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Tuesday, 19 August 2008

computer vison já é

Em meu último post eu estava mal informada.
Via in hard focus, dois exemplos de computer video avançada mostram que tracking movement já é corrente no mundo da vigilância - via games.
O Virtual Video Tool é um software gratuito que simula câmeras em ambientes virtuais interativos, produzindo câmeras de vigilância virtuais!

Já na Universidade de Washington o pessoal anda desenvolvendo aplicativos para melhorar a resolucão das imagens capturadas por video, através do uso de fotografias. Essa possibilidade de manipular a imagem de video 'aperfeiçoando-a' abre caminho para uma série de questões, entre elas a confiabilidade no video - que ao contrário da fotografia ainda era considerado prova jurídica...
bem, por aqui a realidade da vigilância, pelo menos no controle de trânsito carioca, ainda é analógica , conectada por quilômteros de cabeamento de fibra óptica e totalmente operada por human beings.
depois disto tudo, lembrei de um link que a andrea capella mandou há mais ou menos um ano, da photosynth, a software that could transform the way we look at digital images. Using still photos culled from the Web, Photosynth builds breathtaking dreamscapes and lets us navigate them.

Wednesday, 16 July 2008

cenas da vida

1. Há dez anos atrás não se viam tantas câmeras nas ruas, a video-vigilância era mais um cenário de ficção do que uma realidade.


2. Hoje o estado panóptico é algo cotidiano e corriqueiro e a multiplicação de câmeras é aparente e dá-se com pouco ou nenhum debate. Daí a importância de ações de artistas como este, dica de Andrea.
3. Daqui a dez anos as câmeras não serão tão visíveis, a tendência é se tornarem menores e mais discretas. O momento de regulamentar e debater estas presenças entre nós é hoje.

Wednesday, 2 January 2008

Andrea Capella manda notícias

"O que me interessa são as relações entre as artes, a ciência e a filosofia. Não há nenhum privilégio de uma destas disciplinas em relação a outra. Cada uma delas é criadora. O verdadeiro objeto da ciência é criar funções, o verdadeiro objeto da obra de arte é criar agregados sensíveis e o objeto da filosofia, criar conceitos. (...)

Se ninguém começa, ninguém se mexe. As interferências também não são trocas: tudo acontece por dom ou captura.

(...)

O essencial são os intercessores. A criação são os intercessores. Sem eles não há obra. Podem ser pessoas - para um filósofo, artistas ou cientistas; para cientista, filósofos ou artistas – mas também coisas, plantas, até animais, como em Castañeda. Fictícios ou reais, animados ou inanimados, é preciso fabricar seus intercessores. É uma série. Se não formamos uma série, mesmo que completamente imaginária estamos perdidos. Eu preciso de meus intercessores para me exprimir, e eles jamais se exprimiriam sem mim; sempre se trabalha em vários mesmo quando isso não se vê.

(...)

Essa idéia de verdade não é algo preexistente, a ser descoberto, mas que deve ser criada em cada domínio, é evidente nas ciências, por exemplo. Até na física , não há verdade que não suponha algum sistema simbólico, mesmo que sejam só coordenadas. Não existe verdade que não falseie idéias preestabelecidas. Dizer “a verdade é uma criação” implica que a produção de verdade passa por uma série de operações que consistem em trabalhar uma matéria, uma série de falsificações no sentido literal. (...) Forma-se uma série refletida, de dois termos. Não está descartada uma série de vários termos, ou séries complicadas, com bifurcações. Essas potências do falso é que vão produzir o verdadeiro, é isso os intercessores."