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Friday, 25 November 2011

Tá tudo bem



#1
Câmara escura, madeira e brim, 3m x 5m x3m, projeção, sistema de videotracking, banco de imagens (45 min.)

No interior da Caixa, quando não há ninguém, uma cena acontece. Mas se o sistema detecta a presença de alguém no corredor de acesso, a cena se altera.

Caso seja possível entrar sem se fazer notar a cena continuará a mesma?

Visitação
Foyer do Teatro Glauce Rocha, 25 a 30/11
15h às 21h

Thursday, 30 June 2011

Atelier aberto Outros Cinemas

Documentário - experimento - fantasmagoria

sexta 01 julho
segunda 04 de julho

tvs de tubo
microcâmeras
projetores
voil, tricoline, algodão cru, nylon, parafusos

Convidamos para o atelier aberto com
apresentação dos trabalhos produzidos pela
Oficina Outros Cinemas
na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.

Experimentando possibilidades e impossibilidades de ocupação da Escola, os trabalhos colocam em cena espaços reais e imaginados, utilizando diferentes dispositivos.

paoleb + Gabriel Bilig, Luang, Marianna Olinger, Julia Favoretto, Fernanda, Alice, Lia


FRANCISCO
Instalação 2 canais : Câmera de vigilância e projeção

Francisco é porteiro da Escola de Cinema Darcy Ribeiro há menos de um ano.





PORTARIA
Projeção e Edição ao vivo

Portas reais, portas de luz, portas trancadas, portas falsas, portas que não levam a lugar algum, portas às quais não se tem acesso... jogo de sombras.




REFORMORFE
Vídeo-instalação

Séries de fotografias captadas durante a reforma do prédio da Escola diluem-se umas nas outras.





QUARTO COM VISTA
Projeção

Da janela a vista da rua: streetview.

Esquina Rua da Alfândega com Primeiro de Março de 19h as 21h

paoleb + Gabriel Bilig, Luang, Marianna Olinger, Julia Favoretto, Fernanda, Alice, Lia

Thursday, 19 May 2011

18/05

introdução : outros cinemas : instalação - performance - intervenção
o dispositivo clássico : câmara escura, ótica geométrica, perspectiva central
tópicos
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, imagem.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.
1.5 Nossas respostas a estas questões
instalação
Sala escura.
Espectador imóvel (passivo?)
Projetor atrás e tela na frente.
Herança do palco italiano : 4ª. Parede
Espaço tempo newtoniano – contiguidade continuidade. Base da linguagem. É isso?
decomposição do movimento
decomposição do tempo
espectador/ obra
Escala: portabilidade x monumentalidade.
Oferta: escassez x excesso
Regime: visibilidade x invisibilidade
Esfera: pública x privada.
Experiência: coletiva x individual

corpo
uma imagem que não é organizada pela visão, mas produzida por um corpo.
(a mão que pinta em merleau-ponty; o action painting de pollock)
convocar os outros sentidos; falar de uma visualidade tátil, corpórea; e assim problematizar a mecanização da visão e a produção de subjetividade a partir do ponto de vista
projeção trompe-oeil
Peter Campus
Bill Viola

chaves
O discurso da opacidade e da transparencia se volta para a materialidade do suporte
Imagem como paisagem em lugar de representação - ela não descreve mas 'abre' - abertura, clareira (uma imagem onde se pode habitar)
Imagem como 'campo' em lugar de ponto de vista - imanência em lugar de transcendência - pensar a moldura , e não o "conteúdo" da imagem; a intensidade a partir da extensão; a materialidade da imagem;
Espaços de habitação de troca – neste sentido arte política que pensa o comum – verdadeiro sentido da estética
Retrabalhar estruturas
Repensar a ambientação/ apresentacão da imagem - espacialização/ arquitetura.
Ambientação sonora e cenográfica

Arte Relacional
Lozano-Hemmer
Olafur Eliasson

Bases
Arte e Vida. Estética relacional.
Representacão x apropriação > criação > ressignificação
Implodir o cubo branco – a caixa preta – a câmara escura.
De que é feito o cinema? Uma pergunta que se estende de sua natureza maquínica, arquitetural, física, até os agenciamentos que põe em marcha nos espaços em que acontece
Máquina de decomposição do movimento/tempo
Percepcão?
Captação/ Registro como ruído
Interferência
Tempestades de imagens

Performance
Celebrar a dúvida e a instabilidade com relacão às fronteiras entre suportes e categorias artes plásticas/ cinema/ instalação
Pensar o espaço de projeção como um espaço de criação – experiência e experimentação
O olhar como um ato complexo
Perturbar as coordenadas da experiência sensível do mundo

Space is process
reconfigurar nossa relação com o espaço
fazer diferença
não tanto como fazemos mas porque fazemos
response hability
agenciando com a cidade
como se cria um espaço público - o quê significa público
Coletivo?
o espaço não é um container onde se podem colocar coisas dentro


textos ref:
DUGUET, Anne-Marie. Dispositivos. In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.
BOISSIER, Jean-Louis. A imagem-relação In: MACIEL, Katia. Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009.

Sunday, 15 May 2011

Outros cinemas: instalação, performance, intervenção


Oficina prática e teórica que propõe o cruzamento entre linguagens, explorando novas formas e arquiteturas para o audiovisual

A partir da análise de uma seleção de trabalhos de cineastas e artistas contemporâneos o curso apresenta uma nova abordagem para a experiência audiovisual além do dispositivo clássico da sala escura de projeção.
Ao longo do curso o grupo será orientado no desenvolvimento de criações próprias, que respondam aos conceitos levantados e interpretem ferramentas como vídeo instalação, performance e intervenção, explorando formas pictóricas e escultóricas que colocam em cena o próprio cinema.

08 encontros – 1 vez por semana às 4a.s feiras - informações - http://www.escoladarcyribeiro.org.br/




Ementa

18/05 – 1. Introdução. Apresentação da proposta do curso. Exibição de trabalhos de diferentes períodos da historia do cinema e das artes visuais que contribuem para a reflexão sobre o cruzamento entre os campos da produção de imagens na instalação, na performance e na intervenção.
1.1. A dimensão arquitetural do cinema e o aspecto escultural da luz: projeção, tela, monitor.
1.2. O lugar do espectador, o espaço de projeção e o suporte de projeção.
1.3. A performatividade do ato cinematográfico: o filme como acontecimento.
1.4. O filme fora da tela: o cinema como ato social e político.

25/05 – 2. Poéticas do espaço Experimentando a arquitetura da projeção – o filme-objeto e a materialidade do suporte. Mudanças na percepção do espaço a partir da relação com filmes/vídeos. Circuito de vídeo e espacialização do olhar. (Chris Marker, Agnes Varga, Douglas Gordon, Dan Graham, Bil Viola, Bruce Nauman etc)

01/06 – 3. Corpo e presença Performance e cinema: construção do filme a partir da presença do espectador-ator-autor : embaralhamento e troca de papeis. Estudos do corpo. Cinema e cena: dança, teatro. Riscos do acaso. (Neville de Almeida, Helio Oiticica, Cao Guimarães, Bruno Vianna, Christianne Jatahy etc)

08/06 – 4. Observação, ocupação, significação. Intervenção em espaços públicos e privados. Videomapping, projeções em larga escala, projeções em lugares precários. Projeções de filmes/ videos como formas de territorialização. (Rafael Lozano-Hemmer, Lucas Bambozzi, Michele Teran etc)

15/06 – 5. Prática. Propostas dos alunos para ocupação da escola e entorno a partir das estratégias estudadas. Mapeamento do espaço com câmeras. Cartografias. Divisão por grupos de trabalho.

22/06 – 6. Prática. Captações, testes e preparação dos projetos. Edição de materiais (possivelmente em dia extra)

29/06 – 7. Prática. Montagem e Apresentação pública dos projetos.

06/06 – 8. Conclusão. Avaliação/ revisão do processo.

Bibliografia básica:
BAMBOZZI, Lucas (Org). Mediação, tecnologia e espaço público: panorama crítico da arte em mídias móveis. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2010.
BOGART, Anne. A Director prepares: seven essays on art and theatre. London: Routledge, 2001.
DUBOIS, Philippe. Cinema, vídeo, Godard. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
DUGUET, Anne Marie. Déjouer l’image: créations électroniques et numériques.
Paris: CNAP et Éditions Jacqueline Chambon, 2002.
MACIEL, Kátia (Org) Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2009.
MACHADO, Arlindo. Pré-Cinemas & Pós-Cinemas. Campinas : Papirus, 1997.
RUSH, Michel. Novas mídias na arte conteporânea. São Paulo: Martins Fontes, 2006
YOUNGBLODD, Gene. Expanded Cinema. NY: E.P. Dutton & CO., Inc, 1970

Wednesday, 6 April 2011

links cartografia

http://cargocollective.com/tupeq#792328/Arquivo-1-Visitas
http://www.geografiaportatil.org/
http://www.blasttheory.co.uk/bt/work_cysmn.html
http://andrelemos.info/2011/01/dead-drops-erotismo-e-midia-locativa/

Monday, 7 June 2010

Ex-Alunos pelo mundo

Lucas Canavarro enviando fotos da Polônia.

Surpreendente bug em Auschwitz

E para bom entendedor meia palavra basta!

Monday, 26 April 2010

corte seco is back again

corte seco de volta aos palcos do rio
o teatro de arena do planetário é pequeno



as dimensões do teatro são diminutas, e a peça pede espaçamento, espacializações, diagonais, diagramas, etc.

ali apertado o corte ainda está achando o seu tamanho, tá meio alice, mas é bom, é vivo, hj a chris entrou em cena, o du desobedeceu, foi louco, intenso, bom.

queria que as tvs pudessem ser menores, os totens tb, e fiquei arrasada com o que fizeram com os cabos, enfim, amém...

Thursday, 18 March 2010

Saturday, 6 February 2010

no reverse angle


mudei o eixo de uma das câmeras do corredor. ambas ficaram do mesmo lado, no reverse angle.
o personagem sai de uma câmera e entra em cena em outra > próxima.

o ponto cego foi eliminado pela perspectiva > bom.

Monday, 30 November 2009

refletindo sobre corte-seco II

Aviso aos navegantes do Corte Seco:
As imagens exibidas nas telas em cena não são pré-gravadas.
Elas estão sendo captadas, ao vivo, durante o espetáculo.
A bem da verdade imagens estão sendo captadas o tempo todo, em nossos elevadores, estacionamentos, espaços públicos e privados. As pessoas vivem sob a mira de cameras 24h/dia, mas estão completamente esquecidas disto. Meu trabalho com imagens desta natureza tem consistido precisamente em apontar para esta presença ostensiva, e propor uma apropriação artística destes dispositivos.
Para o espetáculo de Chris Jatahy, desenvolvi um circuito fechado de vídeo, que foi instalado no Espaço Sergio Porto, sob a minha coordenação. Até o final de dezembro eu mesma estarei operando este circuito em cena.
A despeito de todas as evidências, me disseram que os espectadores da peça de teatro resistem a crer que as imagens sejam produzidas em tempo real. Achei este dado interessante, e a meu ver totalmente pertinente dentro da proposta do espetáculo, que pretende borrar fronteiras entre realidade e ficção. Mas me pergunto: a que se poderia atribuir esta descrença? Será que para estes espectadores, educados audiovisualmente pelo cinema, a imagem seria tomada como um artefato produzido para um efeito ficcional, necessariamente em um momento anterior aquele em que a assistimos? Seria por isto talvez que o público resistiria a tomá-la em sua imediatez automática? Mas e a televisão? Já não teria modificado, com suas entradas ao vivo, esta relação de tempo com a imagem?
Conclusão possível: o público acredita naquilo que quer. Não se pode forçá-lo a crer que sim, as imagens estão sendo geradas naquele preciso momento. Eu particularmente incluiria sim momentos pré-gravados, a fim de tornar as zonas de indiscernibilidade ainda mais complexas, mas Christianne prefere tomar a direção oposta. Para isto penso que podemos trabalhar mais no sentido de expandir as encenações para os espaços televisionados, colocando-os em maior diálogo e maior tensão com o que acontece em cena. Investir na contiguidade entre o espaço do palco e os anexos videovigiados - venho apontando para esta necessidade há algum tempo. Jogar mais com os monitores em cena - atribuir-lhes os verbos das cadeiras, por exemplo. Mas sei que são muitos detalhes a serem ajustados, e espero que nesta próxima etapa, agora que já estreamos, a presença do vídeo em cena possa ser afinada, aprimorada e melhor aproveitada.

Sunday, 29 November 2009

A Criação de um Espetáculo - Processo Criativo e Colaborativo

Dani Fortes enviou imagens do trabalho de Sara Ramo, que lembra e muito os entrelaçados do Corte-Seco.
As referências, influências, citações e parentescos entre obras anteriores e o espetáculo que se está a desenvolver é um dos temas do curso que Dani Lima e eu vamos ofecerer no Laboratório do Estação em Fevereiro de 2010 .


A Criação de um Espetáculo - Processo Criativo e Colaborativo

Com Dani Lima e Paola Barreto

Resumo do Curso:

Como transformar inspirações, referências e conceitos em cenas? Quais as vantagens e desvantagens do processo colaborativo? Em 4 encontros serão apresentados os desafios e os processos de decisão envolvidos na criação de um espetáculo cênico, tendo como referência o projeto “Pequeno inventário de lugares-comuns”, realizado por Dani Lima e artistas convidados em 2009.

Carga Horária: 4 aulas de 3hrs.

As aulas serão expositivas e contarão com a exibição comentada de textos e imagens produzidos e consultados nos 4 meses de desenvolvimento do espetáculo







Sunday, 26 July 2009

back to origins

este blog volta ao seu idioma original de pesquisa e descobertas predominantemente en portuguais.
in english

Thursday, 2 July 2009

work in progress

composition for cctv during dance on focus festival - rio de janeiro 2009
workshop by paola barreto

the workshop will take place on the second weekend of july

first i will present a selection of different works on video, performance, film, theater and dance that explores surveillance images through different art dispositifs (luksch, teran, viola, nauman, calle, graham, paik, etc.) the idea is to place my proposal in a context of contemporary art and academic discussion.

on the second half, we will organize the ideas and concepts raised during the analisys of the works presented: insecurity, fear, terrosism, melancholia, voyeurism, attention, suspicion, stereotypes, curiosity, doubt, fact&fiction and others (i need some time to organize it better, hope i'll get it in paraty!)

on the second day of the workshop we we will develop a partiture and a grammar of moves, actions and behaviors over wich we could develop a choreography for spaces under surveillance.

horizon is more clear. (i hope)

Thursday, 30 October 2008

valendo nota

composição para circuito de vigilância # 3

é cinema ao vivo?
é video-instalação?
é vídeo-arte?

Performance na CPM da ECO dia 05 de novembro, quarta feira, às 19hs.

Apresentação dos alunos das disciplinas de direção de atuação, estética da vigilância e edição de áudio e vídeo.
Coordenação: Profa. Paola Barreto Leblanc

19:30h Debate com a Diretora da ECO, Profa. Dra. Ivana Bentes e a Coordenadora do IDEA, Profa. Dra. Fernanda Bruno
. o discurso midiático da vídeo-vigilância - sobre as bases de uma cultura do medo e da paranóia
. a presença cada vez mais naturalizada destes dispositivos, especificamente nas escolas - o caso da CPM
. possibilidades estéticas e políticas na lida com imagens de vigilância - a desconstrução do discurso da suspeita e a construção de novos imaginários sociais

Wednesday, 20 August 2008

"l'invention du quotidien"

o lugar e o não-lugar são polaridades fugidias: o primeiro nunca é completamente apagado e o segundo jamais se desdobra totalmente - palimpsesto onde se reinscreve sem cessar o jogo embaralhado da identidade e da relação.
Os não-lugares são a medida da época; medida confiável e que poderíamos tomar adicionando, ao preço de algumas conversações entre superfície, volume e distância, as vias aéreas, ferroviárias, rodoviárias e os habitáculos móveis ditos "meios de transporte" (avião, trem, carro)...

livre tradução non-lieux, pg 101

Tuesday, 27 May 2008

o caminho

Texto do Andre Vitalis publicado no Le Monde discute o panorama da vigilância na França há 10 anos atrás. Reproduzo abaixo trecho onde ele distingue dois modos de operar dos sistemas de vídeo-vigilância. Preventivo e repressivo.

Several surveys of systems installed in public places in France were published in 1995. They suggest the need to distinguish between two functions of video surveillance. The first is preventative and involves establishing a condition that induces conformity to required behaviour patterns. The other is repressive, producing its effects only after undesirable behaviour has occurred.

Levallois-Perret, on the outskirts of Paris, has one of the highest concentrations of street cameras of any town in France. It is one of the most densely populated municipalities in Europe.







Fernanda Bruno aponta para uma terceira via de acesso para este universo de video-vigilancia, nem repressiva e nem preventiva, a qual eu compartilho em post anterior, e que tem a ver, para mim, com uma desintegração da narrativa (audiovisual enquanto cinema clássico narrativo) proporcionada pelo dado novo de imagens serem gravadas incessantemente sem a necessidade de um 'roteiro', um script, um plot ou mesmo um 'diretor' no sentido estrito da função técnica. (isto faz com que o espectador seja levado a ele mesmo ser o roteirista e montador das imagens as quais assiste, em telas multiplas e tempos concomitantes- ou não)

Seriam estas mesmas as imagens do cinema moderno de um Antonioni ou um Wenders, com seus tempos mortos e seus espaços vazios. Em Wenders, e contemporaneamente com os orientais, o espaço vazio (no caso italiano da guerra, da reconstrução, da fábrica e da obra) se faz o não-lugar: o aeroporto, a highway, o shopping center, o estacionamento.