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Saturday, 11 February 2012
Friday, 10 February 2012
imagem - veneziana
como se a imagem fosse um planofrente e versolado A lado Bde um lado tivessemos o trem por exemploe do outro a palavraesconde escondeveneziana palavra imagem
um projeção cinemática
cinematográfica
aproveitando o espaço entre
godard
entre imagens
entre palavras
entre as frestas do cenário
entre a argentina e a rússia
entre eu e você
Thursday, 9 February 2012
hipóteses brainstorm
se os textos que não são ditos pelos atores, mas lidos pelos espectadores, fossem sendo escritos a medida em que vão sendo lidos? máquina de escrever, manuscrito, quadro negro?

o jogo com o quadro negro em cena - me agrada - ver video marila dardot :
http://www.mariladardot.com/site/?p=21&lang=pt - mão escreve na lousa e apaga



ou em uma placa?
se houvesse uma palavra, um texto, frase, onomatopeia sobre a fita K7? (a fita k7 num mesmo tratamento do container; coleção, acúmulo)

ou então mui simplesmente a letra branca sobre o fundo negro e uma tipografia fuerte, composition - quem faz as artes gráficas?






ou uma palavra projetada na ruas?
Wednesday, 29 December 2010
JLG Forever
Fomos assistir a Film Socialism ontem, no Estação Laura Alvim.
Profusão de texturas da imagem.
Liberdade com o cinema.
"Linguagem Cinematográfica" - o quê é isso? Na sala com Godard parece que estamos juntos nos fazendo esta pergunta. Se é um mundo saturado por câmeras e telas, é isto que este filme nos oferta. Um cruzeiro, em toda sua loucura kitsch de espelhos, laqueados, luzes piscantes. Os planos por vezes são muito curtos, e é curioso que imprimam de maneira tão marcante - como os poucos segundos de uma missa realizada em um ambiente que parece o cassino do navio. Tudo é tão surreal. A imagem do dinheiro sendo "arado" e das máquinas de caça níqueis sendo manipuladas em contra luz com o oceano ao fundo. Imagens fortes, é uma força cinética quase. Em alguns momentos a montagem fica estroboscópica. É gente dançando, pulando, pista de dança, buffet, elevador, tela de tv, cascata de camarão, campari...
De repente o filme muda de tônus, se concentra em um posto de gasolina de beira de estrada, e o som dominante do vento do mar se torna o som dominante dos carros a passar.
O som. O som em Godard. Ouvindo este filme a gente pensa: como é pobre o investimento em som no cinema. Mais uma vez nos colocamos a pergunta: o que é a linguagem? O estado de gagueira fundamental enunciado por Deleuze ganha com JLG expressão literal.
Gostoso ouvir o som do vento batendo no microfone. Um som que se convencionou como desagradável, inadequado, errado. E quando este som continua sobre a imagem de um vídeo com baixa resolução, o ruído do vento parece sincronizado com o ruído da imagem, é sensacional. Ondas de som e imagem juntas.

Observacão e reflexão: folheando um livro, uma revista, zapeando, navegando na internet, conversando, escovando os dentes, cantando, lavando pratos.
Aquela dose de absurdo de sempre, o humor, a loucurinha, a liberdade.
E os personagens na sombra, que fotografia lhenda, a pele negra de bikini sob um sol em alto contraste, os rostos sempre à sombra, a não-necessidade de estarem todos vistos, o mistério na imagem, tudo ali, tão bom.
E as luzes se acendem, e todos na sala naquele torpor, difícil levantar da cadeira. Não parece um, parecem vários filmes que se entrecruzam criando uma louca polifonia dissonante.
Viva 2011!
Profusão de texturas da imagem.
Liberdade com o cinema.
"Linguagem Cinematográfica" - o quê é isso? Na sala com Godard parece que estamos juntos nos fazendo esta pergunta. Se é um mundo saturado por câmeras e telas, é isto que este filme nos oferta. Um cruzeiro, em toda sua loucura kitsch de espelhos, laqueados, luzes piscantes. Os planos por vezes são muito curtos, e é curioso que imprimam de maneira tão marcante - como os poucos segundos de uma missa realizada em um ambiente que parece o cassino do navio. Tudo é tão surreal. A imagem do dinheiro sendo "arado" e das máquinas de caça níqueis sendo manipuladas em contra luz com o oceano ao fundo. Imagens fortes, é uma força cinética quase. Em alguns momentos a montagem fica estroboscópica. É gente dançando, pulando, pista de dança, buffet, elevador, tela de tv, cascata de camarão, campari...
De repente o filme muda de tônus, se concentra em um posto de gasolina de beira de estrada, e o som dominante do vento do mar se torna o som dominante dos carros a passar.
O som. O som em Godard. Ouvindo este filme a gente pensa: como é pobre o investimento em som no cinema. Mais uma vez nos colocamos a pergunta: o que é a linguagem? O estado de gagueira fundamental enunciado por Deleuze ganha com JLG expressão literal.
Gostoso ouvir o som do vento batendo no microfone. Um som que se convencionou como desagradável, inadequado, errado. E quando este som continua sobre a imagem de um vídeo com baixa resolução, o ruído do vento parece sincronizado com o ruído da imagem, é sensacional. Ondas de som e imagem juntas.


Observacão e reflexão: folheando um livro, uma revista, zapeando, navegando na internet, conversando, escovando os dentes, cantando, lavando pratos.
Aquela dose de absurdo de sempre, o humor, a loucurinha, a liberdade.
E os personagens na sombra, que fotografia lhenda, a pele negra de bikini sob um sol em alto contraste, os rostos sempre à sombra, a não-necessidade de estarem todos vistos, o mistério na imagem, tudo ali, tão bom.
E as luzes se acendem, e todos na sala naquele torpor, difícil levantar da cadeira. Não parece um, parecem vários filmes que se entrecruzam criando uma louca polifonia dissonante.
Viva 2011!
Saturday, 26 September 2009
A falta que nos move: Cinema Vivo

Quando eu fui ver a peça "A falta que nos move", o Pedro Bricio, um dos atores em cena, me dirigiu diretamente a palavra. Fiquei embaraçada, queria dizer alguma frase espetacular como resposta, balbuciei qualquer coisa, me senti uma boba, a peça prosseguiu.
Este tipo de exposição, que dá o tom do elenco da peça, é estendido ao público do teatro, que fica em suspenso diante dos atores, todos aparentemente em carne viva, de uma forma que oscila entre o controle e o destempero.
O filme que abriu a Premiere Brasil ontem é adaptação dessa peça, mas se a peça já era um mil-folhas, no filme há outras camadas, outras coisas em jogo, possibilitadas pelo novo formato que a dramaturgia assume como filme.
A peça tinha essa característica marcante que a gente ficava sem saber se já tinha começado ou não, porque a gente entrava e os atores já estavam ali, falando com a gente, sem o ritual dos três sinais, sem um anúncio claro que determinasse o início do espetáculo, e aos poucos a gente entendia que era isso mesmo, ia ser assim.
Com a adaptacão para filme esta dimensão se espalha de uma forma muito intensa. Se o início é claro - a projecão começa -, a dúvida de até que ponto eles estão atuando, estão surtando, estão desistindo, estão curtindo, estão zoando, estão sofrendo, estão mentindo é trabalhada com um tipo de cinema vivo que me interessa e faz pensar em JLGodard e Lars von Trier. É divertido e perturbador.
Alguém comentou na saída que a impossibilidade de os atores deixarem o espaço do filme lembra o Anjo Exterminador, do Buñuel, sendo que aqui, claramente é o filme, o dispositivo armado por Jatahy, que determina que eles não podem sair; o surreal está em diálogos como "não quero isto editado no filme" ; "estamos antecipando demais as cenas, vá checar no roteiro";"Cuidado com o microfone!"; "O microfone soltou?"; "Assim você vai quebrar o microfone."
Ao encenar atores que encenam, Jatahy deixa os espectadores no limbo: estamos vendo o quê? A vida é encenação? O cinema é verdade? Como observou o David França Mendes, que assistiu ao filme seguinte do meu lado, seria apenas um reality show tipo Big Brother se não houvesse esta construção laboriosa e sofisticada de camadas e camadas de realidade e ficção. O filme não se apresenta como o que os atores realmente viveram em 13 horas. Sim, fomos avisados que eles estiveram ali por 13 horas recebendo por torpedo de celular as orientações de uma diretora - deus? - no entanto em que medida havia cenas ensaiadas e em que medida a própria saída da encenação era também uma encenação cria um jogo, cristalino, uma imagem cristal, que não é representação da realidade, mas representação da ficção que representa a realidade, espelhamento de teatro e cinema, contração de um tempo real, tensão entre pessoa, persona, personagem.
E depois eu continuo porque a agora vou correr para o cinema.
Monday, 17 August 2009
Monday, 4 August 2008
Referencia Caixa #2
JLG, 1983
Performance on terrorism (não por diletantismo e não kabaret)french can can
CARMEN
Performance on terrorism (não por diletantismo e não kabaret)french can can
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