
Os doze trabalhos de Hércules II




ou em uma placa?
se houvesse uma palavra, um texto, frase, onomatopeia sobre a fita K7? (a fita k7 num mesmo tratamento do container; coleção, acúmulo)






brunov y paoleb
pesquisa
PENSAR CINEMA
FORMATOS
SUPORTES
LINGUAGEM – ESTRUTURA – ARQUITETURA
04 AULAS
REFERENCIAS
brunov .MOV PIPA
paoleb .MOV COREOG
OFICINA TÉCNICA DE CAPTAÇÃO E EDIÇÃO
brunov .MOV RESSACA
AULA DE VIDEO EXPANDIDO/ PROGRAMACAO
AULA PROJETO FINAL > COMENTAR PROJETOS
ARG

The Rio visit in April 2011 focuses on precarious spaces and addresses a set of contemporary art practices situated within a dialogical paradigm, also referred to as relational aesthetics, in particular exploring its potential for resistance against the market-dominant art production and rather contentious creative industries discourse, in particular in relation to creative labour.
I intend to visit, document and engage with particular artistic projects executed in the context of Rio’s favelas and explore its outreach potential.
I want to engage with nuanced artistic treatments within a dialogic aesthetics frame, particularly in spaces born out of an experience of societal ‘displacement’ and especially within the context of precarious spaces in St American context and in particular in urban Brazil such as street, beach, Rio’s favela, urban void etc. I want to explore potential of these artistic interventions as well as participatory projects in altering subjectivity formation in multiple ways (transformative potential), including the processes of becoming as well as the paradigms of knowledge exchange and educational turn associated with artistic practice and research.
The book project associated with my visit Precarious Spaces: Art & Social/Organisational Change (Eds) is planned, aimed to address some of the promises as well as threats that unpredictability of precarious spaces and dis/placement hold for contemporary visual arts and social change.
Katarzyna Kosmala, PhD is a curator and freelance art writer, Reader at the Centre for Contemporary European Studies, University of the West of Scotland, UK and Visiting Research Fellow at GEXcel, Institute of Thematic Gender Studies, Linköping University & Örebro University, Sweden. She researches and writes on aspects of construction and representation of gender and identity politics in contemporary (visual) culture. She has published in Third Text, N.Paradoxa, Culture and Organization, International Journal of the Arts in Society, Opcje, Obieg, Sekcja Magazyn Artystyczny, Arts Margins. She is also working on her book Imagining Men, Imagining Masculinities.

O artista se apresenta no centro do palco, acompanhado por uma pianista à esquerda e um trio de cordas à direita. Suspensas, formando um angulo de 90 º atrás dos músicos, duas grandes telas.
As relações que se estabelecem entre estas telas são tão ou mais interessantes do que as imagens que exibem. Torna-se uma música à parte, ou uma dança, as dinâmicas que se criam nestas relações possíveis, que oscilam entre contraposição e contigüidade.
As telas hora se espelham, como em uma pintura produzida por um jato de tinta que jorra em direções opostas a partir de um mesmo centro; hora se duplicam, criando um efeito de redundância, onde um padrão se repete, aqui e ali; hora se complementam, exibindo fragmentos de uma única imagem que começa em uma e continua na outra.
Imagens de paisagens da Antártida, blocos imensos de gelo, placas que deslizam a um só tempo pesadas e leves sucedem-se ao som de uma música que soa quase romântica. As cordas atacam e silenciam, e quando voltam a preencher a sala não são os músicos que tocam, mas o DJ, que reproduz uma gravação do som que acabamos de ouvir, agora processado, manipulado, reinterpretado. Impressionante.
Um voil em primeiro plano sobe e desce marcando o início de cada ato da peça, e colabora com a criação de uma profundidade construída por planos bidimensionais, que se sobrepõem criando uma imagem sólida, mas frágil, como um bloco de gelo.
A imagem na tela se apresenta como um plano, uma malha de pontos, que se torce e coloca em perspectiva, um plano bidimensional que navega por um universo tridimensional, em camadas, mil folhas de cinema. 
Por fim, lindas imagens documentais de expedições realizadas no continente em tempos distantes; pioneiros russos, chineses, americanos. Disputas em torno do território, discussões políticas, geográficas, ambientais. Mil folhas de cinema.
Espetáculo denso, belo e complexo.
Fortalecendo novas candidaturas, encontrando pensamentos que vão de encontro às últimas experiências...
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publicadas neste domingo pelo jornal O Globo, captadas pelos leitores, de suas janelas, em São Conrado, também despertam analogias possíveis com nosso trabalho. A "cultura janeleira", como definida por João do Rio, aqui confunde-se com a "vigilância distribuída", na definição da Professora Fernanda Bruno para os novos tempos onde cada cidadão pode captar e distribuir imagens, de maneira descentralizada.