Tuesday, 15 April 2008
bom clichê de alain bergala
Erice está convencido de que deve haver mistério em uma imagem, de que aquilo que não se mostra é tão importante quanto aquilo que se dá a ver, e de que "tudo o que é profundo exige um véu", segundo a fórmula de Nietzsche citada naturalmente por Kiarostami. Ambos praticaram a mesma "política do espectador", segundo a qual é preciso se ater a um roteiro aberto e a um cinema da não-finitude, com lacunas e espaços vazios, para que o espectador possa encontrar ali o seu lugar e preencher os vãos.
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