathias no programa que versa assim: "onde há imagens, há supressão".

A linguagem das imagens: desde o início do processo criativo foram sendo criadas e recuperadas imagens (tanto pelo registo fotográfico como pelo registo vídeo) do desenrolar do trabalho (leituras, ensaios, trabalho de movimento-corpo, provas de figurino, chegada de objectos cénicos, etc). O registo vídeo dos ensaios, simplificou o registo das inadvertidas e genuínas interlocuções conseguidas pelas indómitas improvisações. Foi ainda criada uma instalação, nas divisões da sede da Cia dos Atores, com todas as imagens recolhidas das propostas iniciais dos directores-actores-criadores. Esta instalação permanece...

As projecções vídeo sempre estiveram no horizonte da construção da linguagem do espectáculo, porém, as prioridades como o domínio do texto completamente reestruturado, o jogo acidentado que esse mesmo texto convocava, as questões e opções cénicas foram compulsivamente tomando a frente das prioridades. Foi convocada a parceria com a criadora de vídeo e sendo feitas breves experiências de introdução de imagens em vários suportes em cena, mas tudo sempre ultrapassava o vídeo; não que ele se apresentasse dispensável, mas simplesmente não era o momento ou a urgência. Era uma quase, repito quase, supressão.

Quase, porque afinal a instalação-limbo do espectador pela qual, em tempo próprio e particular, optámos é um fenómeno curioso neste processo de criação: sempre foi desejado, mas nunca se consolidou sob os auspícios da eventual supressão; este facto, quanto a mim, justifica-se por uma vida própria que o vídeo exerce neste trabalho; o vídeo não aparece como comentário, não é ilustração de nada, muito menos desnecessário; o vídeo surge neste espectáculo, que assumidamente joga com as várias convenções de jogo e de estética teatral, como host e cicerone a toda uma experiência sensorial da qual o espectador fruirá; o vídeo, ao meu sentir, é a poção intravenal contrastante que o espectador terá de se administrar (ou não!) para que, uma vez na desarmante máquina de tomografia que é o espectáculo, possa redescobrir as ressonâncias em si do que testemunha na sala.

Eu posso fazer uma tomografia, mas sem solução contrastante não tenho definição na imagem final e as piores doenças podem permanecer. O vídeo pode preparar, potenciar e predispor o público à DEVASSA feita de sucessivas perguntas, referências e reconstituições; o vídeo faz do público um agente de inquirição ao assistir à investigação que em cena acontece; o vídeo reproduz fractalmente a repetição, resgata amnésias outras e favorece as perguntas fortes, aquelas que ficaram por fazer, aquelas que a proposta deste espectáculo legitimamente não contemplou e/ou desconsiderou, aquelas únicas perguntas que só o corpo em desastrada aporia sabe formular...

Pois que venha o vídeo porque eu estou a necessitar de um diagnóstico... ao meu coma emocional.

Berta Teixeira